Autoconhecimento

O sagrado feminino

mulher deusa com cabelo azul comprido, segurando a pintura a óleo
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
Desde os últimos três anos tenho vivenciado e aprendido muito sobre a energia feminina. Foi há três anos e meio atrás que participei do meu primeiro retiro sobre o Sagrado Feminino e ele mudou minha vida. Foram dias de descoberta intensa sobre meu corpo e meu feminino, minhas emoções e sexualidade.

Como me expressar? Quem são as Deusas que nos representam em cada momento da vida? A beleza da menstruação, a conexão com a natureza e com as outras mulheres, a cura da relação com a ancestralidade e a cura do planeta.

Muitos sábios, dente eles o Prem Baba, já dizem faz tempo que a cura do nosso planeta necessariamente passa pela cura da energia feminina.

Mulher rezando e pássaro livre, apreciando a natureza no fundo por do sol.

Li e estudei sobre o matriarcado e quebrei tabus também entendendo que nem tudo era como idealizava e depois de achar que aquela época era perfeita, percebi que precisávamos desse momento na história da humanidade, do patriarcado para agora buscar o equilíbrio.

Para mim, o sagrado feminino não se explica apenas por dizer que é quando a gente se conecta com a lua ou quando para de tomar pílulas e usar coletor menstrual.
O que quero dizer é que pesquisei um pouco na internet e achei artigos que simplificam demais o que é o Sagrado Feminino.

Tanto que esse movimento envolve mulheres e homens, pois eles também têm sua energia feminina que precisa de cura e atenção.

Eu já vi e escutei muito sobre grupos e círculos de mulheres também com histórias de homens abusadores controlando todo o movimento. Escutei histórias de pessoas conhecidas e eu mesma vivenciei em círculos algumas histórias de controle do outro, de competição, de fofoca e desrespeito do outro.

Eu tinha antes uma imagem bem poética sobre esse movimento mas ando mais realista. Estamos aprendendo e fazendo ao mesmo tempo e não tem como ser diferente.

Na minha opinião, exercer o feminino passa por aprender a se relacionar de forma respeitosa e amorosa com todas as pessoas, sejam elas feministas ou não. É exercer a compaixão, mesmo se outra mulher não pensa politicamente como você.

É se amar e se aceitar no corpo em que habita, conhecê-lo e respeitá-lo. Para isso, você não precisa ter um altar com milhões de cores de velas e todos os santos. Você pode ter se se conecta com isso. Mas seu corpo já é seu templo. Então trate bem dele. Você não precisa necessariamente usar coletor menstrual, mas por escolha consciente decide usar absorvente e sabe das consequências. Se você sente que é melhor para seu corpo tomar pílulas, tome, de forma consciente.

Cante se gosta de cantar, se não gosta, não faça. O Sagrado Feminino é a gente aprender, como mulher, a se amar como a gente é. Não é todo mundo que sente o chamado de pintar e dançar e fazer ritual a cada lua. Tem gente que sim. E tudo bem.

mulher meditando em pose de lótus na praia ao pôr do sol

A maior revolução vai acontecer quando sairmos dos padrões que perpassam até mesmo para essa esfera da espiritualidade. Sair dos padrões de vestimenta, comportamento e etc. para ser quem se é plenamente, conectar-se com seu propósito e ajudar a humanidade a evoluir com seu trabalho e sua energia.

Todas as pessoas na Terra têm sua energia feminina e estamos aprendendo a despertá-la, e todas as pessoas deveriam se sentir à vontade para fazê-lo. Cada um do seu jeito e rodeado de aceitação e acolhimento. Pois a principal característica do feminino é a aceitação e o acolhimento.

E você, como tem se conectado com sua força criativa e acolhedora?


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Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée. Depois fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de um ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pela yoga e pela meditação. No Brasil: morou, deu aulas de yoga e se formou como massoterapeuta, em Paraty, RJ. Foi nessa época que concluiu quatro cursos de dez dias de meditação Vipassana e se aprofundou na prática de Ashtanga Yoga. Hoje, ela está estudando Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, Índia. E dá aulas de Ashtanga Yoga online.

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