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A fome dos ouvidos

fome
Luiza Camargo
Escrito por Luiza Camargo
Você já tinha pensado sobre isso? E como você percebe que essa fome estimula o corpo?

A fome dos ouvidos pode ser estimulada de várias formas, vamos ver alguns exemplos:

  • Os sons que produzimos ao comer, como a mastigação e os talheres no prato. E também das pessoas ao nosso redor;
  • A crocância dos alimentos;
  • Os sons de cada textura dos alimentos;
  • Os sons de “pacotinhos” sendo abertos, principalmente quando está um silêncio no ambiente. Lembre-se de um momento que alguém abriu um pacote perto de você, como reagiu? 
  • Ouvir sobre uma receita de um amigo, na TV ou no rádio;
  • Um amigo lhe contar sobre o que comeu, descrevendo os detalhes do prato;
  • Os sons das taças no brinde “tim-tim”;
  • Ouvir os sons que vêm da cozinha quando está chegando a hora do almoço.
Se identificou com essas situações? Como elas estimulam a perceber os sinais de fome em você?
Um outro exemplo é quando você resolve comer um biscoito e está murcho: a validade e o gosto podem estar em dia, mas sem fazer o barulho na mordida, nós desanimamos. Esperamos o “croc-croc” ao morder, pois faz parte de comer o biscoito.

Os ouvidos estão em alerta e notando como cada barulhinho o influencia. Muitos estímulos estão associados com mais de uma fome, como os programas de TV que exploram os sentidos dos olhos e dos ouvidos, as pipocas no cinema que são as fomes do nariz e dos ouvidos ou a troca de receitas entre amigos que provoca os ouvidos e a fome dos olhos ao imaginar aquele prato. E por aí vai…

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Agora, pare por uns instantes e relembre: como essa fome dos ouvidos te influencia? Perceba: como os sons dos alimentos te estimulam a comer?

Na próxima refeição, eu te convido a perceber quais sons estão presentes. Note também as escolhas que você coloca no seu prato, dependendo da textura tem um som diferente, como a cenoura crua ou cozida, uma torrada ou um purê.

O interessante é começar a notar como essa fome te afeta. O que você percebe no seu corpo, na mente e nas emoções quando está diante do estímulo?

Isso te auxilia a “colocar os pingos nos i’s”, escolher em que direção quer ir e não ser tomado pela fome e sair comendo sem pensar, no piloto automático.

Vamos comer com mais atenção e com consciência das escolhas?

Boa prática! 


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Sobre o autor

Luiza Camargo

Luiza Camargo

Sou nutricionista e instrutora de mindfulness e mindful eating. Acredito na união da Nutrição, Mindful Eating, Mindfulness e Meditação. O alimento é um veículo para nutrir o corpo e a mente e, também, um reflexo de como lidamos com nossas vidas. Na minha trajetória sou pós-graduada em Obesidade e Emagrecimento e com especialização em Nutrição Desportiva. Realizei o treinamento em Mindful Eating-Conscious Living pela UCSD e Estratégias de Mindfulness pela MTI.

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