Comportamento

A questão não é a luta pela igualdade e sim a conscientização da igualdade

Mãos segurando no pulso de outras de todas as cores
Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu

Quando falamos em preconceito, seja ele de que espécie for, acionamos a ideia da diferença, da distinção. Quando não falamos em preconceito e sim mostramos conhecimento sobre a igualdade, então, tornamos a igualdade como evidência.

Ao mostrar diferença ou falar de diferença, acionamos no cérebro a ideia de distinção. Se temos necessidade de a referir é porque inconscientemente também acreditamos que ela possa existir. Todos temos preconceitos dentro de nós, está impresso em nosso código genético como resultado de tudo o que passamos em nossa evolução, mas há quem não tenha a consciência da igualdade e a sua personalidade pode ser mais perversa em relação à diferença, e este lado mais sádico do preconceito pode estar interiorizado, mas não ativo.

Aperto de mãos negras
Foto de Cytonn Photography no Pexels

Ao ouvir falar sobre preconceito, este indivíduo pode ativar o seu lado sombrio e passar agir com preconceito.

Nós temos que ter a conscientização da igualdade, do por que somos iguais dentro de uma base de conhecimento, e aí sim vamos ter uma noção exata do que seria igualdade e não falaríamos mais de preconceito.

Desta forma, evidenciar algo por oposição a outra coisa é criar quebras, é estabelecer padrões e acreditar que quem não os segue surge como desvio.

Não ter preconceito não significa que todos temos que ser iguais. Pelo contrário, não ter preconceito é acreditar que todos temos o mesmo valor evidenciando as diferenças que nos tornam únicos e que enriquecem o mundo que partilhamos.

Há diversos tipos de preconceito desde o cultural ao religioso passando pelo racial. E existe também um paradoxo nesta luta. Se o que nos move é a nossa diferença porque dizemos estar lutando pela igualdade? Antes de termos a noção de que todos nós somos iguais em termos humanos, devíamos lutar pela aceitação da nossa diferença e fazer dela não uma guerra, mas um contributo.

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O mundo seria um lugar extremamente monótono se todos fôssemos iguais. Por outro lado, o mundo seria um lugar tão mais desenvolvido, se soubéssemos aproveitar o que nos distingue para o bem de cada um de nós.

Este conteúdo faz parte do novo livro de Fabiano de Abreu, “Viver Pode Não Ser Tão Ruim” volume 2 — “Das Frasetas ao Contexto”.

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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