Autoconhecimento Coaching de Bem-Estar

5 motivos para ser mais vulnerável

Quando você ouve a palavra “vulnerabilidade”, o que vem à sua mente? Provavelmente, fraqueza e fragilidade, não é mesmo? Ainda que esses sejam significados dessa palavra, há outro que traduz melhor essa característica humana.

De acordo com a cientista social Brené Brown, da Universidade de Houston, conhecida por suas palestras a respeito de vulnerabilidade, estar vulnerável é, acima de tudo, ter coragem de se expor, então ser vulnerável não é ser fraco, mas ainda mais corajoso de quem se julga forte, porque é estar exposto sem receios e vergonhas.

E é preciso muita coragem de se expor, de falar e de sentir sem receios de ser julgado… Coragem, muitas vezes, não é ser forte, porque isso pode ser uma falsa armadura. E se você se permitisse ser mais vulnerável? É claro que você pode se machucar mais, mas você também não se machuca tentando ser forte?

Para incentivá-la(o) a considerar ser mais vulnerável na vida, preparamos uma lista com 5 motivos pelos quais você deveria se expor mais e ser mais sincero a respeito do que sente e de como vê a vida.

1 – Esperar menos do próximo

Você já deve ter visto, nas séries, nos filmes ou na vida real aquele casal em que os dois ou um dos membros morre de medo do momento de dizer “eu te amo”. Talvez até mesmo você já tenha passado por isso e sabe por que isso acontece? Porque, ao pensarmos em falar “eu te amo”, há o medo de não ouvir um “eu também”.

Duas mãos segurando dois corações. Estes são ofuscados pelo raio solar.
weerapatkiatdumrong de Getty Images / Canva / Mensagens Com Amor

Ou seja, deixar de ser vulnerável, deixar de se expor é sucumbir ao medo, é deixar de fazer alguma coisa por medo das consequências, especialmente quando essas consequências dependem de outra pessoa…

Quando nos abrimos à nossa vulnerabilidade, portanto, passamos a esperar menos do outro, porque compreendemos que o “eu também” vai ser ótimo se for dito, mas você não depende dele para dizer o seu “eu te amo” e ser verdadeiro, seguindo seu instinto e sua essência.

2 – Atentar-se aos detalhes

A partir do momento em que abraçamos nossa vulnerabilidade, as pequenas coisas passam a importar mais do que importam à maioria das pessoas. Quantas vezes você já se viu com vergonha de comemorar uma pequena conquista por medo de ser censurado, por ela ser “pequena demais”? Quantas vezes você já teve vergonha de assumir que tem uma paixão, por algo ou alguém, por medo de ser ridicularizado?

Se baixarmos a guarda e passarmos a nos importar menos com, por exemplo, a nossa reputação, sermos fortes e/ou não demonstrarmos fraqueza, damos a nós mesmos a possibilidade de surpreendermos com as pequenas coisas. Imagine você todo vestido com uma armadura de ferro tentando observar uma bela flor, mas pequenina flor no chão? Difícil, não é? Se, porém, você se despir da armadura…

3 – Sentir com mais intensidade

Vivemos numa sociedade em que traições, mentiras e falsidades são, infelizmente, acontecimentos comuns. Isso faz com que nos fechemos, faz com que confiemos menos nas pessoas, por medo de sermos feridos, humilhados e desvalorizados, mas quantas coisas bonitas não nos permitimos viver por receio de tudo isso?

Mulher sorrindo olhando para cima.
Jacob Lund / Canva / Eu Sem Fronteiras

Aquele que se livra da necessidade de ser forte, que reconhece que se machucar é uma possibilidade (e tudo bem, pois isso faz parte da vida), passa a viver e a sentir mais intensamente, porque perde o medo das consequências dessa intensidade dos sentimentos. É como aprender a andar de bicicleta: quando você ficar experiente e perder o medo, aproveita muito mais o passeio, não é?

4 – Ser mais sincero

Você já precisou contar a verdade a alguém sendo que estava sentindo medo, vergonha, ansiedade, receio de rejeição ou de ser humilhado, entre outras emoções negativas? É muito difícil… Dessa forma, é comum que contemos meias-verdades, que protelemos o momento de contar a verdade ou até mesmo que acabemos mentindo…

Quando, porém, reconhecemo-nos como pessoas vulneráveis, que têm todo o direito de sentir medo, vergonha, ansiedade, entre outros sentimentos, isso nos permite ser sinceros, sejam quais forem as consequências. Imagine-se pai de uma criança que quebrou um objeto valioso; o que lhe daria mais orgulho: vê-la inventando uma história para justificar o erro ou, mesmo entre lágrimas, assumindo a própria culpa e prometendo melhorar.

5 – Ter mais empatia

Quantas vezes, no meio de uma conversa, você teve a sensação de que a pessoa com quem estava conversando estava mais interessada em responder a você do que ouvir de coração aberto o que você tinha a dizer? Quantas vezes você abriu o coração e a pessoa do outro lado disse: “Pois é…”. É incômodo isso, não é?

Palitos de fósforo personificados. O palito situado à esquerda da imagem estende seus braços ao palito próximo à esquerda. Bastonetes de algodão os cercam.
Des Green de Getty Images / Canva / Eu Sem Fronteiras

Quando assumimos uma postura mais vulnerável e aberta a sentir, a ouvir e a experimentar, nós nos tornamos pessoas mais empáticas, porque nosso ego fica de lado, bem como nossa necessidade de estar em evidência e destaque. O que passa a importar é o outro, o bem-estar do outro. Ser vulnerável é ter braços acolhedores.

Você também pode gostar

Ser forte é bom, é uma habilidade necessária em nossa dura vida, mas ser forte o tempo todo é doloroso, cansativo, incapacitante. Por isso experimente ser vulnerável, sentir mais, ter menos medo, vergonha e receio do que sente. Se alguém o acusar de sentir demais, tenha essa fala como um elogio, certo?

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para colunistas@eusemfronteiras.com.br