Comportamento Convivendo

Continue a nadar

Imagem da silhueta de um homem pulando de uma pedra para a outra, trazendo o conceito de obstáculo e adversidade que a vida pode ter.
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Escrito por Fernanda Colli

Olhar para trás e reconhecer a própria trajetória é essencial. O sucesso incomoda e atrai tentativas de invalidação, mas a verdade sempre prevalece. Diante dos desafios, é preciso persistir. Inspirado na lição de Dorys, o caminho é seguir em frente, pois obstáculos são sinais de crescimento.

Olhar para trás e analisar a própria trajetória é um exercício necessário. Cada conquista tem sua história, cada passo dado exigiu esforço, resiliência e dedicação. Mas, inevitavelmente, quanto mais se avança, mais tentativas de invalidação surgem.

O sucesso incomoda, e há aqueles que preferem atribuí-lo à sorte, a benefícios externos, tentando minimizar o mérito de quem lutou para chegar até aqui.

Há quem tente prejudicar no ambiente de trabalho, manipular situações, distorcer palavras para criar uma imagem negativa. Mas, no fim das contas, a verdade sempre prevalece. E a verdade está dentro de cada um, na essência que se carrega e que, muitas vezes, incomoda aqueles que vivem aprisionados em frustrações e ressentimentos.

Foi assistindo a um desenho com minhas filhas que uma frase ressoou profundamente: “Não importa o que aconteça, continue a nadar”. Foi o conselho da pequena peixinha Dorys, e decidi levá-lo para a vida. Porque é isso que devemos fazer: continuar.

Se há obstáculos, se há tentativas de nos derrubar, é porque estamos no caminho certo. Perseguições e ataques, por mais dolorosos que sejam, muitas vezes são sinais de que estamos crescendo, de que estamos fazendo a diferença.

Então, diante das adversidades, o melhor a fazer é manter-se firme, seguir em frente e, simplesmente, continuar a nadar.

Sobre o autor

Fernanda Colli

Fernanda Colli é pedagoga, arte-educadora, escritora e pesquisadora da cultura popular brasileira, com atuação destacada na valorização das tradições caipiras. Especialista em Arte Educação, folclore e cultura popular, desenvolve projetos socioculturais voltados à inclusão, à identidade e ao pertencimento, especialmente em contextos escolares.

Idealizadora do Projeto Folclorear, atua na inserção de manifestações tradicionais, como a catira, no ambiente educacional, promovendo o diálogo entre saberes populares e práticas pedagógicas contemporâneas. Coordenadora de projetos no Centro de Tradições de Araçatuba e integrante de grupo de pesquisa na área cultural, também exerce papel de liderança como presidente da comissão infantopedagógica da IOV Brasil.

Como colunista, Fernanda escreve sobre cultura popular, educação, arte e identidade, trazendo reflexões sensíveis e críticas sobre a importância da memória, das tradições e da formação cultural na sociedade atual. Sua escrita se caracteriza pela defesa da cultura como instrumento de transformação social e fortalecimento das raízes coletivas.