Autoconhecimento Meditação

Viajando de dentro para fora

Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
É de fora para dentro!
Viajando pelo Peru…

Se você está pensando em ir para o Peru, mas ficou na dúvida, vai! Eu realmente recomendo.

Posso dizer que passei por experiências pessoais intensas lá, onde tudo fluiu lindamente. Senti que foi uma viagem de descobertas, de lugares sagrados e de cura.

Me senti acolhida. Ao mesmo tempo que sabendo como funciona, porque estamos na América Latina e funcionamos parecido no Brasil, fui também surpreendida com a cultura super rica, muita comida boa, frutas diferentes, doces. Muitas superfoods e orgânicos.

Conhecer os antigos templos sagrados dos Incas e de culturas Pré-Incas me surpreendeu com a engenharia já superdesenvolvida, e que parece ter retrocedido depois e durante a colonização. Essa colonização que também sofremos, e por isso existe uma simpatia entre nós. Os traços de como os espanhóis tomaram conta dos Incas estão por toda a parte e o sincretismo religioso é visível e torna até tudo mais bonito, usando símbolos das montanhas sagradas, dos animais de poder e de tudo que tinha significado da civilização Inca, para os santos católicos. Tudo ficou misturado.

Assim eles puderam aceitar de alguma forma, e aceitam até hoje, o catolicismo. Além disso, muitas igrejas foram construídas em cima dos lugares sagrados dos Incas. Isso demonstra bem como as religiões julgam. Justo o oposto do que buscamos com a espiritualidade. Queremos sair do julgamento.

Outra coisa que me chamou a atenção, foi de ver que os espanhóis não consideravam os Incas ou outros povos, e os negros, e os índios do Brasil, como se fossem humanos. Eles acreditavam que eram uma raça diferente, o que lhes dava o direito de matar, torturar e querer catequizar a qualquer custo. Muitas pessoas ficam chocadas com isso. Será que não fazemos mais isso hoje em dia? Pense bem…

O que me deixou com o coração cheio de gratidão, foi o fato de que muitas ruínas Incas estão super bem preservadas e até as pré-Incas, em Lima, que ficam no meio da cidade (tem várias espalhadas). Os museus são super ricos e tem bastante explicação, mesmo se você for sem guia, dá para saber, através da arte que deixaram, como eles viviam, o que comiam, como eram suas festas e seus deuses.

Achei lindo, em Cusco, aquele monte de montanhas se impondo com tanta beleza diante dos nossos olhos e essa beleza ser completa por cidades de pedras perfeitamente encaixadas em suas encostas, construções simples, belas, inteligentes. Tanta sabedoria. E tantas construções que não se sabe muito bem como foram feitas, existe tanta coisa no Peru, como no mundo, para as quais existem hipóteses que explicam, mas não há uma explicação certa. Isso é de deixar a gente com um monte de interrogação na cabeça.

Como saber como foi adquirida tanta sabedoria a respeito de tecnologias, agronomia e engenharia?

E conhecer o Vale Sagrado, e como eu disse, as montanhas, chamadas de Apus, espíritos sábios. Machu Picchu é o que é porque foi muito pensado esse local, sendo ele sagrado antes da construção da cidade, pois está cercado por três montanhas, três Apus, que juntos formam o rosto da Panchamama, a Mãe Terra. Existe o culto ao Deus Sol e à Mãe Terra.

Existe sempre a complementariedade dos opostos. Existe sempre a leitura das estrelas e o respeito pela Terra. Existe sempre espiritualidade e convivência em comunidade e o respeito por aqueles que mantém uma conexão mais direta com o poder do Todo. E dentro disso tudo existe um lugar sagrado chamado Machu Picchu e sua companheira, Huayna Picchu. Onde cerimônias foram realizadas, para o sol e para a lua. Onde até hoje podemos sentir o poder imenso da Mãe Terra e do Pai Sol. Onde, se quisermos, podemos nos conectar com essa sabedoria deixada e que sempre estará. Basta querer conectar.

O Peru te aguarda!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée, depois disso fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de 1 ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pelo Yoga e pela meditação. Hoje, ela é professora de Yoga e terapeuta reikiana em Paraty, RJ.

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