Autoconhecimento Comportamento

Seja leve, viva o agora, seja feliz!

Mulher em campo aberto segurando guarda-chuva amarelo de braços abertos
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Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

As palavras: “leve” e “agora” representam bem o momento que estou vivendo. Apesar de já beirar os cinquentões, tenho levado uma vida “leve” em relação à minha família, o meu trabalho, a minha saúde, os meus amigos. O segredo de tudo isso? Viver o agora e ser feliz!

Qual é o segredo da felicidade humana? Você até pode discordar, e isso é saudável, penso que o segredo da felicidade humana seja “viver o agora”. Ao contrário, existem pessoas que pensam que só serão felizes quando passar no “vestibular”, quando começar a “trabalhar”, quando “casar”, quando completar a “maioridade”, quando acertar na “Mega-Sena”. Ledo engano!

Silhueta de homem com braços abertos em cima de pedra com céu ao fundo ao entardecer

A vida humana é muito curta para ser desperdiçada com o “depois”. Quem vive muito não passa dos noventa anos de idade, não é mesmo? Claro que a qualidade de vida ajuda na longevidade. No entanto não podemos ficar perdendo tempo com o depois! Depois eu digo que “te amo”, depois eu vou “visitar os meus pais”, depois eu “serei feliz”. Na vida humana tudo passa muito rápido. Quando menos esperamos lá se vão às horas, os dias, as semanas, os meses, os anos, as décadas. Dessa forma, o maior erro do ser humano é deixar para depois o que ele pode fazer agora.

Conheço pessoas que são especialistas em começar. Estão sempre começando. No entanto quase nunca terminam o que começaram. Elas estão sempre dizendo “depois eu termino”. Elas têm muitos planos, sonhos e ideais, mas não agem sobre essas ideias e o resultado é a frustração. Penso que quem age assim tem a vida semelhante aos dizeres do poeta:

Mulher na beira do mar com braços abertos e óculos de sol com sol refletindo ao fundo

“Se eu pudesse viver novamente minha vida, na próxima, trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. […] Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vida pela frente. Mas já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo”.

Triste chegar ao final da vida e pensar assim, não é mesmo? Para usar uma palavra mais filosófica, diria que seria “uma vida melancólica”. Qual seria então o antídoto contra a melancolia? Viver o agora! Isso significa que se você estiver com vontade de ir ao cinema, vá, não deixe para depois. Se o seu filho, a sua filha, o seu namorado ou a sua namorada lhe convidar para passear na praia, no bosque, vá, não deixe para depois. O depois pode nem existir. Lembre-se: o erro de muitas pessoas é deixar para depois o que pode fazer agora. Não cometa esse erro: seja leve, viva o agora, seja feliz!

Silhueta de mulher com canga ao vento com céu com nuvens ao fundo
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Por fim, por que é importante viver o agora? Porque além das razões já expostas acima, a pessoa não ficará frustrada se o futuro não acontecer. É como disse o filósofo Nietzsche: “A felicidade é frágil e volátil, pois só é possível senti-la em certos momentos. Na verdade, se pudéssemos vivenciá-la de forma ininterrupta, ela perderia o valor, uma vez que só percebemos que somos felizes por comparação”. Portanto somente os que vivem intensamente o agora são dignos de felicidade. Viva o agora, não deixe para depois aquilo que você pode fazer agora, seja feliz hoje!

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).