Doutrina Espírita Espiritualidade

Os defeitos físicos

Vital Frosi
Escrito por Vital Frosi
Na vida não existe ACASO, mas existem CAUSAS, que somente as Leis da Reencarnação conseguem explicar. Não haveria a Justiça Divina se assim não fosse. O Pai Criador seria parcial em suas Leis caso não houvessem justificativas para alguém nascer com defeitos ou deficiências físicas.

Qual critério poderia ser usado para conceder a uns a graça da saúde perfeita e a outros as anomalias diversas? Imagina como seria o teu hoje se não tivesse tido o ontem; o anteontem; a semana passada; o mês passado ou os anos passados. Assim é a nossa atual existência. É sempre a continuação como se nunca tivéssemos desencarnado antes.

Um dia, um Espírito Mentor nos disse: “A morte como vocês a conhecem é como se fossem as férias escolares. Termina um ano letivo, o aluno tem um período para reavaliar seus planos e depois retorna para dar sequência nas conquistas de seus conhecimentos”.

Após o descarte do corpo físico, todos nós passamos para a Quarta Dimensão, período “entre vidas” onde recuperamos a memória das existências anteriores, principalmente da última, a qual costumo comparar a uma atualização de um programa de computador, onde temos todo o nosso histórico como Espírito em corpo humano.

Lá no Mundo Astral, tomamos ciência da nossa experiência humana e fazemos um novo projeto, a fim de atingir os degraus maiores dentro da evolução desejada.

Já escrevi aqui outras vezes que SOMOS ARQUITETOS DE NÓS MESMOS, e quanto aos defeitos físicos, não é diferente. Nós mesmos escolhemos vir com tais anomalias desde o nascimento, ou então adquiri-las em determinada idade durante a vida corpórea.

Gosto de contar as histórias que os próprios espíritos nos passam. São mais explícitas e cheias de pormenores. Hoje, vou transcrever nas próprias palavras do Espírito que chamarei de Joaquim a proposta que ele mesmo escolheu para si, ainda estando no Plano Astral, ao programar o retorno à matéria, depois de ter sido mal sucedido na existência anterior, falhando incrivelmente ao assassinar por meio de estrangulamento sua esposa e cometer o suicídio após o tresloucado ato.

A verdade é que, nesta fase pós-morte, ele já havia expiado o seu martírio no Vale dos Suicidas e já se encontrava pronto para o retorno ao mundo dos encarnados.

Vamos ver o que o próprio Joaquim estava propondo a si mesmo:

“Quero desafrontar-me dos ultrajes por mim mesmo levados a efeito no seio da minha família. Preciso desenvolver ações apaziguadoras, capazes de amansar as angústias que me aferventam a consciência. Quero expiar e reparar. A imagem humilhada e frágil de Eulina, minha esposa, indefesa sob minha brutalidade, debatendo-se na agonia malvada do estrangulamento entre minhas mãos, absorve minhas faculdades, anulando ensejos para quaisquer outras ponderações, obsediando-me as ideias, enlouquecendo as fibras mais íntimas do meu ser. E eu preciso afastar da mente esse quadro satânico, a fim de poder sentir o Perdão do Céu orvalhar de esperança a minha consciência inconsolável! A trágica tormenta do Vale dos Suicidas não bastou! Não foi por Eulina que ali me debati, mas por mim mesmo, seguindo os escalões dissonantes do meu ato de suicídio. Por ela, quero outra vez ser homem, arrastar uma existência inteira, do berço à velhice, destituído das mãos que a estrangularam. Eu mesmo me darei tal punição, como testemunho do meu sincero arrependimento! Não é o Senhor Deus que me impõe! Não é a Lei que me exige: sou eu que, voluntariamente, suplico ao Pai Todo-Misericordioso que me conceda como supremo reconforto à minha desventura, como supremo ensejo de reabilitação em meu próprio conceito, já que a morte é quimera a iludir os incautos que se arrojam pelas brenhas do suicídio! Sim! Passarei uma existência inteira sem as mãos que serviram para assassinar uma pobre mulher indefesa. E que eu me veja tão indefeso, destituído das mãos como Eulina foi destituída de forças, naquela noite abominável, acometida de surpresa ante a minha ferocidade. Creio que somente assim obterei alívio para, depois, encarar de frente os demais débitos a serem saldados, com a ajuda paternal de meu Deus e meu Criador. Tudo ser-me-á preferível ao suplício deste remorso que me mantém agrilhoado ao inferno que se alastrou por minha alma!…. Ao menos, como homem, quando tudo me faltar, para só as desgraças me flagelarem, terei um consolo, que é a misericórdia do Generoso Pai, que me concederá como esmola suprema a minha irremediável situação: O ESQUECIMENTO.”

Fazendo agora um pequeno comentário sobre o projeto reencarnatório de Joaquim, vemos que tudo são escolhas da própria alma que se acha em débito perante a Justiça Divina. Nada é imposto. Por isso, não há vítimas, mas há sim sempre oportunidade de reabilitação.

O Espírito imortal, quando faz a sua avaliação passando pelas câmaras de retificação nas esferas da Quarta Dimensão, sente-se confortado tendo a oportunidade de voltar ao mundo da matéria e refazer a caminhada. No caso de Joaquim, viria sem as mãos que foram usadas como arma mortal ao estrangular a própria esposa.

Entretanto, quanto ao suicídio, mesmo tendo expiado pela dor durante a permanência no Vale Tenebroso, o expurgo de tal ato atentatório contra a própria vida ainda teria que expiar em futuras reencarnações. Uma coisa de cada vez, pois se assim não fosse, realmente a vida seria insustentável.

E também como bênção, ao reencarnar, todos nós somos acometidos pelo véu do esquecimento, condição para que nunca percamos a esperança de um dia melhor. Caso lembrássemos dos débitos ainda em curso, facilmente desanimaríamos.

Precisamos compreender de uma vez por todas que não existem vítimas, nem de Deus e nem dos homens. Não há excluídos! Não há ninguém acometidos da MÁ SORTE! Em tudo há sempre um projeto individual feito pelo próprio espírito reencarnante.

SOMOS ARQUITETOS DE NÓS MESMOS!

E eu sou Vital Frosi e minha missão é o esclarecimento.

Sobre o autor

Vital Frosi

Vital Frosi

Psicoterapeuta Reencarnacionista, Orientador espiritual, Formação em Psicologia Transpessoal pela Unipaz, Mestre em Reiki pela Escola André Luiz e Celer Faculdades, Massoterapeuta pela Celer Faculdades, Médium Intuitivo Semi consciente, Palestrante, atendimentos presenciais e à distância.
Missão terrena para esta existência: O esclarecimento e o despertar espiritual.

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