Convivendo

Traição: a culpa não é (e nunca será) sua

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“Será feliz, mas primeiramente lhe farei forte…assim me disse a vida.”

(Desconhecido)

Você acreditou em sua relação, fez planos, sonhou acordada de tão feliz ao imaginar situações possíveis e, de repente… Tudo se esvaiu. A pessoa a quem você dedicou seu tempo, seu sentimento, sua vida, não compartilha do mesmo pensamento que você e buscou um outro alguém… Está difícil aguentar.

E agora?

A culpa, ou responsabilidade, melhor dizendo, não é e nunca será sua. Traição em nada tem relação com algo que se fez de errado na relação, como se fosse um castigo àquele que comete algum erro, por menor que tenha sido. Estar junto, querer estar com alguém e enfrentar a rotina diária cheia de altos e baixos eleva a relação ao patamar máximo da confiança e respeito.

Querer estar com o outro, respeitando, admirando e bendizendo a relação é também um ato de entrega e verdade, de aceitação mútua e amor incondicional, trazendo para si o pensamento de que não farei ao meu parceiro aquilo que não gostaria que ele me fizesse.

Enfrentar é preciso. É sábio, é divino! Chore e viva esse momento, que vai lhe fortalecer, pode acreditar. Sabe aquela coisa do “um dia após o outro?”. Então, dê a si mesma um tempo, relaxe, mime-se, busque, sim, ajuda profissional caso seja necessário. Esse auxílio é prescrito quando você perde o interesse habitual em tudo e passa a viver reclusa e triste demasiadamente, remoendo fatos.

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Contabilizar o erro… Para quê?

Sabe aquela coisa “quando foi mesmo que ele a conheceu?”, “estávamos numa pior naquele tempo?”, “eu deveria ter feito algo para mudar o rumo da relação?”, esqueça!

Isso lhe causará uma dor desnecessária, porque é passado. Além disso, lembra que estar junto é estar de fato junto, mesmo quando não se está? Você não tem poder sobre o outro, muito menos quando estão cada um vivendo sua vida, em locais separados, amigos que não sejam os mesmos, etc. Então, mude o pensamento e trate de dizer a si mesma que de agora em diante é isso o que importa.

O prazer do outro não é o mesmo que o seu

Isso. O traidor precisa de uma oportunidade para trair, não uma vítima. Não se vitimize nem remoa o passado na busca de uma desculpa para o que foi feito, no afã de reverter a situação; você não tem culpa alguma.

Seguir é preciso

Se esta relação deixa um saldo negativo, ok, é passado e você tem uma caminhada toda pela frente. Depois de sentir a dor, de entender-se e fortalecer-se, siga sem medo; a vida, como diria a Querida Professora Cecília Meireles, só é possível reinventada. Adiante!

Eu! Eu! Eu! Pense assim!

Isso mesmo! Você é o seu maior tesouro! E vale muuuuito!

Eu lhe desejo tudo de bom e saudável nessa nova caminhada!

Sobre o autor

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Olá, sou a Claudia Jana Sinibaldi Bento, metade brasileira, sendo a outra metade encontrada na Espanha… rs... e aqui compartilho o que aprendi ao longo desta trajetória, seja estudando, traduzindo, escrevendo, lendo ou conversando… ah, melhor ainda: conhecendo pessoas que me acrescentaram o que carrego como sendo meu tesouro mais precioso: conhecimento. São anos aqui e ali, onde me chamam ou aonde eu simplesmente vou, para aprender, ajudar, sentir… e assim sigo esta estrada rumo ao autoconhecimento, evolução e simplicidade! Vem comigo aprender! Ah, também quero aprender com você!

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