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Viver necessita de terapia?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Nos tempos atuais, todo mundo é praticamente um psiquiatra pós-graduado em Harvard e com mestrado em Ohio (o raio que o parta, no caso) no aspecto em analisar outras pessoas. “Fulano é ansioso”, “Ciclano é depressivo”, “Beltrana é possessiva”, “Deltano tem fobia de germes”, etc. E pronto! Cada uma das pessoas já estão devidamente diagnosticadas numa consulta visual de cinco minutos e prontas para começar uma terapia intensiva para mudar seus hábitos.

Da mesma forma que existem os “diagnosticadores imediatos de transtornos”, ainda existe na modernidade aquele pensamento arcaico em rotular qualquer problema de alguém como “frescura”. Quem nunca ouviu aquele conselho ignorante do tipo “se você pegasse num arado e fosse trabalhar não iria ter tempo para ficar aí tristinho”? E aí, estão definidos os dois extremos da escala: o diagnosticador e o “mestre supremo invulnerável de tudo”. Mas afinal, qual tem a razão? Aliás, reformulando, qual está menos errado?

De fato, a nossa sobrevivência depende apenas das necessidades fisiológicas, como aponta a Pirâmide de Maslow. Comer, beber, respirar, dormir e realizar as demais atividades fisiológicas são a única essência de que somos dependentes. Há algum tempo, principalmente antes da Revolução Industrial e com uma expectativa de vida muito mais baixa do que na Idade Contemporânea, a grande preocupação do ser humano era estar vivo no dia seguinte.

shutterstock_119930065Tratando-se do ser humano é tudo muito relativo, mas é possível afirmar que alguns transtornos são causados pelas nossas opções. Você fica triste porque pegaram o último bife e te sobrou ovo frito, por exemplo, mas se não tivesse o que comer, o fato de ter o ovo seria motivo de comemoração e a ausência do bife não seria percebida.

Não importa como, a questão era primeiramente estar vivo, e o resto depois seria analisado. Essa foi a maior parte da história humana desde os primórdios. Os últimos dois séculos trouxeram uma evolução social e tecnológica, principalmente no Ocidente, numa velocidade nunca antes vista e, ao mesmo tempo, uma série de transtornos e necessidades de terapias que não existiam até então. Como alguém ficaria viciado em internet no século 19, por exemplo?

Concluímos que a gente precisa de muito menos do que imagina para levar uma vida adequada e que não existiam tantos problemas antigamente. Porém, tempos diferentes trazem necessidades diferentes. Os transtornos causados em uma metrópole eram desconhecidos até períodos mais recentes, pelo menos na proporção que é hoje, e muitas pessoas podem precisar sim de terapia.

E o mais recomendado para afirmar isso não é ela própria e nem um amigo, mas sim um profissional da área.


  • Escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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