Convivendo Sustentabilidade

Você sabe o que é greenwashing?

A cada dia que passa, o número de pessoas preocupadas com questões ecológicas e com o meio ambiente só aumenta. Você já deve ter notado isso em algum lugar pela internet ou até mesmo nos espaços que você frequenta, não é mesmo?

Com essa preocupação e cobrança coletiva, as empresas se veem pressionadas a colaborar com o meio ambiente durante seus processos ou pelo menos deveriam. Essa preocupação, porém, muitas vezes é apenas vendida como publicidade e posicionamento de marca e costuma estar bem longe da realidade.

Você já se perguntou o que é greenwashing ou “mentira verde”? Então, esse termo fala sobre essa falsa colaboração de algumas empresas com a natureza. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe o artigo até o final!

O que é o greenwashing?

O termo “greenwashing” tem como tradução algumas expressões como “mentira verde”, “lavagem verde” ou até mesmo “maquiagem verde”. Todos eles dão sentido para uma prática muito comum atualmente, em que as corporações vendem um posicionamento ecológico como artifício para atrair a atenção e as vendas dos consumidores.

Debaixo desse pano verde, muitos processos na verdade não se enquadram em ações que conservam o meio ambiente. Uma empresa comete o greenwashing quando omite ou até mesmo falsifica as evidências do verdadeiro impacto ambiental de suas atividades.

Chaminés industriais emitindo poluição.
Elina Krima de Pexels / Canva

Segundo uma investigação realizada pela European Commission (EC) em 2021, 59% das corporações que compõem discursos como “sustentável” e “consciente” não apresentaram provas que confirmassem suas ações ecológicas.

Isso é um problema sério, visto que os consumidores são submetidos a uma prática abusiva de persuasão, principalmente em se tratando de algo tão sensível como a questão de preservação ao meio ambiente.

Quando começou o greenwashing

Com uma nova onda de movimentos ambientalistas e popularização de medidas mais sustentáveis para o dia a dia, temos a impressão de que o greenwashing é algo novo, mas, na verdade, o fenômeno deu seus primeiros passos ocorreu em meados da década de 80.

Em um ensaio que ironizava o movimento de “salve as toalhas” nos hotéis, o ambientalista Jay Westerveld cravou o termo “greenwashing”, apontando que os hotéis também desperdiçavam recursos de outras formas senão pelas toalhas.

De forma simples, esse é um dos primeiros e grandes exemplos de greenwashing: discurso para ganhar espaço no mercado, mas que, na verdade, não se enquadra nas atividades das empresas de forma ampla.

Afinal, do que adianta promover apenas uma ação sustentável enquanto outras atividades na mesma corporação ainda geram impactos nocivos ao meio ambiente?

Como perceber quando uma empresa está praticando o greenwashing?

O principal intuito do greenwashing é disfarçar a falta de responsabilidade ambiental e vender-se como uma solução ecológica diante dos concorrentes. Por isso é certo que as empresas farão do jeito mais provável de enganar o seu consumidor, escondendo as evidências que provam o contrário.

Há sim, entretanto, formas de notar os sinais do greenwashing. O primeiro passo é sempre questionar todos os títulos de sustentabilidade que a empresa fornece. Apenas certificações como a FSC (Forest Stewardship Council), IBD (Instituto Biodinâmico), PROCEL e Ecocert podem confirmar as informações sobre atividades ecológicas em empresas.

Um prédio sendo consumido por folhas de árvore.
juststock de Getty Images / Canva

Se ainda houver uma certificadora, é importante também checar no site dela se o nome da empresa em questão aparece como certificada.

Outra forma de evitar o greenwashing é prestar atenção em cada detalhe do produto para certificar se realmente se enquadra como sustentável. Um exemplo disso é quando alguma rede de alimentação e fast-food alega a redução dos canudos de plásticos, mas continua utilizando outros itens como talheres, pratos e copos de plástico.

Lembre-se: sempre que um produto ou serviço for vendido com o viés de sustentabilidade, é necessário que haja uma base de comprovação para isso.

No Brasil, existem autoridades que recebem denúncias feitas de práticas de greenwashing e publicidade enganosa e abusiva, como o CONAR, Consumidor.gov e PROCON.

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Nem sempre o que é dito é feito. Como consumidor, é seu direito cobrar para que as empresas sejam transparentes em suas ações e discursos. Afinal, falar sobre a preservação do meio ambiente está cada dia mais urgente. Não há tempo, nem espaço para mentiras e enganações que visam apenas ao lucro sem, de fato, colaborar de forma alguma com o meio ambiente. Atente-se!

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