Convivendo

Como limitar o consumismo do meu filho?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Não é fácil dizer “não” para os nossos filhos, principalmente quando se tratam de pais de primeira viagem. São criaturas tão lindas e meigas que afinal de contas só querem brincar e ser felizes.

Porém, esses pequenos atos de felicidade, advindos de produtos comercializados e publicitários dados à mercê de um único “pai, por favor, eu quero muito!”, podem ter grandes consequências no futuro dessa criança – e, inclusive, num futuro bem próximo.

Não é segredo para ninguém que crianças mimadas se tornam adultos mimados, irresponsáveis e imaturos; poucos fogem a essa regra. Mas o que também não é segredo é que crianças ficam mimadas graças aos adultos que as rodeiam e têm influência sob suas vidas – pai e mãe, avô e avó, tios, padrinhos e amigos próximos.

Não é fácil. Ver aquele rostinho lindo pedir aquela boneca tão linda que apareceu na propaganda da televisão, ou aquele carrinho super-radical que o menino brincou na novela, e negar esse pedido é tarefa que poucos conseguem realizar. Mas é preciso negar.

Ninguém deve receber presentes sempre que pede, sempre que deseja. Uma criança deve ser presenteada em datas específicas: Natal, aniversário, Dia das Crianças, quando atingiu algum objetivo estipulado pelos pais e em qualquer outra data que seja costume da família presentear.

Dias comuns devem ser tratados como dias comuns. Se dias comuns se tornarem dias de presente, além das datas especiais perderem o encanto, a criança vai crescer entendendo que ela pode ter o que quiser, basta pedir. Quando, na verdade, ela precisa se esforçar para conseguir algo.

É difícil. Ninguém está falando que é fácil. Mas é preciso. Crianças são seres imediatistas, que querem tudo naquele momento que estão vivendo e que tiveram vontade. É normal que peçam, que façam cenas dramáticas, que chorem e que gritem por algo.

Crianças testam os limites dos pais. Se elas entenderem que ao chorar vão ganhar um brinquedo para serem presenteadas, vão chorar sempre. Se entenderem que precisam tirar notas altas na escola para ganhar o brinquedo que desejam no aniversário, vão se esforçar para isso acontecer.

São os adultos que moldam as crianças. Então, é dever dos adultos frear o consumismo infantil. E isso vale para tudo: brinquedos, doces, passeios, roupas, o que for. Tudo tem a sua hora de acontecer.

Há a hora certa para estudar, para brincar, organizar o quarto, dormir, comer, tudo. É claro que fugir à regra um dia ou outro faz parte da vida de todos, mas é importante estabelecer uma rotina – tanto de ações quanto de regras e costumes – para a criança entender desde cedo que disciplina gera recompensas.

Viver em sociedade, principalmente em países capitalistas – que é a grande maioria dos casos do mundo hoje – funciona dessa forma: com disciplina, trabalho duro e muito esforço.

É claro que é muito gostoso fazer uma surpresa e dar um presente para o seu filho no meio da semana, dar a ele um chocolate de noite quando você chega do trabalho ou uma lembrancinha bacana no final de semana. Mas isso não deve se tornar um costume.

Lembre-se de que, uma vez que ele fique acostumado a ganhar um chocolate todos os dias quando você chega do trabalho, ele ficará muito frustrado quando isso não acontecer.

Frustração se torna choro, desobediência, gritos e muitas outras ações que, no final das contas, são consequências das ações dos pais e não dos filhos. Mostre ao seu filho como agir, molde a personalidade da sua criança e ela crescerá dando o devido valor a tudo o que tiver.


Texto escrito por Giovanna Frugis da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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