Convivendo

Qual é o papel do homem dentro de casa?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Mulher é sinônimo de “multi-ação”. Quase todas as mulheres são, em seu dia a dia, figuras imprescindíveis para que a rotina não só dela, mas de sua família também, funcione e que tudo corra bem. A maior questão está na visibilidade que estas pequenas tarefas essenciais ganham na representação da imagem feminina.

A sociedade tem um histórico de desvalorização do trabalho da mulher, os homens sempre foram vistos como os “fazedores de dinheiro” e “sustentadores” do lar. Porém, tal consideração não leva em conta o valor não endinheirado das tarefas do cotidiano.

Além das diversas tarefas realizadas para limpar, organizar e manter a casa, a mulher tem, cada vez mais, feito papel de “pais”. A presença de ambas figuras para o desenvolvimento de uma família é extremamente importante para a criação de filhos. O que se vê é uma concentração desta responsabilidade apenas na figura da mãe, já que o pai é o “herói das finanças”, onde mais uma vez, o dinheiro sobrepõe qualquer outro valor, atitude típica da sociedade moderna.

shutterstock_269593829A questão não está só no excesso de responsabilidades afetivas que caí sobre a mulher da casa, mas sim na ausência do pai não sendo notada. Continuamente o ser masculino é valorizado por seu trabalho seja braçal, intelectual considerado extremo e dedicado e ainda ganha o mérito de boa figura paterna pela preocupação com o futuro da família e por pequenas demonstrações de carinho.

Tomados por uma consciência capitalista, nem mesmo os homens notam tal comportamento e acabam por limitar-se a relações superficiais, distanciadas e pouco influentes na vida de seus filhos. Esta posição na estrutura familiar acaba por afetar, também, as relações com sua parceira, que se vê sobrecarregada, desvalorizada e oprimida por ideais de desvalorização existentes em nosso mundo e sustentadas pela ação masculina.

Entretanto, é difícil julgar a figura masculina em si, se trata de um contexto maior. Um histórico social foi capaz de desenvolver estes estigmas enraizados que resultam em uma divisão de tarefas injusta e um reconhecimento ainda pior.

Cabe aos casais reavaliar suas atitudes em relação a família, afim de não sobrecarregar nenhum dos lados e tornar a convivência mais prazerosa.

Todos gostam de ser reconhecidos por aquilo que fazem e merecem atenção e valor por suas atitudes, sejam elas relacionadas ao dinheiro ou não.


  • Escrito por Julia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras.

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]