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10 curiosidades sobre as paralimpíadas

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Entre os dias 7 e 18 de setembro, serão disputados os Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Para entrar no clima da competição, separamos algumas curiosidades. Confira:

– O Brasil é um dos países com mais potencial para o esporte paralímpico

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Nosso país já tem uma tradição de bons resultados em esportes adaptados para deficientes físicos. Conquistou 229 medalhas nos 11 Jogos Paralímpicos que disputou e tem expectativa de acabar entre os 5 países melhores colocados nesta edição do Rio de Janeiro.

– Uma perna de pau já foi usada por um paratleta

Em 1904, o ginasta alemão George Eyser usou uma prótese de madeira para repor a perna direita, que perdeu após um atropelamento por um trem. Junto à equipe olímpica americana, George conquistou seis medalhas, sendo três delas na modalidade ginástica artística.

– Em algumas modalidades, o público precisa se conter no barulho

Durante as partidas de futebol de 5 e Goalball, a plateia precisa ficar em silêncio para que os jogadores desenvolvam a partida. Isso porque são todos deficientes visuais e a bola tem um guizo que produz um barulho por onde todos se guiam.

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– Algumas modalidades são subdivididas de acordo com as deficiências dos atletas

Na natação e no atletismo, os competidores são subdivididos de acordo com as deficiências que têm. Deficientes visuais, intelectuais, paralisados cerebrais e amputados disputam apenas entre outras pessoas com o mesmo perfil.

– A prótese mais usada nas Paralimpíadas foi inspirada na pata de um guepardo

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A grande maioria dos atletas paralímpicos usa uma prótese chamada “flex-foot cheetah”. Ela é inspirada na pata de um guepardo, considerado o animal mais rápido do mundo. Feita de plástico, fibra de carbono e materiais com alta absorção de energia, é considerada mais indicada para o esporte do que o próprio pé humano.

– Hipoteticamente, um atleta olímpico e um paralímpico teriam uma diferença ínfima

Num caso fictício estudado, se colocássemos Usain Bolt para disputar uma prova de 100 mil de atletismo com Yohansson do Nascimento, a diferença entre os dois seria de apenas 1,36 segundo. Prova de que as deficiências podem ser completamente superadas.

– Atletas-guia ajudam os deficientes visuais e também vão para o pódio

No caso de disputas feitas por deficientes visuais, os atletas dispõe da ajuda de um atleta-guia que deve orientar e guiar a direção da corrida ligado a ele por uma cordinha. Desde 2011, o atleta-guia passou a também receber medalhas.

– Atletas paralímpicos não gostam de ser diferenciados

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Muitos dos atletas com deficiências não gostam de ser separados, diferenciados ou valorizados por esta característica. Alguns inclusive defendem a união dos Jogos Olímpicos com os Paralímpicos.

Em 2012, dois atletas participaram das duas competições, usando próteses para participarem das disputas.

– Fraudes já aconteceram durante as Paralimpíadas

Em 2000, nos jogos disputados em Sidney, a seleção de basquete da Espanha forjou que 10 jogadores eram deficientes visuais e levou a medalha de ouro. Quando a fraude foi descoberta, além de desclassificados, foram banidos da competição. No basquete, a Espanha continua banida, mas, em 2012, algumas modalidades foram liberadas para o país.


  • Escrito por Roberta Lopes da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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