Espiritualidade

Agartha

Campo vasto iluminado com a luz do Sol.
leonidtit / 123rf
Escrito por Carlos Pompeu

Agartha é um misterioso lugar, tal como a mística Shambala, que teria sido a origem da tradição espiritual oriental, sendo, talvez, sua inspiração, levando-nos a crer se tratar de uma invenção; que nos levaria à ideia de uma terra oca, onde haveria grandes cavernas e onde viveriam seres humanos.

Esta localização, Agarta, é bastante remota, mas estaria localizada na Índia — consta ter sido ali, nesse local, o início do budismo.

Possivelmente, pois seu nome nos remete a Asgard, um mito nórdico. Além da semelhança com a terra do rei Suchandra, de Shambala, que seria o lar dos mestres ascensos.

Também a habitavam anjos e seres de luz, semelhantes aos que possuíam um puro coração.

A primeira referência a Agartha ocorreu no século XIX, em 1873, pelo escritor francês Louis Jacolliot. Todavia sua estória, seu conto de fadas, veio a ser conhecido por meio de um professor polonês de ciências chamado Ferdynand Ossendowski, que usou o enredo em uma obra de ficção, acrescentando um personagem, o rei do mundo, o espírito mais iluminado de nossa esfera, Melquisedec, citado na Bíblia.

Existem algumas outras referências, como o esotérico e metafísico autor francês Rene Guenon, que defendia em seus livros a tese da existência de verdades primordiais e universais compartilhadas por todas as religiões.

Mulher branca segurando chapéu de palha numa floresta.
carmensdphoto / Reshot

Assim, Agartha seria o coração do mundo, um reino subterrâneo; um eixo primordial mitológico, uma das oito cidades sagradas da quarta dimensão.

Também está associada ao termo “AxisMundi”, expressão que equivale ao que se chama eixo mitológico de uma cultura — que não vem a ser o caso, por ser fruto da imaginação humana.

O tema cidade perdida tem narrativas entre tibetanos, mongóis e chineses.

A igreja católica considera Agartha um reino subterrâneo, uma heresia, algo contrário aos dogmas religiosos.

Saint Yves d’Alventre, autor do século XIX, fazia ligação entre Agharta e Atlântida, que foi citada por Platão.

Polêmicas à parte, consta que Agharta estaria localizada na costa do Canadá. Mas há aqueles que afirmam estar localizada no Monte da Lua, em Sintra, Portugal.

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Sem dúvida, uma narrativa fascinante. E que, segundo o ocultista esotérico francês Saint Yves, em sânscrito significaria: “o impossível de se encontrar”.

Que você tenha uma boa leitura nas asas da imaginação!

Sobre o autor

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu, 46 anos, bacharel em Direito e formação em Letras, tendo sido redator publicitário e colunista em jornais e revistas, escreve em blogues, sobre entretenimento e cultura, na internet, sendo autor de livros virtuais de ficção, no qual adota o pseudônimo Boris de Pedra. Começou, ainda nos anos 1990, com esse nome artístico,”Boris”, em uma banda de Rock, na qual tocava baixo e cantava, além de compor as músicas e letras.

Já no século XXI, migrou para a Literatura, não tendo ainda nenhuma publicação, mas com a esperança de ter sua obra editada. No entanto, sabe que essa possibilidade encontra-se na formatação de um público leitor, o que vem fazendo, escrevendo na internet.

Atualmente tem suas atenções voltadas para a Terapia Holística, sendo sua especialidade o Reiki, com a graduação Nível III, o que o inspirou a escrever textos com a temática esotérica, que abordam a espiritualidade, pensamentos positivos e a autossugestão mental.

E-mail: ccarlospompeu@gmail.com
Site: tecnocibernetico.wordpress.com/