Autoconhecimento Yoga

Ashtanga Yoga, estilo Mysore: assumir responsabilidade

Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
Em uma prática de Ashtanga Yoga está convencionado que o estilo de aprender a sequência de asanas e tudo o que ela envolve é de professor para aluno. Um a um. Conhecido como estilo Mysore (nome da cidade na Índia onde se começou a prática de Ashtanga).

Nesse estilo de aula, que começou a ser conhecido mais por meio de Sri K. Patabi Jois (ele sistematizou a prática do Ashtanga Yoga), cada aluno tem uma prática de acordo com o tempo que pratica e suas características físicas. Isso dentro da sequência desenvolvida. Todos estão fazendo a mesma prática, porque a sequência é sempre a mesma, mas cada um no seu tempo, seguindo o tempo da sua respiração.

O aluno aprende primeiro a respiração e depois, dependendo de cada um e de sua prática (constância), muda o número de posturas que vai fazer. O professor não fica guiando a aula e ditando tudo a ser feito o tempo todo. Ele ensina a sequência básica e quando o aluno decora, aí, podem ser passadas novas posturas. E também considerando que cada asana é preparação para o próximo na sequência, por isso se o praticante não o faz com segurança ele para aí, até quando tiver compreendido (fisicamente, emocionalmente) essa postura, uma nova é adicionada a sua prática.

Dessa forma, respeita-se o ritmo de cada aluno e, assim, pode realmente conectar com a respiração, que é o que liga a mente consciente com a inconsciente e proporciona autoestudo e observação do mundo interno.

Além disso traz calma mental, centramento, foco e presença. Para que isso aconteça o aluno precisa tomar responsabilidade por sua prática, prestando atenção na sequência, memorizando-a, tomando responsabilidade por seu bem-estar físico e respeitando seus limites, respeitando sua respiração, respeitando a prática, para não se lesionar.

O professor, nesse caso, serve como aquele que dá a ferramenta, ensina a pescar, mas quem pesca é o aluno. É nele que está a responsabilidade também de concentrar-se, dar seu melhor e contar as respirações.

Eu, nessa prática, aprendi muito a assumir responsabilidade por mim e a deixar que os meus alunos assumam as deles também. Quando a gente faz isso no caminho espiritual, leva pra vida e tudo fica mais leve e fácil, inclusive os processos de cura de relações e de crenças limitantes.

Vamos parar de falar, então, e praticar?


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Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée. Depois fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de um ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pela yoga e pela meditação. No Brasil: morou, deu aulas de yoga e se formou como massoterapeuta, em Paraty, RJ. Foi nessa época que concluiu quatro cursos de dez dias de meditação Vipassana e se aprofundou na prática de Ashtanga Yoga. Hoje, ela está estudando Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, Índia. E dá aulas de Ashtanga Yoga online.

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