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Você conhece os sabores da tua vida?

Cozinhar e Meditar
Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
No último dia 13 de junho estive no lançamento do livro “Cozinhar e Meditar: Descobrindo os Sabores da Vida”, de nossa colunista Anah Locoselli. Confesso que o tema do livro me interessou pessoalmente! Sempre considerei que a cozinha é um laboratório de emoções e sentimentos.

Aproveitei a oportunidade para bater um papo com Anah e conhecer um pouco mais de sua história e como o livro surgiu em sua vida. E, aqui, segue um pouco de nossa conversa tão saborosa para que degustem e apreciem.

Cozinhar e Meditar

Anah, conte para nós um pouco da sua história e como você chegou ao livro, se tem formação nessa área:

Eu começo o livro desde quando era criança e fui resgatando isso até agora porque eu tinha horror à cozinha. Eu era daquelas que comia todas as comidinhas prontas e ligava para todos os números de delivery. A minha cozinha era toda trash. Eu tive um grande desafio na minha vida que me tirou dessa zona de conforto e quando saio dessa zona de conforto, começo a meditar. Na verdade, eu volto a meditar, porque quando tinha 18 anos tentei fazer yoga e achei que era muito devagar pra mim naquela época. Fiz algumas aulas e saí.

Mas a semente do silêncio ficou dentro de mim. Então, quando estou vivendo esse caos vou buscar a meditação. Quando começo a meditar, o grupo que eu frequentava era recebido em uma cozinha. Então a gente comia e meditava. Todos os grupos que eu acabei caindo tinham o alimento junto. Isso é muito engraçado. Aí, nesse grupo de Yoga eu começo a levar o alimento. Era a responsável por levar. Então, começo a querer cozinhar e a trazer a ideia de presença na cozinha. Fui trazendo essa presença quando preparava o alimento e isso foi reverberando em minha casa. Por exemplo: meu filho tinha uns 12 anos na época e de repente ele chegou na cozinha, sentou na mesa e disse: “Nossa mãe, obrigada pela comida”. Fiquei surpresa porque nunca ele tinha me agradecido a comida. Ele, adolescente, me sai com uma dessa. Isso fez toda a diferença para mim.

Fui tentando melhorar aquele transtorno interno. Tinha um chamado interno que me dizia: “Você tem que melhorar sua alimentação!”
 Então, veio a lembrança que desde criança eu não gostava de comer carne, comia no automático. Então mudo. Outro chamado: “Olhe seus armários. O que você tem nos seus armários?”. Quando vejo, tinha um monte de enlatados e, assim, vou revendo toda minha cozinha e conforme vou encontrando esse lugar, vou acessando meu poder intuitivo. No livro chamo esse poder de Chiara Luz. Vira uma personagem do livro e começa a me conduzir na cozinha. Vou usando temperos, misturas, desapego-me daquela ideia de que preciso de uma receita para fazer uma comida. Eu perdia muito tempo escolhendo a receita, depois buscando ingredientes para depois fazer a comida. Agora é abrir a geladeira e ver o que tenho e o que faço. Virou uma cozinha intuitiva e é isso que vou compartilhando no livro. Resgatando coisas da infância, do amor pela cozinha que realmente vivi.

Cozinhar e Meditar

Qual sua formação, Anah?

Sou designer. Com esse movimento todo fui estudar Ayurveda, Naturopatia, fui fazendo várias formações e a que me ajudou a costurar tudo foi uma pós-graduação em psicologia transpessoal. Meu trabalho da pós foi a alimentação como bem-estar. Eu conquistei esse bem-estar. Eu mudei, hoje sou outra. Eu ainda não tinha descoberto a pessoa que sou. E como a alimentação me ajudou nesse processo!

A alimentação natural passa a ser naturalmente agradável, não foi um processo forçado: tenho que comer porque isso é saudável. E é onde eu começo a conversar com os alimentos, desprender de conceitos como, ah, estão falando que isso é saudável. Será que é saudável para mim? Descobri esse lugar onde você é dono de sua verdade, onde você acessa esse lugar e isso consegui através desse silêncio, dessa meditação.

E você aborda essa questão no livro, sobre essa descoberta?

Essa história toda está no livro. Tem a Chiara Luz e a Chiara Sombra também aparece. O livro está sendo trabalhado há muitos anos. O Universo age da forma certa. Eu estava no portão do Anhembi para ver o Dalai Lama quando ele veio para o Brasil e conheci uma pessoa que na época era artista e estava indo morar fora do Brasil. No ano passado, ela ganhou o primeiro prêmio Kindle de escritor. Conheci essa pessoa pelo Face, ela morava em Belo Horizonte e sumiu! Outra vez estava em Abadiânia, outro lugar de espiritualidade, e ela entra em contato comigo propondo uma troca porque estava fazendo um trabalho de coaching literário e eu estava pensando em escrever um livro e foi assim que começou. Numa outra oportunidade ganhei um caderno artesanal num retiro. Uma pessoa que faz os cadernos chegou para mim e disse: “Não sei porque, não te conheço, mas tenho que dar esse caderno para você”. Aí eu pensei, já sei porque ganhei.

Cozinhar e Meditar

E o livro estará em todas as livrarias?

A princípio não, porque é uma autopublicação e ainda não sei como será feita a distribuição.

Anah tem uma história inspiradora que pode levar-nos a observar os nossos próprios objetivos, repensar a maneira como dialogamos com nossos sonhos e projetos. Para quem quiser conhecer, seguem os links dos próximos eventos para lançamento:

Bate-papo com a autora - 23 de Junho Bate-papo com a autora - 01 de Julho

 


Você também pode gostar de outra entrevista da autora. Acesse: Mulher Quebrada

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
[email protected]

Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!