“Eu creio, mas ajuda-me na minha falta de fé.” (Marcos 9:29).
Na filosofia, reflexão é vista como um processo essencial de questionamento e análise crítica do mundo e de si mesmo, indo além do simples pensar.
Envolve a retomada do pensamento sobre si, questionando suas próprias ideias, ações e o mundo ao redor, buscando a compreensão mais profunda e a verdade.
Considerado o pai da filosofia, Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.) defendia a importância da reflexão para se ter uma vida com significado, crendo que sem questionamento, não valia viver a vida. Observemos que há muitos conceitos filosóficos a respeito da reflexão, exigindo de todos nós o aprofundamento desses entendimentos.
Podemos dizer que a fé e a esperança não podem coexistir sem uma reflexão sobre aquilo que almejamos. Nesse contexto, impõe-se o pensamento positivo, sem o qual desaba a nossa intenção. Buscar o sentido da vida, por si só, é um ato de reflexão. Isso exige, obviamente, o pensamento crítico, lógico e isento de qualquer preconceito, para ter sentido a nossa observação.
Então, qual é o tempo de reflexão e quanto tempo devemos refletir sobre a vida? Entendemos que o tempo é uma exigência para obtermos alguma resposta do que queremos. A princípio, convenhamos que – qualquer tempo – é tempo para esse objetivo. O que regra geral se diz é que “não temos tempo”, e esse trabalho pede serenidade e raciocínio.
A vida, quando questionada, leva-nos a um labirinto, onde buscamos informações que precisam ser analisadas, para podermos chegar a alguma conclusão. Pelas experiências vividas, poderemos obter dados que nos tragam o sentido daquilo que temos como objetivo.
No livro Autodescobrimento, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis, pág. 66, temos: “A harmonia íntima, que decorre do discernimento das finalidades da vida, propicia a natural integração da criatura no conjunto cósmico, contribuindo para a preservação da Unidade Universal.”
Refletindo é que teremos parâmetros de avaliação do nosso comportamento diante do convívio social, já que somos parte desse universo. Mas, além disso, precisamos ter uma visão transcendental do nosso “eu”, que tem sua origem no Pai Celestial. Nesse ponto, é que necessitamos nos concentrar, perscrutando o sentido da vida no âmbito de sua plenitude de deveres e realizações.
No livro A Gênesis, Cap. XVIII, pág. 355, encontramos: “São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para a regeneração da humanidade”. Vivenciamos um período de turbulência procedente da Transição Planetária que nos exige uma profunda reflexão, pois nenhum de nós está livre dos efeitos que advirão dessa transformação.
Isso posto, impõe-se o entendimento sobre tudo aquilo de que já fomos alertados. A Doutrina dos Espíritos, com seu perfil consolador, relembra as palavras do Divino Mestre, trazendo novas informações à luz da ciência, que evidencia a imortalidade da alma. A esperança encontra-se na verdade inconteste de que a vida não se restringe ao período do berço ao túmulo. O espírito continua sua jornada infinita de aperfeiçoamento.
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Por sua vez, Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, no Livro Transição Planetária, pág. 20, esclarece: “As grandes transformações, embora ocorram em fases de perturbação do orbe terrestre, em face dos fenômenos climáticos, da poluição e do desrespeito à Natureza, não se darão em forma de destruição da vida, mas de mudança de comportamento moral e emocional dos indivíduos, convidados uns ao sofrimento pelas ocorrências e outros pelo discernimento em torno da evolução”.
A misericórdia divina, sempre presente, mostra-nos como devemos conduzir nossas vidas, pelo livre-arbítrio que nos foi concedido. Temos, pois, pelo que já conhecemos, um roteiro seguro para chegarmos à plenitude espiritual, objetivo precípuo das nossas vivências reencarnatórias. (A vida sem reflexão é um caminhar sem rumo certo).
