Autoconhecimento Convivendo

Perdendo o alicerce para encontrar o caminho

Mão humana segurando uma bússola na estrada.
Francicleiton Cardoso
Com muita sinceridade, não temos nenhuma segurança. As credenciais que usamos para dizer quem somos, o que fazemos ou de onde viemos deverão esgotar o sentido ao longo do tempo. Nosso alicerce básico não parece tão sólido e firmado quando há uma dessas reviravoltas naquilo que salvaguardamos como nossas fronteiras. E essa é uma oportunidade única que devemos apreciar com carinho.

Temos sido uma manada guiada pelos sentidos há muitas centenas de anos, acreditando e apresentando toda sorte de matéria-prima necessária para fabricação de uma potência em nós. Mas não sabemos ainda, bem ao certo, qual o sentido da natureza.

Mulher loira com roupas de frio na natureza.

Talvez abrigarmos a consciência, e todo o poderoso e imenso sentido de criação que nela habita, nos dê esse impulso que soa como uma grande interrogação vinda do mais íntimo de nossas vísceras.

A hipótese da potência humana vai sendo então o caminho para o qual milhares de teorias sobre progresso, crescimento, desenvolvimento e espiritualização se espalhem mundo à fora, advindas daquilo que cada uma julga como realidade.

O senso da natureza existe quando não há uma divisão que busque outra direção.
 Essa divisão, essa fronteira, não passa de uma limitação, e é criada diariamente pelas credenciais que damos à interpretações dos sentidos, muitas vezes equivocadas.

Atualmente, quando há neste planeta uma energia que tem como efeito a dissolução destas credenciais, estamos começando a deixar emergir as forças avassaladoras do verdadeiro potencial que carregamos. Há até uma certa confusão mental, dores musculares, medo, incoerências e tudo o mais que é perfeitamente razoável numa transição dessa magnitude.

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Soltamos a ignorância quando conseguimos sentir a interdependência que a dissolução traz consigo. Enquanto resistirmos ao processo e tentarmos reaver as referências instintuais, estaremos no embate. E este não pode mais ser um momento em que estamos aprendendo, mas seguramente é o instante em que o Cosmos alinha sua demanda de iluminação com esse humilde planeta e temos que estar bem alinhados ao propósito.

Não basta querermos, ou dizer que estamos indo bem, que temos feitos práticas de meditação matinais, yoga à noite, caridade aos fins de semana. É preciso existir como uma unidade com todos os seres de todos os mundos. Numa percepção tranquila e não embaçada do que cada um de nós temos que fazer. Sentir nossa missão despontando no horizonte é o primeiro passo nesse novo processo. E já estamos com o pé no lugar.

Sobre o autor

Francicleiton Cardoso

Francicleiton Cardoso

Jornalista deseducado pelo zen-budismo. Grato pela existência da sabedoria oriental e de tudo que ela proporcionou sobre a filosofia da mente em um sentido advaita, sem falar sobre a imensurável contribuição do Tantra e da Yoga, legado indispensável. Tem formação em psicologia do eu profundo e direitos humanos. Terapeuta Floral e Reikiano.

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