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Arte e urbanismo: Como o graffiti ajudou na diminuição da violência no México

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

Émuito comum as favelas estarem associados a lugares feios e poluídos e até mesmo a violência. Claro que este quadro não pode ser ignorado, porque é a realidade de algumas favelas não só no Brasil, como no mundo.  

Mas no México uma comunidade ficou com ‘outra cara’ após ser revitalizada com o uso da arte do graffiti, isso mesmo.  A comunidade beneficiada com o lindo trabalho foi Las Palmitas na cidade de Pachuca. O trabalho foi feito pelo coletivo de arte Germen Crew.

Para o jornal The Guardiam,  Enrique Mibe Gomez que foi o diretor do projeto, revelou o seguinte: “Cada cor representa a alma do bairro. Tem sido um esforço de toda comunidade, cada família tem participado de alguma forma”, comentou.

Para que o trabalho ficasse concluído, foram pintadas cerca de  209 casas, ou vinte mil metros quadrados de fachadas por 14 meses. Destas casas, foram 452 as famílias beneficiadas. Mas o que mais impressiona além do bem trabalho, é que na comunidade o índice de violência entre os jovens diminuiu, comprovando o sucesso deste projeto.

Arte diminuindo a violência

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Assim como em projetos que englobam educação e esportes, a arte também é um manifesto de que é possível diminuir a violência com projetos envolvendo arte e cultura.

Na comunidade, por exemplo, antes os jovens não ficavam até tarde conversando, depois que foi feito o trabalho de graffiti foi possível perceber muitos jovens conversando até mais tarde o que mostrou que ali na comunidade este projeto deu certo.

E as palavras do diretor do projeto, reiteram mais uma vez o quão importante foi a realização deste trabalho para o local: “Honestamente, o que mais me surpreende é ver que as pessoas estão realmente mudando. Eles estão crescendo, há mais espírito comunitário. As pessoas estão cuidando da segurança do bairro com suas próprias mãos”, salientou.

Existem muitos projetos surgindo contemplando arte e urbanismo. Quando os jovens se reúnem para fazer um bem para o bairro, não ganha apenas o jovem, mas toda comunidade.

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Pesquisadores afirma que deveriam ter mais ações políticas que valorizassem o trabalho de um grafiteiro. Nas imagens desta comunidade é possível perceber o belo resultado que não apenas deixou mais bonita a comunidade como também diminuiu os índices de violência.

O que acharam das imagens? Quem sabe este projeto não se espalhe por aqui, no Brasil? Que tal as nossas comunidades mais coloridas, vivas e com menos violência? O mundo agradece.

Fotos de Germen Crew


Artigo escrito por Angélica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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