Valores invertidos e conflitos sem fim: o que será que está acontecendo com as pessoas?
Mudanças importantes vêm acontecendo em nossa sociedade. Elas são fatores que influenciam fortemente a forma como convivemos em nosso dia a dia.
Passamos de um país com elevados índices de vacinação para outro com necessidade de campanhas, de aplicação obrigatória de vacinas nas escolas, de oferta em estações de metrô ou de aparecimento de surtos antes erradicados.
Será que é uma falha dos profissionais de saúde na demonstração da importância na prevenção de doenças que podem causar problemas irreversíveis nas pessoas e suas famílias? Será que falta maior curiosidade das pessoas em checar as informações que recebem e não questionam se é verdade ou não? Pode ser falta de tempo e de ânimo para querer saber mais sobre o assunto. Ou mesmo conformidade com o que está posto. Uma justificativa para a inoperância diante de um destino que pode ser modificado.
Outra situação que acontece ultimamente é essa falácia de que não há mais necessidade de estudar, bastando virar influencer. Ora, para todas as carreiras, meninos e meninas têm o dever de estudar, para capacitar-se e aperfeiçoar seus conhecimentos e técnicas. Não dá mais para exercer uma profissão se não souber um mínimo de informática. Não dá para conviver culturalmente com outros povos, se não tiver uma instrução mínima sobre outros saberes ancestrais e milenares. Aliás, o que os jogadores da seleção brasileira de futebol fizeram na Austrália foi um grande desrespeito à recepção e ao acolhimento oferecidos por eles.
Vivemos diariamente uma tentativa de convencer os jovens de que o conhecimento é supérfluo. São muitas as falas de pessoas que querem enfiar na cabeça dos jovens e de velhos, de filhas, filhos, mães, pais, avós, avôs, primas, primos, tias, tios, amigas e amigos, que nem todos podem e devem estudar, fazer faculdade (graduação e pós-graduação, doutorado, pós-doutorado). Uma conversa que tem o objetivo de produzir mão de obra barata, inculta, desconhecedora de seus deveres e direitos. É urgente que as entrelinhas sejam compreendidas e até explicadas para aqueles que não chegam a entender o que se pretende dizer…
Outro problema que estamos enfrentando é a intolerância religiosa, que transforma pessoas livres para professar a própria fé em grupos amedrontados com uma violência gratuita, que estamos testemunhando com grande frequência.
Será que os indivíduos perderam seus valores de convivência harmônica porque não entendem que há espaço no planeta Terra para todos humanos e não humanos?
Compartilho aqui a minha incredulidade com tudo que estamos vendo diariamente…
São profundas mudanças sociais, em que uns se intitulam como pessoas do bem, ao mesmo tempo que compactuam com atos proibidos, libidinosos e agressivos de comportamento sexual, como ataques e abusos às meninas e mulheres, execução de mulheres por “não aceitar o fim do relacionamento”, é o silenciamento das vozes femininas em ambientes públicos e de trabalho. Mulheres são as mães do mundo, mesmo que seus filhos não tenham vindo de dentro delas. Mulheres costumam espalhar mais amor do que desafeto e hostilidade.
No entanto, voltamos a ser agredidas, como no tempo das fogueiras das bruxas. Seria o medo de ter chefias femininas, que se empenharam muito nos estudos, tendo estatisticamente mais tempo de estudo nos bancos escolares e universitários que os homens? Ainda assim, a maioria das mulheres ainda arranja tempo para cuidar do lugar onde vive, dos pais, dos filhos, da saúde física e mental, da estética, dos conhecimentos, das amigas (atos de sororidade).
O mundo tem mudado…
Aumentaram as guerras, muitas não dão sinais que estão chegando ao fim: Guerra da República Democrática do Congo (desde 2021), conflito entre Mali, Burkina Faso e Níger (mais intensa desde 2020), Guerra Civil no Iêmen (desde 2014), Guerra Civil em Mianmar (desde 2021), Guerra Civil do Sudão (desde 2023), conflito contínuo entre Índia e Paquistão e Índia e China (fronteiras de tensão constante), Guerra em Gaza e Cisjordânia (desde 2023), Guerra entre Rússia e Ucrânia (desde 2022) e, por fim, Guerra entre Irã, EUA e Israel (desde 2026). E existem diversos tipos de conflitos em regiões de fronteiras no mundo todo, com disputas que parecem não ter fim…
Assim, a convivência vem sendo um grande desafio de cuidado entre as pessoas, que andam bastante irritadas com o bombardeio de problemas e questões vindas do ambiente externo, como se já não bastassem a luta pela sobrevivência, pela manutenção do posto de trabalho, do equilíbrio nas relações familiares e de amizade, no controle da boa saúde física e mental, no curto tempo de lazer, no excesso de trabalho proporcionado pela internet na palma da mão, na violência urbana diária.
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As mudanças ambientais exigem também novas adaptações na vida das pessoas. Preservar o planeta é cuidar do futuro do mundo e das gerações futuras.
Se o humano continuar com esta saga destrutiva, nada mais restará do que ruínas.
É prioritário retornar ao mundo pacífico, ao cuidado com a Natureza, ao respeito aos limites e liberdades dos outros, às diferenças nas crenças ou descrenças ou não crenças, à competição saudável e equilibrada, à alimentação sem agrotóxicos, ao consumo controlado, ao descanso merecido, ao sossego compartilhado, ao respeito a quem ensina e a quem se disponibiliza a aprender, à atuação e comunicação públicas transparentes, à valorização real do trabalho pela boa remuneração, à dignidade e à boa qualidade de vida.
Referências
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Especial Mulheres – Março 2025. IBGE Educa Jovens, Rio de Janeiro, mar. 2025. Disponível em:
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