Autoconhecimento Convivendo

A Voz de Todos Nós

Ilustração de onda sonora saindo da boca de uma pessoa.
Ana Durão
Escrito por Ana Durão


Afinal, o que é esta voz?

O que nos traz a sua mensagem de viva-voz?

Talvez possamos responder “tudo”, talvez “nada”. A verdade é que cada vez mais damos voz à voz, cada vez mais nos ouvimos menos, cada vez mais ouvimos menos os outros e tudo o que nos rodeia.

Homem vestido de social, gritando em uma megafone gigante

Talvez estejamos a perder a capacidade de comunicar e, assim sendo, muito fica por dizer… dizer a mim, a ti e àquele que mesmo agora passou nas nossas vidas.

Esta importância de transmitir verbalizando o que sentimos é cada vez mais urgente, sob pena de bloquearmos o nosso chakra laríngeo. Um dos centros de energia mais importantes, este chakra é chamado de “A Verdade”. Quando não damos voz à verdade do nosso Ser, estamos a anular tudo o que sentimos, estamos a fechar a fluidez e o canal da comunicação.

Este chakra laríngeo é considerado a Porta do Poder. Em sânscrito, ele tem o nome de “Vishuddha” e relaciona-se com o som e com o vento. Tem uma forte ligação com língua, mandíbula, palato e faringe. Para além de estar ligado à comunicação, também está ligado ao bom senso.

Ilustração do símbolo que representa o chakra laríngeo

Quando está bloqueado, causa timidez e até insegurança. Se estiver desequilibrado, a pessoa fala muito e não o faz de forma mais adequada, sem qualquer capacidade para ouvir os outros; poderá, inclusive, ter uma tendência para a mentira.

Na comunicação, deve sempre imperar o bom senso, mas o que é isto de bom senso?

Ser politicamente correto?

Devemos ser leais, corretos e genuínos com a nossa essência, seguir a nossa voz e a nossa verdade, o que impõe respeitar a verdade do nosso semelhante.
Por vezes, estas duas verdades podem parecer valorizáveis ao mesmo nível. Se nos detivermos um pouco neste assunto, porém, verificamos que ainda existe uma linha que separa o que pensamos do que dizemos. Hoje em dia estamos tão mecanizados que tudo é pensado ao pormenor. É precisamente aqui que reside a grande falha: dizer, verbalizar… Quantos assuntos não seriam resolvidos se déssemos voz à voz e se houvesse outra voz no “aqui e agora” para ouvir e responder no momento e local certos.

Considero, como terapeuta, que cada vez há mais necessidade da existência de uma comunicação não violenta, de falar ao coração das pessoas, em vez de calar a nossa voz.

Há necessidade de integridade, mas se essa integridade for vazia de autenticidade nada ajudará que a nossa voz se ouça.

Dê voz à sua voz…


Você também pode gostar de outros artigos da autora: Aceitação: o caminho para o desapego

Sobre o autor

Ana Durão

Ana Durão

Mestre em Reiki/ Hipnose Clínica / Xãmanismo Ancestral e Vivencial / Regressão a Vidas Passadas / Libertação de cordas energéticas / Cristaloterapia / Terapia a Crianças Indigo e Cristal (acompanhamento aos pais) / Reflexologia Manual e Podal / Medicina Ayurvédica / Avaliação de Doshas (bioenergias corporais)/Avaliações Bioenergéticas com os elementos Pêndulo e o Aurímetro.

O meu percurso:

Conceito de Saúde

O meu conceito de saúde e bem-estar “desvia-se” do conceito dito normal e convencional. Desde muito pequena que desejava tratar de alguém, dedicar algumas horas do meu dia a alguém ou a muita gente. Este desejo foi crescendo e na minha adolescência tive oportunidade de cuidar das minhas avós que ficaram acamadas, aqui o meu interesse era mais vocacionado para a 3ª idade. Mais tarde percebi que esta vocação era mesmo a minha e tornou-se séria. Ainda na adolescência tirei um curso de socorrismo, a vontade de ajudar era cada vez maior. Comecei pela Estética porém, depressa percebi que cuidados de beleza não eram de todo os cuidados que desejava prestar ao próximo. Passei então para a área da reabilitação física e fisioterapia e aqui percebi que reabilitar e melhorar as condições físicas de alguém era algo que me começava a preencher alguns “espaços intercelulares”. Porém, queria e precisava ainda mais, a nossa medicina convencional trata apenas do corpo e das dores físicas, esquecendo assim as dores emocionais e os estados de alma e espírito, o corpo é assim analisado completamente isolado. Reabilitar alguém fisicamente era a cada dia uma experiência cada vez mais enriquecedora, mas facilmente percebi que o paciente se reabilitava fisicamente mas não emocionalmente, ficando assim sequelas que muitas vezes levam a estados depressivos e apáticos, aqui era já gritante a minha lacuna e espaço em branco. A minha procura por algo mais completo tornou-se assim incessante, até que percebi que o meu caminho e percurso passava pela medicina bioenergética e terapias alternativas. Foi então que me detive sobre o método de tratamento holístico e energético…o Reiki, deixei-me fascinar completamente por esta terapia, fazendo então uma especialização nesta área e beber completamente estes saberes e sentires, aos poucos esta terapia ia-me preenchendo os tais “espaços intercelulares”. Porém, ainda assim e depois de muitas outras formações e especializações em várias áreas das terapias alternativas e do autoconhecimento, continuava a sentir uma pequena lacuna….muito pequena mesmo, no processo e na capacidade de meditação, abstração e interiorização do cliente/paciente. Pois o que se pretende com um corpo que tenhamos nas mãos é que ele “desligue” e serene a mente, para que assim possa ser tratado e “limpo” de toda a negatividade. Percebia assim que os tratamentos através das energias do método reikiano, assim como a aplicação de cristais no corpo físico dos pacientes era um grande passo e avanço para a cura de grandes males. Foi por aqui que percebi que estava já a “roçar” os meandros do corpo/mente/espírito do que pretendia passar quando alguém me procurava…..Comecei então a fazer os meus tratamentos cada vez mais completos estabilizar pacientes com Alzheimer e Parkinson, controlar depressões, fobias, ansiedades, trabalhar desapegos e aceitações, mas principalmente e esta é uma das vertentes mais importantes na minha vida….o não julgamento….Isto para mim tem sido e é divinal. Todos os dias somos aprendizes, e nunca saberemos tudo, quem pensa o contrário, engana-se. É preciso trabalhar árdua e honestamente!

É por tudo isto que para além de continuar a tratar quem me procura, quero também passar o meu conhecimento a quem com ele quer trabalhar na área e cuidar dos seus pacientes.

DADOS DE CONTATO
Email: [email protected]
Telefone: +351 965 724 328
Facebook: Ana Durão
Site: www.efad.pt
tridoshaterapia.wixsite.com/terapeuta-ana-durao
Blog: desenvolvimentopessoalecompanhia.blogspot.com.br
Skype: Ana Durão (live:tridoshaterapia)