Convivendo

Somos mesmo todos iguais?

Unit and concord in multiethnic team, all hands together
Escrito por Patricia Tolezano

Nós criamos nossa realidade. Então, esta história de que somos todos iguais é uma forma simplória de dizer que temos os mesmos direitos e deveres. Mas, embora uns se portem de uma determinada maneira e tenha resultados baseados nela; outros se portam parecido e colhem frutos completamente diferentes. 

Então, como assim somos todos iguais?

Em nossa grande sabedoria, temos a plena certeza de que somos a soma de nossas escolhas. Mas, de vez em quando resolvemos nos emburrecer e daí culpamos os outros e até mesmo Deus, Buda, Alah, Maomé – ou qualquer nome que você dê à força misteriosa que flutua no Universo.

É tão mais fácil dizer que Deus criou o livre-arbítrio e não colocarmos força de vontade suficiente em nossos projetos e sonhos. Também é muito tranquilo carregarmos um Karma apontado para a própria cabeça ao invés de desapegarmos de velhos padrões e vivermos no Darma amoroso da vida. Mesmo quando resolvemos tomar as rédeas de nossas vidas e focamos no amor, ainda assim muitas vezes nos culpamos se não fizemos o nosso melhor. Como se culpar fosse “menos pior” que culpar aos outros. Culpa é ruim de qualquer forma, é medo e desamor. Assumir responsabilidades não é o mesmo que assumir culpa. Responsabilizar-se ou dar responsabilidades a alguém é expandir o amor a qualquer nível e atitude do ser humano. Elevar a culpa é diminuir a si ou ao outro, é viver no medo, na arrogância e no desamor.

Four Children Of Mixed Races Assembling A Heart Shape Of White C Pronto! Criamos uma regra para quem tenta viver “numa carga energética mais otimizada”. Mas, se criamos regras, estabelecemos conceitos e crenças. E, se criamos crenças, já era, nos perdemos! Jogar velhas crenças fora e se apegar a outras é trocar seis por meia dúzia. Ainda não descobri nada melhor do que “na dúvida entre o que é certo ou errado, pense em como gostaria que fizesse com você”. Mas, mesmo assim, como não somos todos iguais, o que você quer pode não ser espelho para o outro. Mas, pelo menos, você fez o seu melhor, você tratou o outro como Deus. Isso se você enxerga o Deus que há em você.

Este será tema para uma outra conversa, outro texto, outro encontro.

Sobre o autor

Patricia Tolezano

Sou jornalista de formação, marketeira de opinião, analista esportiva de supetão e escritora de coração.

Se tivesse que me definir em uma única palavra, esta seria adaptação. Mas gosto mesmo é de escrever. Sou uma pessoa e escritora em construção. A partir de agora, vocês conhecerão um pouco do mundo à minha volta.

Viva sem culpa, ame sem medo. E, na dúvida, tente sempre! Para mim, isto é ser feliz.

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