Convivendo

A jornada de um sensitivo

Mulher cheirando uma flor de girassol em um jardim
123RF
Fernando Vidya
Escrito por Fernando Vidya

Quando compreendi que posso interagir com planos sutis, falar com “Espíritos” (comunicar-me com os mortos), perceber as energias emocionais provenientes das pessoas com quem interajo, enxergar a aura das pessoas e ter uma sensibilidade para captar os pensamentos delas, compreendi que se eu não amadurecesse e aprendesse a lidar com tudo isso de uma maneira saudável, eu não conseguiria viver nesse mundo repleto de energias emocionais desequilibradas, de pensamentos perturbados, egoístas e mesquinhos, de entidades mal-intencionadas invisíveis ou imperceptíveis aos cinco sentidos humanos, de seres sofredores que buscam ajuda por não entenderem que morreram ou não saberem como serem resgatados do astral mais denso.


Porém, à medida que tomamos consciência dos nossos dons, começamos a perceber coisas que, até então, como seres humanos comuns, não percebíamos: muitas pessoas ainda vivem na ilusão de que o mundo “invisível” não existe (pois não o percebem), e que nossas ações egoístas e mal-intencionadas não nos trarão consequências nesta vida e nem quando morrermos.

Boa parte das pessoas vive como se estivesse em uma colônia de férias chamada Terra, descompromissadas com a responsabilidade diante de suas ações. Basta sair na sua vizinhança e conversar com alguém para perceber isso. Não é novidade.

Homem em uma montanha olhando para o horizonte com os braços abertos
Cata/Unsplash

E o fato de haver pessoas com a condição de interagir com o “invisível”, trazendo-nos a certeza de que ele existe, somente nos reforça a necessidade de compreendermos a realidade que nos cerca e para a qual somos alheios.

Justamente por isso, para muitas pessoas as ações fenomenológicas ainda são importantes, ou seja, as demonstrações de contato mediúnico com o astral e com os entes queridos que partiram desta vida.

Gosto de assistir alguns programas como “A Médium” ou “Hollywood Medium”, com Tyler Henry. Identifico-me muito com eles, embora o meu trabalho com os planos sutis seja um tanto diferente do trabalho deles. Eles se comunicam com os mortos e transmitem mensagens para confortarem os vivos, basicamente. É o ganha-pão deles e está tudo bem.

Eu, quando necessário, interajo com os mortos para promover-lhes esclarecimentos e encaminhá-los para planos sutis melhores, a fim de darem continuidade ao seu processo evolutivo. Não é necessário eles ficarem vinculados ao mundo físico, mas sim partirem para mundos melhores e mais alinhados com o que se espera deles em termos de aprendizado. Devem seguir em frente, para a próxima etapa. E esse trabalho que faço é puramente doação. Afinal, vou cobrar o que dos mortos? Já estão mortos!

Duas pessoas conversando ao lado de uma árvore olhando o pôr do sol
Harli Marten/Unsplash

O meu trabalho no mundo físico, propriamente, é auxiliar os vivos a expandirem a consciência, trazendo-lhes informação de valor evolutivo, compreendendo a lição que deve ser aprendida a partir do momento desafiador que estiverem passando, independente de qual seja, a partir da mudança de hábitos de pensamentos e sentimentos em desarmonia. Alio a isso todo um tratamento energético para que os vivos encontrem paz e continuem as suas jornadas no mundo físico de uma forma mais consciente. E os resultados têm sido muito positivos, conforme os feedbacks que tenho recebido.

Para eu conseguir fazer o meu trabalho, conecto-me com a 5ª dimensão, a do plano espiritual (do Eu Superior), para compreender adequadamente o contexto do consulente e passar-lhe os aconselhamentos necessários, bem como para decifrar adequadamente os símbolos e as imagens da 4ª dimensão, a do plano astral, quando necessário.

Muitos médiuns trabalham apenas conectados à 4ª dimensão, a do mundo astral, que é um mundo bastante enganador, visto que as formas astrais por vezes trazem aos médiuns interpretações equivocadas. Em razão desses equívocos, há muita incredulidade por parte das pessoas “comuns”, pois não fazem ideia do desafio que é para um médium desenvolver-se adequadamente e aprender a utilizar o seu dom com responsabilidade a fim de transmitir uma informação divina e harmoniosa. Muitos médiuns caem em descrédito justamente por não terem o devido preparo; interagem com o astral mais denso, com as formas mentais mais densas e enganadoras e fazem uma tradução dessas imagens mentais ao pé da letra, caindo em engodos, muitas vezes proporcionados por entidades astrais mal-intencionadas, que podem se vincular a eles e fazer de suas vidas um verdadeiro caos.

Pessoa com a mão aberta em direção a um faixo de luz da janela
Dyu Ha/Unsplash

Ser médium sensitivo paranormal (ou qualquer nome que queiram dar) e utilizar os dons para trabalhar com seriedade no mundo físico não é tarefa fácil. Obviamente que se cria muito misticismo diante de pessoas que são “fora do padrão” social. Há veneração, por parte de muitas pessoas que se impressionam diante das revelações mediúnicas sensitivas. Ora, se os fenômenos são importantes para a sociedade despertar para a realidade, então que assim seja! Porém, os fenômenos e as demonstrações mediúnicas não devem ser encarados com fascínio. Até porque todos esses dons são inatos a todos os seres humanos. Deveria ser algo tão normal quanto despertar pela manhã e escovar os dentes. Mas, cabe a cada ser humano se dar conta disso, expandir a sua compreensão de mundo e compreender a sua realidade espiritual para, gradualmente, despertar em si seus dons.
Percebo o quanto muitos médiuns e sensitivos desenvolveram seus dons mediúnicos e os utilizam de formas distintas, conforme a própria missão de vida. E está tudo bem, pois cada pessoa tem um propósito particular. Porém, nem todos os médiuns compreendem seu dom e, por isso, sofrem com ele. Outros utilizam seu dom de forma irresponsável e inconsequente, sem filtrar as informações que transmitem, podendo trazer mais dano com suas informações do que se as mantivessem guardadas para si.

Muitos médiuns transmitem mensagens que, diante do olhar e do crivo da 5ª dimensão, a do Eu Superior e Divino, estão totalmente equivocadas e distorcidas, em razão dos engodos do astral, plano ao qual se conectaram. Por isso, percebo também a incredulidade das pessoas que criticam o trabalho mediúnico, e com razão! Afinal, como saber em quem e no que acreditar?

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Nunca imaginei que minha vida tomaria caminhos que me levariam a uma jornada mediúnica, sensitiva, paranormal. Porém, também nunca me considerei uma pessoa “normal”, ou seja, dentro dos padrões sociais. Gosto de quebrar alguns padrões, embora eu tenha aprendido a importância da boa convivência e da diplomacia. Afinal, de nada adianta ser um rebelde sem causa. Desde que tenhamos um propósito bem definido e divino e saibamos conduzir harmoniosamente esse propósito sem impactar negativamente a vida das outras pessoas, mas sim promovendo a harmonia geral, então estaremos certamente mais conscientes de cada passo que devemos dar em nossa jornada.

Por isso, o meu papel, como ser em evolução, é aprimorar-me constantemente e utilizar meus dons para contribuir com a minha evolução e para auxiliar pessoas dentro do processo delas. Ao passo que aprendo, ensino. Por isso, em meus cursos e palestras ressalto a importância das pessoas se autoconhecerem e lapidarem a própria personalidade. Desse modo, conseguiremos compreender quem somos, a que viemos e como realizarmos da melhor forma o nosso propósito de vida individual, de modo que a nossa existência física não seja desperdiçada, mas vivida com muita alegria, responsabilidade, paz, fraternidade e generosidade.

Namastê!

Sobre o autor

Fernando Vidya

Fernando Vidya

Fernando Vidya nasceu em 1986. É autor do livro “Despertando para um Novo Mundo”, pela Editora Vida & Consciência.

Formado em biologia pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). É membro da Sociedade Brasileira de Eubiose, escola filosófica e iniciática, com foco no desenvolvimento do ser humano, por meio do estudo esotérico para melhor compreensão da vida.

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