Convivendo

A verdadeira inclusão social

Ilustração de sete deficientes enfileirados.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Para falarmos bem sobre inclusão social, devemos falar sobre diferenças. Ninguém é igual a ninguém, porque cada pessoa possui suas próprias necessidades. Mas o que difere a necessidade de uma pessoa e de outra? Por que em grande parte das vezes alguns pedidos são atendidos e outros ignorados? Talvez nossa sociedade ainda esteja sendo muito levada pelas aparências…

A inclusão social foi conquistada aos poucos ao redor do mundo. Antigamente era comum que crianças com deficiência fossem mortas por nascerem deficientes. A homossexualidade e as etnias também são alguns dos assuntos que surgem quando desejamos falar sobre inclusão.

Mulher idosa cadeirante em um jardim.

Como ocorre a verdadeira inclusão social?

A verdadeira inclusão social deve começar na família. Aqueles que convivem com a pessoa que possui deficiência e/ou sofre de preconceitos devem incluí-la em casa, inicialmente. Desta forma, a base dessa pessoa já está lhe apoiando, e isso é muito importante.

Pessoas com deficiência não são incapazes de nada, apenas possuem uma deficiência. Isso preciso ser absorvido por grande parte da sociedade, para que a inclusão possa acontecer de forma eficaz. A verdadeira inclusão social é criada com base no respeito, no acreditar no outro e no amor.

A verdade é que todos precisamos aprender a nos adaptar às diferenças.
 Todos nós devemos dar as mãos, a fim de melhorar as coisas para todo mundo. Devemos procurar todos os meios possíveis de ajudar na inclusão social de pessoas que precisam ser incluídas.

Seja na escola, no trabalho, na igreja, na praça pública ou em qualquer lugar, não importa qual seja a diferença, ela deve ser acolhida e respeitada. Um aluno deficiente é capaz de aprender, basta ter um profissional que o ensine. O mesmo ocorre no ambiente de trabalho: basta ter alguém para dar suporte quando necessário.

Não é a pessoa que sofre a exclusão que deve se adaptar, e, sim, a sociedade que a exclui que deve aprender a aceitar, respeitar, criar empatia etc. Por isso, quando o assunto é inclusão social, a camisa deve ser de todos, não de uma só pessoa.

Você também pode gostar de:

Estamos preparados para incluir?

Nós temos muitos recursos a favor da inclusão social. O governo também atua nas campanhas de inclusão, assim como as áreas dos esportes, além de escolas, ambientes de trabalho etc. O grande problema é a mente das pessoas! Por mais que a sociedade esteja sempre tentando melhorar e se adaptar para ajudar, muito preconceito ainda é sentido.

Às vezes, as pessoas não falam nada quando deparam com as diferenças, porém o semblante muda, o diálogo é preconceituoso ou nem acontece e diversos outros fatores acontecem. E é justamente nesse ponto que é preciso haver mudanças!

Muito já foi alcançado com algumas campanhas: adaptação de ambientes, abertura do mercado de trabalho, abertura escolar etc. Esse é um caminhar básico, mas com persistência todos iremos gradualmente aprender a respeitar cada vez mais as diferenças, incluindo outras pessoas.

Homem idoso sorrindo para um homem com Síndrome de Down.

Práticas de inclusão

Antes de falarmos das práticas que já deram certo para essa ação, queremos pedir você sempre se atente às suas atitudes. Quando encontrar algum deficiente, homossexual, negro ou qualquer minoria que sofre preconceitos, pare e repense.

Tenha cautela ao dirigir a palavra, tente não fingir que essas pessoas não existem e foque ao máximo em trabalhar a inclusão social dentro de você. O que te faz melhor do que essas pessoas? Por que você merece viver livre e ser quem é e elas não merecem o mesmo? Se fizer essa revisão consigo mesmo, já será um grande passo para ajudar o mundo.

Pois bem, em se tratando de práticas de sucesso, um grande marco foi definido pela ONU em 1994. No evento “Conferência Mundial de Necessidades Educacionais e Especiais: acesso e qualidade”, foi declarado que todas as escolas deveriam incluir as crianças com deficiência física, mental ou emocional.

Mãos de um grupo de pessoas juntas.

No Brasil, essa declaração faz parte da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional do ano de 1996. Pouco tempo depois, segundo o Ministério da Educação, as matrículas de alunos com deficiência aumentaram em cerca de 35% nas escolas do nosso país, entre 2002 e 2006.

Em conclusão, a verdadeira inclusão social ainda está caminhando. Os avanços são muitos, mas ainda temos muito a fazer, não é mesmo?

Escrito por: Julia Almeida da equipe EuSemFronteiras

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]