Comportamento Convivendo

“Ai que ódio!”

Homem e mulher, um em frente ao outro, gritam.
Ion Chiosea / 123RF
Escrito por Nilton C. Moreira

É comum ouvirmos pessoas se expressarem a respeito de algo dizendo “ai, que ódio!”, outras, “eu odeio tal pessoa” e há aquelas que em momentos decisivos dizem “vou te odiar para sempre”. Resumindo: são todas manifestações que ensejam desejo de amaldiçoar.

Quem diz ter ódio diante de circunstâncias se sente momentaneamente realizado, aliviado e acredita que está assim atingindo outrem, mas engana-se quem pensa assim, pois o ódio é uma energia tão pesada que, ao ser mentalizada, dissemina no próprio corpo uma energia tão destruidora que normalmente vai ensejar moléstia, que pode ser mínima ou até grave.

O primeiro a ser atingido pelo ódio somos nós mesmos quando o exteriorizamos. Seria menos grave, muito embora não saudável, se investíssemos contra quem temos algum desafeto e tirássemos satisfação sobre o que aconteceu do que ficarmos com o sentimento de ódio.

Ódio é uma energia tão maléfica que fica impregnada em nossa alma ou nosso espírito e nos acompanha depois da morte física. É normal nas reuniões de nosso grupo chegar espíritos cujas pessoas mantiveram ódio quando vivas e agora, fora do corpo, continuam com esse ruim sentimento, sentindo a necessidade de continuar a perseguição.

Mulher com semblante raivoso e de braços cruzados.
Andrea Piacquadio / Pexels

Jesus, em momento algum, ensinou-nos a ter ódio quando esteve por aqui, portanto é um sentimento conservado pelas pessoas que ainda não descobriram o caminho do amor.

Às vezes, buscamos motivos pelos quais desenvolvemos doenças graves, principalmente o câncer, mas esquecemo-nos de fazer uma avaliação acerca de como andam nossos pensamentos e atos. É comum ficarmos doentes, afinal não somos perfeitos, mas em muitas ocasiões poderíamos ter um pequeno mal-estar, no entanto nos deparamos com um diagnóstico de gravidade que vem para nos chamar atenção de como estamos conduzindo nossa vida, o que nos possibilita uma melhoria em nossa maneira de viver e ver as pessoas que estão a nosso redor.

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Em nada soma o fato de desenvolvermos ódio no coração, pois é normal a pessoa pela qual sentimos um ódio profundo nem saber. Isso, portanto, é o mesmo que tomarmos veneno e querer que o outro morra.

É lógico que não vamos desejar coisas boas a quem nos faz mal, mas pelo menos sejamos fortes e sigamos nosso caminho sem desejar desgraça à pessoa que nos prejudicou, pois, certamente, se fomos ofendidos ou perseguidos, isso fez parte de uma provação ou expiação.

Busquemos na prece a força para nos livrar desse sentimento mórbido e seremos mais felizes.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
Email: cristaldafonte@gmail.com
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