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Espiritualidade sem despertar: 5 dicas para ir direto ao ponto

Alessandra França
Escrito por Alessandra França

Acredito que o maior desafio da atualidade para pessoas que têm vivido em busca de desenvolver a espiritualidade tenha sido não a busca em si, mas, principalmente, o que fazer com todo o volume de informações e conhecimentos que se encontra disponível ao público na internet.

Quando comecei meus estudos, aos treze anos, a dificuldade em ter acesso aos livros sobre o assunto era muito grande. Livros sobre espiritualidade não eram facilmente encontrados em bibliotecas e quem os possuía dificilmente os emprestava. Como eu era criança, ainda não tinha recursos financeiros para adquiri-los, então ficava sedenta por qualquer informação ou conhecimento que pudesse adquirir.

Muitos dos adultos que eu conhecia buscavam tais informações, até então misteriosas para mim, em escolas secretas, seitas religiosas e grupos de onde eu com treze anos não poderia participar. Muito embora as conversas sobre tais percepções espirituais do pouco que conhecia não ficassem abaixo do nível daqueles homens e mulheres que eram estudiosos há muitos anos naquela senda.

“Muitas vezes vejo pessoas ditas “espiritualizadas” parecendo mais um gravador ao repetir palavras e falas de livros clássicos e/ou conhecimentos modernos”

Hoje, felizmente, para saber qualquer informação sobre espiritualidade, em qualquer vertente, basta utilizar o Google e tudo está na mão. E isso é realmente maravilhoso! Mas o que temos aqui é um número gigante de buscadores, que encontraram algumas de suas respostas, mas agora têm um volume de informação gigante e, sem muito avanço na vida prática, continuam perdidos em meio a informações sem “coração”, sem pulso nem sentido em suas vidas. Muitas vezes vejo pessoas ditas “espiritualizadas” parecendo mais um gravador ao repetir palavras e falas de livros clássicos e/ou conhecimentos modernos, mas em sua vida prática um verdadeiro abismo existe no que se refere ao conhecimento e à prática do que se está repetindo apenas como teoria.

Essa é para mim a maior de todas as lástimas dessa senda espiritual. Conhecer apenas por conhecer não faz de você um ser espiritualizado, pelo contrário, o deixa apenas com o ego inflado sem grandes resultados em sua vida.

Uma das frases que mais amo e que me recordo de ter ouvido da diretora da escola da minha filha foi: “Conhecimento inspira, mas o exemplo arrasta”. Não sei quem é o autor desta frase, mas ela faz todo o sentido agora.

É muito triste e lamentável ver que muitas pessoas que estão em busca deste conhecimento espiritual não consigam compreender que o conhecimento espiritual só é verdadeiramente espiritual quando colocado em nosso dia a dia, em nossa vida prática, em nossa rotina diária.

De que adianta conhecer inúmeros autores e teorias fabulosas, se não se detém nem um segundo a empregar o que está sendo compartilhado naquele texto? Isso não é espiritualizar-se.

Quando falamos de educação espiritual, é totalmente aplicável o viver plenamente pelos seus fundamentos, tanto quanto nos moldes da educação convencional. “Não façais ao próximo o que não queres que seja feito a você” é um ensinamento não só espiritual, mas também pessoal e educativo. De que adianta eu saber que não devo fazer ao outro o que não gostaria que fizessem comigo se sou a primeira a apresentar uma má conduta em relação ao próximo? Conhecimento sem prática é uma geladeira maravilhosa e espaçosa, porém vazia: não promove recursos para o alimento diário.

Conhecer sobre espiritualidade não nos faz seres espiritualizados. Só fazer caridade também não. Pois é necessário mais que isso para que possamos nos considerar seres espiritualizados.

O amor é o segredo! Porém, o que é o amor?

Será que você vai encontrar em livros? Será que existe algum Ashram onde eu possa aprender o amor? E alguma escola? Será que devo peregrinar até o monte mais difícil para saber como posso aprender sobre ele?

Não. Definitivamente, é algo tão primordial que não pode ser “aprendido” nem “ensinado”. O amor só pode ser vivido e seus caminhos nem sempre são fáceis, porque ele só segue em uma única direção – dentro de si mesmo.

“Quando falamos de educação espiritual, é totalmente aplicável o viver plenamente pelos seus fundamentos, tanto quanto nos moldes da educação convencional”

Eis o grandioso desafio de ser humano: conhecer a si mesmo. Conhecer a si mesmo significa exercer simultaneamente o amar a si mesmo. E quem realmente está disposto a isso?

Não é fácil! Como é possível explicar a alguém a experiência de amor que se tem consigo mesmo?

Como mostrar para o mundo que exerceu o amor por si mesmo com tanta excelência que isso fez florescer a espiritualidade?

Quando falamos de amor por si mesmo, muitos ainda estão no nível do ego e acho que isso é egoísmo. Não estou aqui discorrendo sobre o amor egóico nem sobre um conhecimento vazio de autoengrandecimento.

Estou falando, entre outras coisas, de autoaceitação, conhecimento dos próprios limites e percepção do próprio papel como ser infinitamente espiritual vivendo uma estadia física cheia de limitações, com milhares de escolhas e possibilidades sobre onde focar a sua lente perceptiva entre os mundos diversos. Essa escolha entre focar a percepção no plano físico limitado e o plano espiritual ilimitado é a maior de todas as escolhas que poderíamos fazer na vida.

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Estar com o foco a partir da infinitude nos deixa livres para viver a plenitude espiritual sem as amarras dos cinco sentidos que nos desalinham da nossa verdadeira natureza.

Me refiro a estabelecer um pouco de contemplação diária, uma experiência apreciativa onde você mergulha em sua jornada de autoconhecimento e permite que tudo o que é refletido para você, consciente de que vem de você, está começando a desabrochar para a espiritualidade. E este é um processo que ninguém precisa saber, mas é quase inevitável que não percebam o seu despertar.

É totalmente impossível viver essa experiência com conhecimentos em livros. Essa é uma jornada que se trilha só. O caminho solitário do Santo Espírito que deve ser trilhado todos os dias dentro de si mesmo, em meio às rotinas, contas a pagar, soluções a encontrar e sobrevivência diária. É exatamente em meio a toda essa “lama” da vida cotidiana que a lótus desperta linda, perfumada e brilhante!

Só as sementes, sem a lama, não são capazes de produzir o lótus; só a lama, sem as sementes, também não pode promover o despertar. A união das duas e o aceitar simultâneo é que pode promover a experiência necessária para que o lótus finalmente surja triunfante para receber a iluminação direta do Sol Espiritual.

Sobre o autor

Alessandra França

Alessandra França

Life Coach, Especialista em Inteligência Emocional para Relacionamentos Afetivos, Metafísica Aplicada, Ativista Quântica. Terapeuta Integrativa (Master Reiki, Florais,Toque Quântico), Leitora de Registros Akashicos, Idealizadora do Coaching+ e das Metodologias: Lei da Atração para Relacionamentos, O Poder do Coração e a Lei da Atração. Co­criadora do Acalma Minha Alma Coaching. Escritora, Fundadora do Auditório da Alma.

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