Autoconhecimento Relacionamentos

O que é (con)viver a dois?

Homem abraçando mulher por trás
Samuel Borges Photography / Canva

Muitas pessoas escolhem compartilhar suas vidas com um semelhante de modo passional. Como um par, elegem-se um ao outro, escolhem-se para partilhar os bons momentos da vida, mas também as angústias. É difícil (mas não impossível) encontrarmos pessoas que preferem viver a solitude, mas este artigo versará sobre a convivência entre casais, com a despretensão de reger regras, porém com sugestões de como tornar a vida a dois mais prazerosa e com parceria.

Muitos desejam encontrar sua “metade da laranja”, sua “tampa da panela”, como brincavam nossas avós. É fato: um casal, nesse caso falando em monogamia, é algo muito bonito! São dois seres completamente diferentes, com gostos diferentes, atitudes diferentes, que podem ter vindo de lugares completamente distintos e que, em determinado momento da vida, encontram-se e resolvem se unir para vivenciar momentos juntos. Dividem despesas, preocupações, alegrias, até mesmo a criação de um ou mais filhos, para, se assim desejarem, separarem-se somente com a morte (física, pois muito provavelmente continuarão suas caminhadas no plano espiritual, juntos!).

“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar”, escreveu Machado de Assis. São muitos os modos de amar, mas o amor é inconfundível. Sabemos quando estamos apaixonados, sabemos quando amamos verdadeiramente alguém e estamos dispostos a dividir nossos segredos, nossos sonhos com ele(a)! É incrível o sentimento que nos invade quando descobrimos nosso cônjuge de trajetória de vida! Não queremos perdê-lo de forma alguma. As desilusões podem surgir? Claro! Somos seres imperfeitos! Mas para comemorar o Dia do Casal, dia 1º de dezembro, destacamos que conviver é saber tolerar, respeitar, perdoar e amar nosso amor com todos os seus defeitos.

Primeiro conselho para uma convivência de paz: não colocar todas as nossas expectativas de vida nessa pessoa. Nosso parceiro ou parceira é, como o nome propriamente diz, nosso amigo de jornada, mas não pode ser o responsável por nossa felicidade. Precisamos ter em mente que, se nosso objetivo é a dita felicidade, ela será construída conjuntamente, mas não depositemos toda a responsabilidade de nosso deleitamento em outro ser, pois ele(a) realmente não pode ser responsável por nos fazer felizes.

Casal com as mãos dadas e pisca pisca enrolado nas mãos
Anastasiya Lobanovskaya / Pexels / Canva

Segundo conselho para uma convivência harmoniosa: a tolerância (ou respeito). A tolerância está em saber ponderar que todos temos particularidades que nos identificam e nos tornam seres singulares e incomuns e, muitas vezes, meus hábitos ou minhas atitudes podem não agradar, mas meu amor me respeita e me compreende. Meu esposo me irrita quando não deixa de molho a louça suja na pia? Talvez! Mas eu devo irritá-lo quando o deixo esperando minutos além da conta para ir embora do serviço (e não é uma bênção ter uma carona pra voltar para casa ao final do dia?). O que quero dizer aqui é que a convivência exige e predispõe estima, consideração, carinho e, inclusive, tolerar alguns detalhes que podem não me deixar 100% feliz. Mas voltando ao que já foi dito, somos todos imperfeitos e estamos constantemente nos (re)construindo.

Terceiro e derradeiro conselho para uma convivência ditosa, que retoma o título desse artigo: conviver a dois é participar, estar junto, torcer pela pessoa, vibrar com seus acertos e auxiliar nas vicissitudes. Seja cúmplice! Seu amor está com dificuldades? Não o(a) critique, apoie! Ninguém precisa de outra pessoa (ainda mais a que amamos) para nos colocar para baixo quando já estamos tristes. Seu/sua parceiro perdeu o emprego ou está passando por um problema de saúde, por exemplo? Seja o primeiro a dar suporte, a chorar junto, se preciso for, mas também o primeiro a dar ânimo, a não só empurrar (que parece tão agressivo!), mas pegar pela mão e dizer: “Vamos juntos? Eu estou com você!”. Be supportive!

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Se a opção monogâmica serve para você, como para muitas pessoas, seja como o pinguim-imperador, que é fiel, cuida dos filhotes em conjunto, protege um ao outro, incentiva e corteja. Trago o exemplo do reino animal para demonstrar que a parceria no amor existe entre muitas espécies! Seja um modelo de bem-viver, de bem conviver, seja agradável, faça com que muitas pessoas queiram estar ao seu lado, incluindo seu cônjuge! Ninguém suporta uma pessoa mal-humorada, ríspida e grosseira por muito tempo. Seja afável e o amor virá até você ou se sustentará!

Conviver é uma delícia, formar família também! Muita sorte no seu relacionamento, ou melhor, muito amor no seu relacionamento, pois a sorte somos nós quem fazemos.

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em psicopedagogia e TICs, também pela UFRGS. Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis (meu primeiro livro, "Dorminhoca", foi lançado em 2019). Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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