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10 curiosidades sobre as paralimpíadas

KUALA LUMPUR - AUGUST 15: Vietnam's wheel chair athlete wins the 800m race at the track and field event of the fifth ASEAN Para Games on August 15, 2009 in Kuala Lumpur.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Entre os dias 7 e 18 de setembro, serão disputados os Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Para entrar no clima da competição, separamos algumas curiosidades. Confira:

– O Brasil é um dos países com mais potencial para o esporte paralímpico

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Nosso país já tem uma tradição de bons resultados em esportes adaptados para deficientes físicos. Conquistou 229 medalhas nos 11 Jogos Paralímpicos que disputou e tem expectativa de acabar entre os 5 países melhores colocados nesta edição do Rio de Janeiro.

– Uma perna de pau já foi usada por um paratleta

Em 1904, o ginasta alemão George Eyser usou uma prótese de madeira para repor a perna direita, que perdeu após um atropelamento por um trem. Junto à equipe olímpica americana, George conquistou seis medalhas, sendo três delas na modalidade ginástica artística.

– Em algumas modalidades, o público precisa se conter no barulho

Durante as partidas de futebol de 5 e Goalball, a plateia precisa ficar em silêncio para que os jogadores desenvolvam a partida. Isso porque são todos deficientes visuais e a bola tem um guizo que produz um barulho por onde todos se guiam.

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– Algumas modalidades são subdivididas de acordo com as deficiências dos atletas

Na natação e no atletismo, os competidores são subdivididos de acordo com as deficiências que têm. Deficientes visuais, intelectuais, paralisados cerebrais e amputados disputam apenas entre outras pessoas com o mesmo perfil.

– A prótese mais usada nas Paralimpíadas foi inspirada na pata de um guepardo

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A grande maioria dos atletas paralímpicos usa uma prótese chamada “flex-foot cheetah”. Ela é inspirada na pata de um guepardo, considerado o animal mais rápido do mundo. Feita de plástico, fibra de carbono e materiais com alta absorção de energia, é considerada mais indicada para o esporte do que o próprio pé humano.

– Hipoteticamente, um atleta olímpico e um paralímpico teriam uma diferença ínfima

Num caso fictício estudado, se colocássemos Usain Bolt para disputar uma prova de 100 mil de atletismo com Yohansson do Nascimento, a diferença entre os dois seria de apenas 1,36 segundo. Prova de que as deficiências podem ser completamente superadas.

– Atletas-guia ajudam os deficientes visuais e também vão para o pódio

No caso de disputas feitas por deficientes visuais, os atletas dispõe da ajuda de um atleta-guia que deve orientar e guiar a direção da corrida ligado a ele por uma cordinha. Desde 2011, o atleta-guia passou a também receber medalhas.

– Atletas paralímpicos não gostam de ser diferenciados

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Muitos dos atletas com deficiências não gostam de ser separados, diferenciados ou valorizados por esta característica. Alguns inclusive defendem a união dos Jogos Olímpicos com os Paralímpicos.

Em 2012, dois atletas participaram das duas competições, usando próteses para participarem das disputas.

– Fraudes já aconteceram durante as Paralimpíadas

Em 2000, nos jogos disputados em Sidney, a seleção de basquete da Espanha forjou que 10 jogadores eram deficientes visuais e levou a medalha de ouro. Quando a fraude foi descoberta, além de desclassificados, foram banidos da competição. No basquete, a Espanha continua banida, mas, em 2012, algumas modalidades foram liberadas para o país.


  • Escrito por Roberta Lopes da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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