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A importância da figura masculina para a sociedade

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Força, inteligência, virilidade, eficiência, riqueza e determinação. Em uma sociedade patriarcal e racista, que se baseia no machismo para construir a relação entre homens e mulheres, esses adjetivos poderiam definir qualquer homem branco.

Em propagandas, em filmes, em novelas, em séries e até mesmo na literatura, a figura masculina é construída como aquilo que traz segurança, unidade e importância ao mundo. Os desejos dos homens prevalecem sobre a vontade das mulheres, por exemplo, e nada é mais importante do que atender as expectativas de comportamento determinadas pela masculinidade.

Homem em posição de herói.
Apesar disso, com a disseminação da teoria feminista e com os crescentes movimentos contra a masculinidade tóxica, essa imagem de que os homens são intocáveis e superiores a tudo está se tornando ultrapassada.

Um homem não tem a obrigação de jogar futebol, de gostar de mulheres, de ter o cabelo curto, de usar roupas largas e sem cores. Um homem pode expressar como se sente, deve tratar as mulheres como as pessoas que elas são, é capaz de reconhecer as próprias fraquezas e reconhece os privilégios que o beneficiam na sociedade.

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Ainda mais importante que isso, os homens que são homenageados no Dia Internacional do Homem (19 de novembro) são responsáveis por promover mudanças no mundo que beneficiam, sem distinção, todas as pessoas. Algumas dessas figuras masculinas exemplares estão aqui:

Caricatura de Zumbi dos Palmares.1) Zumbi dos Palmares (1655-1695)

Zumbi dos Palmares foi um homem alagoano. Até os dias de hoje, ele é uma referência na resistência negra contra a escravidão, tendo sido líder do Quilombo dos Palmares. Essa era uma comunidade na qual pessoas que foram escravizadas se escondiam quando conseguiam fugir de seus senhores. Em Palmares, elas viviam livres. Zumbi lutou pela liberdade de existir, pela liberdade religiosa e pela cultura negra.

Fotografia de Paulo Freire.2) Paulo Freire (1921-1997)

Paulo Freire foi um educador pernambucano. O trabalho desenvolvido por ele é referência internacional em educação, com uma proposta de ensino que fosse condizente às realidades de cada estudante. Para Freire, a educação deveria ser um processo de troca de experiências entre professor(a) e aluno(a). Esse método permitiu que a educação fosse pensada de forma mais inclusiva e mais respeitosa, indo contra a ideia de que o professor é uma autoridade que deve exclusivamente transmitir conhecimento.

 

Fotografia de Tarell Alvin McCraney.3) Tarell Alvin McCraney (1980)

Tarell Alvin McCraney é escritor e ator estadunidense. Em 2017, ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo trabalho que fez com o filme Moonlight – Sob a luz do luar. O longa-metragem, que também venceu o Oscar de Melhor Filme, aborda a homossexualidade de dois jovens negros que vivem em condição de vulnerabilidade social. Com esse roteiro, McCraney mostrou ao mundo a importância de representar histórias de pessoas marginalizadas pela sociedade.

 

Fotografia de Michael Jackson.4) Michael Jackson (1958-2009)

Michael Jackson foi um cantor estadunidense que trouxe uma nova forma de compor e apresentar músicas do gênero pop. Os sucessos do cantor são conhecidos por pessoas de todas as faixas etárias e mostram que um homem pode dançar com muita habilidade. Além de cantor, Jackson foi um ativista. Uma de suas músicas, We are the world tem essa temática, inclusive.

 

 

 

Fotografia de Lázaro Ramos.5) Lázaro Ramos (1978)

Lázaro Ramos é escritor, ator, diretor, e cineasta soteropolitano. O trabalho de Ramos é reconhecido internacionalmente, tanto pela atuação em filmes, peças e novelas, quanto pela militância do artista. Ele escreveu livros para crianças, como Sinto o que sinto e a incrível história de Asta e Jaser, e o sucesso “Na minha pele”. Em ambos, de formas diferentes, Ramos aborda a negritude e como ela é sentida e percebida pela sociedade.

 

Fotografia de Macau.6) Macau (1952)

Macau é um músico carioca que denunciou, por meio de canções, o racismo que sofre na sociedade brasileira. O sucesso “Olhos Coloridos”, escrito por ele e cantado por Sandra de Sá, faz referência ao momento em que ele foi preso injustamente, por ser negro. Macau é um símbolo de resistência negra e as canções que faz permitem que essa militância seja compreendida e ouvida em todo o Brasil.

 

Fotografia de Jesse Owens.7) Jesse Owens (1913-1980)

Jesse Owens foi um atleta estadunidense. Além de ser medalhista olímpico nas modalidades corrida, revezamento e salto em distância, Owens tornou-se conhecido depois de tornar-se recordista mundial em 1936. O atleta venceu todas as categorias nas quais concorreu, nas Olimpíadas de Berlim, e provou para Adolf Hitler e para todos os supremacistas brancos que a etnia negra não é inferior. Owens é uma referência para atletas em todo o mundo.

Fotografia de Stephen Hawking.8) Stephen Hawking (1942-2018)

Stephen Hawking foi um físico britânico. O trabalho de Hawking tornou-se conhecido por abordar questões referentes à organização das dinâmicas do Universo, como a sua origem e a gravidade. O cientista foi inspiração para o filme “A teoria de tudo”, que conta a história do britânico. Com um sintetizador eletrônico, ele conseguia comunicar suas ideias ao mundo, tornando-se uma referência para a física.

Fotografia de Machado de Assis.9) Machado de Assis (1839-1908)

Machado de Assis foi um escritor carioca. Na literatura, ele trouxe uma imagem diferente sobre a organização da sociedade e foi responsável por criar um dos grandes dilemas da literatura brasileira: Capitu traiu Bentinho? Até os dias de hoje a obra de Assis continua sendo discutida. O processo de embranquecimento da figura do escritor, aos poucos, dá espaço a verdadeira etnia de Machado.

 

Fotografia de João Guimarães Rosa.10) João Guimarães Rosa (1908-1967)

João Guimarães Rosa foi escritor, novelista e médico mineiro. A obra de Guimarães é uma referência no mundo todo por trazer novas formas de escrita e de experiência com a linguagem. O escritor é responsável por desenvolver detalhadamente o conceito de neologismo, criando novas palavras a partir de outras. Esse jeito de escrever tornou-se uma marca para a literatura brasileira, até mesmo com expressões que não podem ser traduzidas para outros idiomas.

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