Autoconhecimento Convivendo

Contemplação

Homem sentado em muro baixo no topo de uma montanha, com vista para uma cidade.
Pixabay/Free-Photos
Carlos de Campos
Escrito por Carlos de Campos

Diante da fragilidade humana
Às margens da própria mortalidade
Somos levados a refletir
Nossa própria história
Somos criaturas amorosas
Por vezes, horrorosas
Seríamos, talvez
O resultado despretensioso da mãe natureza
De exceder a si mesma?
Ou seguimos sua ordem imperceptível?
Como nos enxergamos em tão importante momento da nossa existência?

Pessoa sentada em pedra no mar, olhando para o pôr do sol.
Pixels/Keegan Houser

Viver é instabilidade constante
Lançar-se numa viagem ao desconhecido
Sem rumo preciso
Sem velas, em naus
Na busca da felicidade
Que todos anseiam, sem exceção
Todas as pessoas que conhecemos
Possuem desejos em comum
Outras, bem mais complexos
Sede de amor e afeto
E, o mesmo vazio insondável
No peito
Que nada parece abrandar
O instinto em comum

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Impreterível destino final
Que a sábia sensatez
Resolve ignorar
E nos remete ao apego
Com todo o amor
Que carregamos no coração
Esquecemos, saudavelmente
E, portanto, nos permitimos
Usufruir o bom da vida
Conforme as possibilidades
Tendo guardada a consciência
De que tudo pode acabar
Num piscar de olhos.

Umedecidos de lágrimas
Ao recordar essa realidade
Estes mesmos olhos
Sempre atentos a tudo
Despercebem-se aos encantosPerdendo-se ao contemplarem o azul do céu
Com aquele aperto no peito
De uma incompreensível saudade
E uma profunda respiração
Traz-nos alívio
E tudo isso passa
Cada vez mais
Nos vinculando a esta vida
Ahhh …

Mulher apoiando mão em janela, com sua cabeça encostada na mão, e olhando para fora.
Pexels/Juan Pablo Serrano Arenas

A vida tão frágil e fugaz
Abaixo desse infinito e hipnotizante azul
Enchendo de ar, meus pulmões
Percebo-me vivente
Atuante, pensante
Muito mais que deveria
Muito mais que, pensada
A vida há de ser degustada
No tempero da água salgada destes mares
Inspirada da maresia
Com gaivotas bailantes
Sob o Sol tocando o horizonte

Em fim de tarde
Onde todas as incertezas
Desaparecem diante de tal beleza
E nossas fragilidades
Perdem todo o sentido
Nesta doce contemplação
De que, por vezes, esquecemos
Fazer parte
Nessa incompletude
Na imperfeição
Na complexidade
Que é uma existência
Uma vida
Em suas infinitas formas.

Sobre o autor

Carlos de Campos

Carlos de Campos

Quem é Carlos de Campos?

Era uma vez um poeta, filósofo e teólogo
Era ele avesso a trivialidades.
Vivia refletindo sobre a vida com sua poesia.

Costumava questionar
Toda sombra instalada
Organizando as ideias
Sua poesia gritava.

Era de se admirar!
Entre sinuosas linhas, focando o autoconhecimento
Sua mensagem auxiliava.

O poeta era ligeiro
E nada o constrangia
Com a força da palavra
Muitos versos nos trazia
Na voz um canto festivo
No peito uma euforia
De chegar ao equilíbrio no convívio do dia a dia.

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