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Cultura móvel: levando arte de forma itinerante por aí

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Chris Dias é uma escritora, mas não somente isso, ela criou um projeto chamado Kombina com Chris.

Junto com sua Kombi ela viaja por cidades do interior do Rio Grande do Sul, levando arte para os espaços públicos e permitindo interação entre as diferentes pessoas. Como o próprio nome do projeto diz, o Kombina realmente combina com tudo: brincadeira, leitura, arte, interação, letramento e muito mais. Quer conhecer um pouco mais de projeto? Leia a entrevista:

Kombina da Chris_ (1)

Eu sem Fronteiras: O que é a Kombina da Chris?

Kombina: A Kombina é um ponto de cultura móvel que leva as artes integradas de forma itinerante por aí.

ESF: Como surgiu?

Kombina: No meu ofício de escritora visitava escolas e percebia inúmeros objetos de arte criados pelos leitores que ficavam escondidos no interior das escolas. Assim resolvi utilizar o porta malas de uma Kombi para mostrar esses trabalhos para outros grupos. Como não podia utilizar somente uma parte do veículo resolvi adaptar a Kombi para receber livros, quadros e brincadeiras da cultura popular para levar aos grupos e assim nasceu a Kombina.

ESF: Onde ocorre?

Kombina: As ações da Kombina podem ocorrer na rua, já fizemos em várias praças da Capital e interior, e também em instituições de ensino, mas sempre ocupando o espaço público. 

ESF: Como você se planeja?

Kombina: O contato com as pessoas nos ajuda a perceber as necessidades de cada grupo. Assim as atividades e ações são construídas para atender essa demanda. O planejamento está intimamente relacionado ao pensamento das pessoas que conhecemos pelo caminho. A Kombina só tem sentido quando acompanhada de gente.

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ESF: Você tem uma equipe?

Kombina:  Quem pode viver sozinho? Esse tipo de projeto conta com muita gente para pensar e colocar em prática. No cotidiano eu e a Zizi Paz organizamos as atividades e planejamos as ações. Para os encontros em escolas e nas praças contamos com a presença de Maurício Alves e outros oficineiros conforme as motivações de cada encontro. Além disso, claro, temos nossos motoristas parceiros: Luiz e Ricardo.

ESF: Qual é o público de vocês?

Kombina: Todas as pessoas têm um corpo e nele mora uma criança. Às vezes essa criança está dormindo. Nosso papel é acordá-la. Para ser nosso público basta ter um corpo.

ESF: Por quais locais já viajou?

Kombina: Grande parte da região metropolitana já recebeu a visita da Kombina, Bento Gonçalves, Farroupilha e Santana do Livramento. 

ESF: Qual o objetivo?

Kombina: Espalhar alegria por aí. Acreditamos que ela pode acordar em cada pessoa envolvida maior possibilidade de receber a arte em todas as suas manifestações.

ESF: Essa cultura integrada móvel proporciona quais atividades?

Kombina: Temos um mini-museu com as obras de Clara Pechasnky e cubos mágicos para montar suas imagens, temos uma coleção de livros únicos que conta livros escritos a mão confeccionados por vários escritores renomados, temos uma oficina de artes visuais e escrita criativa, temos resgate de brincadeiras da cultura popular e diferentes formas de interação com a Kombi, onde é possível, entrar, brincar, ler, desenhar, dramatizar, se divertir com a arte.  

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ESF: Ocorrem trocas de experiências?

Kombina: É uma oportunidade de conversar com quem não conhecemos, de trocar informações, de buscar interesses comuns, de brincar. 

Toda a ação da Kombina provoca um encontro
ESF: Você já ganhou um prêmio?

Kombina: Estamos muito felizes com o Prêmio de Inovação Empreendedora que recebemos do PGQP esse ano.

ESF: Já surgiram histórias da Kombina que te inspiraram a escrever?

Kombina: Sim! Estamos em fase de produção de dois novos livros: “Na Kombina”, uma aventura que se passa no interior da Kombi e nas suas viagens reais e imaginárias e “Cadê a princesa?”, um livro interativo direcionado ao universo da primeira infância.

ESF: Como é organizar um trabalho que se preocupa em proporcionar um espaço de brincadeira, arte e o contato com os livros?

Kombina: É lindo ver os olhos das pessoas acordarem para a arte. Presenciamos momentos cheios de emoção e descobertas. Cada visita da Kombina nos ensina um pouco mais sobre o papel da arte na formação das pessoas e na importância do brincar para a construção de uma vida plena.  Acreditamos que esse projeto semeia ideias por onde anda. Cada lugar pode construir a sua Kombina conforme a sua capacidade e potencial. Somos todos a  semente e “Kombinamos” muito bem.


  • Entrevista realizada por Angélica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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