Comportamento Convivendo

Você também sofre de FOMO?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Um aparelho que antes era usado apenas para fazer e receber chamadas telefônicas, hoje dita as regras de um novo estilo de vida cada vez mais on-line e virtual. E essa é a era em que mais se abrange estudos do comportamento humano frente às novas tecnologias; o que não poderia ser o contrário. Mas como fica quando tudo se desconecta?

FOMO é a sigla em inglês para “Fear of missig out”, que significa algo como: medo de ficar por fora. E tem como conceito o fator social (e crucial) de que vivemos hoje plugados 24 horas por dia, sete dias da semana frenéticos e viciados em informações (muitas delas desnecessárias) que tomam grande parte do nosso tempo; e, quando não estamos conectados, somos engolidos pela sensação de que estamos perdendo um turbilhão de acontecimentos envolvendo o nosso ciclo de amizades.

Pessoas que checam e-mails de hora em hora, que atualizam as redes sociais ou simplesmente fazem uma vistoria em todos os aplicativos do gênero para não deixar escapar nada do que está rolando no mundo sofrem deste fenômeno, que não é considerado nenhum transtorno ou doença, mas sim uma tendência da era digital.

Mesmo sendo algo que faz parte do nosso ambiente, existem diversos casos de pessoas obcecadas por seus smartphones, e as relações reais se perdem aos poucos e são trocadas pelas virtuais. O que era pra ser um momento de descontração em um restaurante ou barzinho, hoje é ilustrado por uma roda de pessoas com seus celulares nas mãos e pouquíssimos diálogos.

É claro que necessitamos das facilidades que o aparelho proporciona em ocasiões de rotinas diária. Seja para trabalho, estudos ou atividades que requerem algum tipo de monitoramento, não se pode descartar o seu uso. O negócio em questão não é eliminá-lo de nossas vidas, mas sim fazer uma reavaliação do que está sendo perdido como a qualidade de vida e a realização de tarefas mais produtivas.

Você deixa de sair para ficar em casa checando de hora em hora as atualizações dos amigos? Dorme mal porque visualiza sempre os posts e a interação das pessoas nas redes? Não consegue realizar outras atividades, pois procrastina ao focar parte do seu tempo vendo fotos ou outro tipo de conteúdo on-line? Não consegue se desligar de Facebook, Twitter, Instagram e outras redes? É possível que você sofra de FOMO.

Vale ressaltar que vivemos um momento propício a esse tipo de fenômeno e, querendo ou não, essas novas tendências serão comuns; estamos em processo de adaptação. No entanto, preste atenção e veja se não é o caso de procurar ajuda médica. Já existem diversos locais que oferecem atendimento nesses casos.


Escrito por Juliana Alves de Souza da equipe Eu Sem Fronteiras

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