Autoconhecimento

A vida te devolve em dobro, o bom e o ruim

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
A nossa existência é pautada desde o momento de nosso nascimento por uma série de escolhas que, além de determinar para onde seguiremos, também servirá para moldar o nosso caráter ao longo da vida. Somos responsáveis pelos caminhos que trilhamos e, consequentemente, respondemos pelas nossas ações boas e ruins. Todos os nossos atos estão interligados, e assim as pessoas se afetam mutualmente, portanto, agimos para construir ou destruir o nosso mundo.

É muito mais claro e fácil de perceber como nossas ações afetam a vida do próximo. Quantas histórias de superação não tiveram início com uma mãozinha estendida por uma outra pessoa? Para quem é fã de literatura, a premissa principal da obra ‘Os Miseráveis’ traz justamente a ideia de que um ser humano pode se tornar alguém melhor graças à ação de outro. Porém, essa facilidade em enxergar isso é praticamente oposta quando se refere a nós para conosco mesmos.

Quem nunca ouviu falar na história de um pai de família que se sacrificou uma vida inteira para sustentar a esposa e os filhos, que morreu lutando honestamente para conseguir o sustento dos seus dependentes e levou uma existência sofrida, enquanto outros, de maneira desonesta e corrupta, venceram na vida aos olhos da sociedade? Fato é que essa aparente injustiça é tão complexa de ser explicada — se é que há a possibilidade de uma explicação racional — que muitas vezes a religião se apropria desse assunto para tentar abordar os porquês das coisas serem como são.

Alguns religiosos e teólogos afirmam que as ações boas serão recompensadas na vida após a morte, numa espécie de paraíso eterno. Outras teologias defendem a reencarnação, ou seja, os bens e os males cometidos serão recompensados e/ou punidos em outras existências e assim por diante. Se algumas dessas crenças estão certas, é muito difícil provar, mas, quanto mais nos aprofundarmos, a tendência é achar mais perguntas do que respostas.

Talvez a melhor maneira de ser recompensado é compreender o que é exatamente a recompensa que buscamos. Se temos objetivos voltados à materialidade, à ganância e a outras superficialidades, os nossos atos serão de caráter muito mais voltado ao status do que à moralidade. Tudo o que é feito de matéria tem prazo de validade. Se existe vida após a morte ou não, o fato é que a nossa existência é o equivalente a um grão de areia em um deserto se comparada ao que acontece depois da morte.

Muitas vezes nos focamos mais no que não temos do que no que possuímos. Impacta mais não ter um carro do que a percepção de ter condições de um prato de comida no almoço diariamente. O mundo é um lugar ruim porque a maioria das pessoas prioriza os objetivos individuais, em vez do bem estar coletivo. As coisas são como são simplesmente porque nós somos como somos. Tudo o que fazemos pode não nos afetar diretamente, mas impacta a todos, afinal somos responsáveis tanto pelo que fazemos quanto por aquilo que não fazemos.


Escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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