Autoconhecimento Psicologia

Você sabia que homens também são vitimas de Abuso Emocional?

Homem olhando para baixo.
Silvia Malamud
Escrito por Silvia Malamud

Da mesma forma que a sociedade acordou para validar o drama de muitas mulheres que sofrem toda sorte de abusos, muitos homens da nossa atualidade se sentem em meio a enormes dificuldades para expor seus problemas, já que também estão passando pela amarga experiência de serem vítimas de mulheres abusadoras. Estes, mais do que nunca, precisam de espaço para serem ouvidos.

Não raramente tenho recebido em meu consultório homens fragilizados e emocionalmente perturbados, vítimas de abusos emocionais, sendo que nem eles próprios suspeitavam de que poderiam estar passando por isso. Muitos chegam deprimidos, confusos e culpados, pedindo ajuda para entender e poder lidar melhor com as dinâmicas das relações afetivas nas quais estão envolvidos.

Homem apoiando sua cabeça em sua mão.
Foto: Nik Shuliahin/Unsplash

Revelam que vivem sob ameaças constantes e em meio a críticas muitas vezes bastante ostensivas. Alguns contam que as roupas que usam, aos olhos das parceiras, nunca estão adequadas ou que recebem algum comentário de desdém ou de apreciação irônica. Também parece que nunca está bom o modo como se expressam e, por causa das críticas excessivas, muitos se sentem restritos na liberdade que poderiam ter de conviver mais com as suas famílias de origem ou com amigos.

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A maioria dos que aqui chegam estão bastante perdidos e não sabem mais o que fazer para agradar, uma vez que praticamente tudo o que têm feito para apaziguar os humores acaba tendo o efeito oposto: insatisfação contínua e mais críticas.

Além de todo este montante, reina uma obsessão por saber onde o companheiro está e absolutamente todos os horários são monitorados sob ameaças de explosões de ira se houver algum atraso ou desvio de percurso; praticamente todas as conversas são monitoradas; qualquer movimento que, para elas, sugira algum tipo de deslize facilmente altera o clima do relacionamento.

Mulher brigando com homem.
Foto: 123rf

Tenho exemplo de pacientes que se viram obrigados a não ir na festa do seu próprio aniversário porque a esposa o infernizou por achar que ele teria que dividir a atenção com outros e não ofereceria atenção suficiente a ela. A moça em questão criou uma discussão tão terrível que, no final, ambos não foram na festa e acabaram saindo sozinhos. Ele, sem saída emocional saudável para si, passou por cima dos seus próprios sentimentos e de tudo o que poderia ser viável, deixando de ir encontrar a família e os amigos no seu próprio aniversário. Naquela ocasião, confessou que confrontá-la seria o pior dos mundos, porque não queria nem imaginar as consequências.

Em outras situações, protegidas pela lei Maria da Penha, companheiras não hesitam em avançar fisicamente em seus companheiros, sabendo que o revide será praticamente impossível de ocorrer.

Homens que passam por esse tipo de sofrimento não são mais fracos que a maioria e não seria justo qualquer tipo de descrença a respeito de suas histórias ou mesmo algum nome pejorativo que porventura possam vir a receber.

O abuso de mulheres em relação aos homens costuma pegá-los desprevenidos emocionalmente, colocando-os em situações inimagináveis para quem está do lado de fora. Mesmo quando despertam, reconhecendo que estão vivendo relacionamentos tóxicos, ainda assim existe bastante dificuldade até que se vejam livres de tais dramas.

Quanto mais despertos, melhor!

Sobre o autor

Silvia Malamud

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: [email protected]