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Como ter um guarda-roupa mais sustentável?

Home closet or store clothing rack changing room. Woman choosing her fashion outfit. Shopping girl thinking what to wear in front of many choices of dresses and clothes in organized clean walk-in.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Tentar reduzir ao máximo a produção de lixo é a proposta do projeto “Um ano sem lixo“, criado por Cristal Muniz. Ela é uma designer gráfica que decidiu se dar o desafio de ter uma vida mais sustentável e ajudar o planeta mandando menos coisas para os aterros sanitários.

Através do blog, ela conta sua trajetória no desafio e também encoraja outras pessoas explicando como todos podem fazer o mesmo, seja ensinando como fazer seu próprio hidratante ou dando algumas alternativas ao uso do papel higiênico. Realmente não é uma tarefa fácil, ainda mais no nosso país, onde as coisas são geralmente feitas visando o consumo exacerbado e, principalmente, levando dois fatores que são problemáticos para quase todos: tempo e dinheiro.

O valor alto e a falta de praticidade de iniciativas como essa costumam fazer qualquer um desistir do projeto depois de algumas tentativas, tanto que a própria Cristal fez um relato no blog sobre fracassar nos objetivos e produzir muito mais lixo do que pensava inicialmente, exatamente por estes fatores totalmente compreensíveis e que todos sabemos bem que estamos sujeitos.

No entanto, se levar o projeto “Um ano sem lixo” à risca pode ser muito difícil, colocar em prática algumas das dicas da Cristal é algo totalmente viável. Uma delas, a que propomos aqui, é a de ter um guarda-roupa mais sustentável.

Calma, não estamos falando sobre um guarda-roupa apenas com roupas usadas, de tecido natural, advindas de brechó ou apenas com uma muda de roupa. Ter um guarda-roupa sustentável é, na verdade, algo muito prático e que todos deveríamos aderir.

Significa basicamente só ter as roupas que você realmente usa e precisa. O primeiro passo é fazer uma limpeza daquelas bem intensas. Tire tudo do seu guarda-roupa e separe as peças (incluindo sapatos e acessórios) em três pilhas: o que fica e o que pode ser doado. Acredite em mim, dificilmente você terá uma roupa em tão péssimo estado que não serve para os moradores de rua e necessitados, ainda mais nesse frio. Sem contar que o foco deste texto é te ensinar a não produzir ainda mais lixo, então, sempre se lembre de que tudo deve ser reaproveitado.

Quando definir o que fica, a proposta seguinte é: só compre peças novas se for necessário. Afinal, ninguém precisa de mais uma peça de roupa toda semana ou nem mesmo todo mês. Reeduque seu impulso consumista e aprenda que comprar só por comprar não faz bem a ninguém. A felicidade que sentirá instantaneamente vai passar na hora de pagar o cartão de crédito e também quando se der conta de que não precisava de mais uma calça jeans.

Pense muito bem antes de adquirir qualquer morador novo para o seu guarda-roupa. E quando a compra for realmente necessária, se certifique de comprar uma peça de boa qualidade. Dessa forma, ela durará vários anos e não precisará ser reposta tão cedo. Uma roupa bem feita pode até custar mais caro, mas sem dúvida se mostrará uma escolha melhor a longo prazo, visando o custo-benefício. Aprender a cuidar corretamente das peças de roupa e sapatos também é uma boa forma de garantir a sustentabilidade; se você lavar de forma adequada uma boa camiseta preta ela nunca desbotará e não será preciso fazer sua reposição tão cedo.

Uma peça de roupa no Brasil não tem esquema de reciclagem, o que significa que se for descartada irá diretamente para uma das pilhas do aterro sanitário. Pense nisso sempre antes de comprar mais peças ou descartar alguma outra. Lembre-se sempre: qualidade é melhor que quantidade. Um guarda-roupa sustentável faz bem para o meio ambiente, para o seu bolso e para sua consciência.


Texto escrito por Roberta Lopes da Equipe Eu Sem Fronteiras

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