Autoconhecimento Convivendo

Construir ou existir?

Imagem de blocos de madeira um ao lado do outro, com setas desenhadas, indicando crescimento
Marchmeena29 / Getty Images Pro / Canva
Escrito por Fernanda Colli

São tantas horas dedicadas ao ganho de dinheiro, pagamento de contas, boletos, faturas e aborrecimentos decorrentes do ter que o ser está ficando de lado. É claro que seria leviano de minha parte condenar quem trabalha 12 ou até 16 horas por dia, pois infelizmente às vezes faço parte desse grupo; o meu pedido hoje é justamente para que a gente pense no que está fazendo aqui. Não é jogar tudo pro alto e simplesmente nos esquecermos de nossos compromissos. Precisamos honrar com nossos acordos financeiros e termos uma função social, esta defendida pela profissão que escolhemos (ou que a vida escolheu). Ser útil e ter o mínimo de condições para custear nossa sobrevivência também integra a lista de essencialidades para sermos felizes.

É fato que alguns foram privilegiados nessa nossa jornada aqui na Terra, mas não devemos passar nossos dias nos lamentando ou vitimizando por isso. E é aí que entra a construção. Atualmente, diante de um cenário econômico tão delicado, em que a classe média avança ladeira, já passou da hora de entendermos que estamos aqui principalmente para ser.

Que a gente continue trabalhando, mas que não nos esqueçamos dos nossos sonhos. Que a gente deixe uma herança não só monetária, mas de exemplo a ser seguido. Que a nossa passagem por aqui seja repleta de mais pontos positivos do que negativos.

Vamos começar mais um ciclo dessa grande viagem chamada vida. Que nosso legado perpetue de forma positiva para todo o sempre.

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Para isso, desejo que você, caro leitor, lembre-se sempre de que “estamos de passagem” e o tempo passa muito rapidamente. O que fica de tudo e todos são, principalmente, as lembranças do que você fizer de bom, caso contrário toda maldade, inveja ou atitude negativa que parta de sua pessoa fará com que ninguém queira guardar qualquer memória da sua existência.

Construa seu legado com responsabilidade para que sua herança não acabe sendo em vão.

Sobre o autor

Fernanda Colli

Fernanda Colli é pedagoga, arte-educadora, escritora e pesquisadora da cultura popular brasileira, com atuação destacada na valorização das tradições caipiras. Especialista em Arte Educação, folclore e cultura popular, desenvolve projetos socioculturais voltados à inclusão, à identidade e ao pertencimento, especialmente em contextos escolares.

Idealizadora do Projeto Folclorear, atua na inserção de manifestações tradicionais, como a catira, no ambiente educacional, promovendo o diálogo entre saberes populares e práticas pedagógicas contemporâneas. Coordenadora de projetos no Centro de Tradições de Araçatuba e integrante de grupo de pesquisa na área cultural, também exerce papel de liderança como presidente da comissão infantopedagógica da IOV Brasil.

Como colunista, Fernanda escreve sobre cultura popular, educação, arte e identidade, trazendo reflexões sensíveis e críticas sobre a importância da memória, das tradições e da formação cultural na sociedade atual. Sua escrita se caracteriza pela defesa da cultura como instrumento de transformação social e fortalecimento das raízes coletivas.