Espiritualidade

A obsessão é uma ponte que nos liga ao passado

Vital Frosi
Escrito por Vital Frosi
Uma grande parte dos seres humanos acredita que a morte é o fim de tudo. E aí está a base de tanta perturbação que sofrem os espíritos logo após o descarte do invólucro carnal. Muitos ficam perambulando dias, semanas, meses e até décadas, aqui mesmo na crosta terrestre, sem saber o rumo e o destino que lhes resta tomar. Claro que existem uma infinidade de razões que detêm essas almas presas ao mundo dos encarnados. Podemos medir a dimensão desafortunada deles, durante as doutrinações praticadas nas terapias espirituais ou nos Centros Espíritas.

Certo é também que nem todos os espíritos ainda perturbados e presos à crosta terrestre são obsessores. A obsessão se dá, na maioria das vezes, quando laços de afinidades mútuas existem entre o espírito desencarnado e o encarnado. Esses laços têm sempre uma ponta na vibração atual do encarnado e a outra ponta na vida pretérita de ambos, ocasião em que viveram uma existência entrelaçada por certos atos, obras ou ações que os envolveram entre si e também com outras pessoas.

Impreterivelmente, o obsessor se compraz na companhia do encarnado. Muito raramente os laços que os unem são amorosos; ao contrário, na maioria das vezes, são ligações de ódio, vingança, ressentimento ou outro sentimento negativo qualquer. Na obsessão, o encarnado não lembra de suas vidas passadas, mas o obsessor que está na qualidade de Espírito lembra todos os detalhes, principalmente aqueles em que sofreu as consequências dos atos praticados pelo obsediado. Claro que existem múltiplas situações e não podemos aqui colocar apenas algumas como regras gerais.

O mundo espiritual pouco difere do nosso mundo físico, pois lá também há sempre alguém que se presta ou é manipulado por alguém que se diz superior em autoridade. Muitos obsessores estão atrapalhando a vida dos encarnados à mando de outros espíritos que se comprazem no mal, sem mesmo nunca terem tido nada em comum em vidas passadas. Apenas obedecem, pois também de certa forma estão sendo manipulados por eles. Nestes casos, o laço que liga o encarnado está ligado diretamente ao “mandante” e não ao obsessor propriamente dito.

Uma obsessão pode durar uma vida inteira. Normalmente a criança é protegida até os sete anos de idade. A partir daí, já corre o risco de ser encontrada. Mas é a partir dos 14 anos que o ser humano têm de fato o seu livre arbítrio completo. É quando os quadros obsessivos começam realmente a ficarem perigosos.

Dependendo da gravidade, essas obsessões podem levar a quadros de difícil solução, desencadeando sérios problemas de saúde como a depressão, a melancolia, a esquizofrenia, a loucura e até mesmo o suicídio. Mas há também os casos com menos impacto, porém, não menos danosos. E esses parecem ser “normais”, como problemas de relacionamento, profissionais, financeiros, etc. Muitos se dizem abandonados pela sorte. Nada flui. Tudo é complicado na vida.

Há ainda outros casos em que o obsessor não consegue atingir o seu inimigo diretamente, pois ele se protege de uma forma ou de outra. Tem uma vida baseada na ética e na moral, não abrindo brechas para que o obsessor entre, então, ele vai atacar alguém muito próximo. São as obsessões indiretas. Um membro da família que abre tal brecha começa a receber os ataques. Lembremos aqui que os espíritos desencarnados têm uma grande vantagem sobre os encarnados, pois eles não estão presos à matéria. Lembram das vidas passadas e conhecem todos os mecanismos da psique humana. Isso faz muita diferença.

A saúde daqueles que sofrem as consequências de uma obsessão nunca é normal. Precisam estar sob os cuidados médicos quase que constantemente. Quando medicados, geralmente por drogas que “inibem” a atividade normal da consciência, recebem uma trégua do obsessor, pois ele não se compraz em perturbar quem está submetido ao torpor de um medicamento.

Não é assim que acontece na vida da gente? Quando alguém quer fazer uma brincadeira, se o outro não se incomodar, não tem graça nenhuma. A graça está justamente no desconforto provocado. São as “pegadinhas” entre obsessor e obsediado. Não há cura científica para as doenças e problemas causados por obsessões, mas há sim todas as possibilidades do livramento de tais obsessores quando se compreende como funcionam as Leis de Causa e Efeito.

Através de orientações ao obsediado, ele consegue mudar sua vibração e o seu perseguidor o perde de vista, pois é sempre a vibração na mesma onda que os unem. Mas há aqui também sempre a grande oportunidade de se fazer a verdadeira caridade. Lembram da parábola do Cristo?

“SEM CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”

Como pode se salvar uma alma que está presa ao ódio e à vingança? O Espírito obsessor levaria milênios até que seria levado à uma encarnação compulsória, a fim de se redimir às duras penas. Entretanto, quando um ser humano está sendo atacado por tal obsessor, através do sofrimento provocado, vai buscar socorro para as suas dores. Tendo um pouco de conhecimento espiritual, naturalmente, buscará ajuda onde se trabalha com orientações.

Ao orientar e esclarecer a vítima de obsessão, o Espírito obsessor estará também sendo esclarecido, pois ele escuta também. Quando compreende que ele também está doente e precisa se curar, recebe o auxílio dos Espíritos Amparadores, sendo socorrido às Câmaras Retificadoras das Colônias Espirituais, e aí começa a caminhada para a sua evolução.

Claro que há um longo caminho a ser percorrido, porém, sem essa caridade, muito demoraria a salvação deste Espírito, que também é um irmão nosso, pois é filho da mesma semente. Julgar os obsessores como demônios é incorrer num grande erro. Querer “expulsar” esses demônios, como se vê por aí, também é ignorar como funcionam as Leis Divinas e as Leis das Reencarnações.

É comum atender algumas pessoas que sofrem influência de obsessores. Na maioria das vezes, eles nem se manifestam. Com o avanço das terapias, acabam tendo os esclarecimentos necessários e por sua livre vontade, se afastam de sua vítima, buscando o amparo necessário. Em outras oportunidades, se manifestam. Também ali são esclarecidos. Porém, em suas manifestações, trazem sempre muito aprendizado, tanto para nós terapeutas e estudiosos dos mundos invisíveis quanto para aquele que está buscando a sua cura através do entendimento de si mesmo.

Devemos lembrar que a maioria das dores que sentimos no corpo físico, emocional ou mental, são sempre dores da alma. A cura também está lá. Não há outro jeito!

Também é certo que grande parte dos problemas cotidianos estão atrelados às vidas passadas, muitos deles causados por inimigos de outras vidas que necessitam ser esclarecidos. Uma vez esclarecidos, são entendidos. Uma vez entendidos, são perdoados. Uma vez perdoados, são curados definitivamente.

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Sobre o autor

Vital Frosi

Vital Frosi

Psicoterapeuta Reencarnacionista, Orientador espiritual, Formação em Psicologia Transpessoal pela Unipaz, Mestre em Reiki pela Escola André Luiz e Celer Faculdades, Massoterapeuta pela Celer Faculdades, Médium Intuitivo Semi consciente, Palestrante, atendimentos presenciais e à distância.
Missão terrena para esta existência: O esclarecimento e o despertar espiritual.

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