Autoconhecimento

O silêncio como linguagem divina

Imagem da silhueta de uma mulher sentada e meditando em frente ao lago e ao fundo, um lindo pôr do sol, simbolizando o estado de presença, o silêncio interior.
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Escrito por Giselli Duarte

O silêncio aparece como campo primordial anterior ao pensamento, onde a consciência apenas observa. Nesse espaço sem julgamento, o contato com o divino se torna direto e presente, o tempo se aquieta e a identidade se suaviza. Ao levar esse silêncio para o cotidiano, a escuta se aprofunda, as relações se tornam mais autênticas e a fé emerge como confiança viva na própria experiência do agora.

O silêncio existe antes da atividade da mente. Ele permanece presente enquanto pensamentos surgem e desaparecem. Quando a atenção se volta para esse campo, a consciência passa a perceber algo que não depende de formulação mental.

Nesse estado, os pensamentos continuam, mas deixam de ocupar o centro da experiência. A consciência se amplia e observa. Há uma percepção que não interpreta nem julga. Ela apenas reconhece o que está.

O contato com o divino acontece nesse nível. A presença do Criador é percebida como vida consciente, aqui, neste instante. O silêncio permite esse contato porque reduz a necessidade constante de explicar a experiência.

A relação com o tempo se altera. A atenção deixa de circular entre lembranças e projeções. A experiência se concentra no agora. Nesse ponto, a vida se apresenta de forma direta, sem mediação conceitual.

Jesus conhecia essa dimensão. Seus períodos de recolhimento indicam familiaridade com esse estado de atenção profunda. Suas palavras surgiam desse contato e carregavam essa qualidade. Por isso permanecem atuais. Elas nascem da vivência, não da elaboração intelectual.

No silêncio, emoções surgem e se transformam. A consciência permanece presente enquanto isso acontece. Esse permanecer permite que a experiência humana se mova sem resistência excessiva. Há aceitação do que se apresenta.

A identidade pessoal se torna mais leve. Histórias internas perdem rigidez. O ser humano permanece atento, disponível, consciente da própria existência. A relação com o Criador se estabelece nesse estado simples de presença.

Imagem de um homem sentado no chão, dentro de uma igreja olhando para a luz do céu que entra pela janela, simbolizando a conexão espiritual, o silêncio interior e o estado de presença.
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O silêncio aprofunda a escuta. O outro passa a ser percebido com mais abertura. A palavra surge com maior precisão. As relações se tornam mais verdadeiras, menos reativas.

A espiritualidade amadurece quando o silêncio passa a acompanhar a vida cotidiana. Ele não exige afastamento do mundo. Ele se manifesta na atenção dedicada ao que está sendo vivido agora.

Nesse estado, a fé se expressa como confiança na própria experiência da vida. A consciência reconhece sua origem de forma direta, sem necessidade de explicação.

O silêncio como linguagem divina revela que o Criador se apresenta como presença consciente. Ele está acessível no instante presente. Quando a atenção repousa nesse estado, a vida segue a partir desse reconhecimento.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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