Convivendo

Dia das Saudações: já falou bom dia hoje? Já deu bom dia pro vizinho, pra faxineira? A importância das saudações na mudança do padrão energético

copo vermelho brilhante de espumoso café com biscoitos de chocolate com sorrisos feitos de chocolate branco.
Marisa Pretti
Escrito por Marisa Pretti
O bom do dia é o seu bom dia!

Dias chuvosos de fina chuva peneirada, invariavelmente, aguçam o meu pensar.

Dias chuvosos de forte chuva extravasada também aguçam o meu pensar.

Chuva leve, seja em qual época caia, infiltra-se na minha pele, umedece os meus ossos e desabrocha a minha humanidade.
Chuva forte, seja em qual época despenque, infiltra-se na minha pele, encharca os meus ossos e desabrocha em mim a sua humanidade.

Qualquer chuva desperta em mim uma consciência primitiva, memória ligada ao divino, ao princípio elementar que é acreditar. Na humanidade. E eu acredito.

E, porque acredito, me dedico. E, por me dedicar, a minha espontaneidade trinca e quebra qualquer resistência do outro, até a última camada dura.

E lá na medula, eu creio, as células sanguíneas multiplicam-se em plenitude e felicidade.

Saudações

Sempre fui assim, e se não for, não serei eu: comprometida demais com o outro.

Nos dias orvalhados pela chuva fina, sinto o amor incondicional guiar as minhas ações. E é sempre assim.

Nos dias molhados pela chuva forte, sinto também o amor incondicional guiar as minhas ações. E é sempre assim.

Nos dias de sol, a semente divina latente em mim floresce em bons dias, boas tardes, “como vais?”, “como estás?”, “oi, tudo bem?” e sorrisos sinceros rasgados por onde avista-se o coração.

E o que faço nunca é social ou por obrigação, é inteiramente por amor e devoção.

Devoção sem a conotação religiosa. Só por respeito e dedicação à vida mesmo.

A minha e a dos outros. Dos que conheço e dos que nem preciso conhecer.

E é sempre assim, em todos os meus dias. Em todas as estações.

E se o dia não está para bons dias, porque, é claro, nem sempre me sinto como o belo vitral feito pela minha filha, pequeno filtro de luz colorido, lembrete alegre lá no alto da porta do meu escritório, na minha casa, olho por meio do vidro da janela, vejo as folhas das árvores chacoalhando contentes ao vento, então, me entrego ao livre pensar.

E penso… Em tudo, em todos, em um mundo não perfeito, mas possível, sim, e por que não mais cortês?

A cortesia do bom dia, verbalizada ou insinuada em um olhar sorridente, modifica qualquer energia por mais carregada que seja.

O bom dia acompanha elegantemente qualquer situação!

Saudações

É como uma refeição completa para encarar a jornada diária. E por falar em refeição e alimentos, lembrei de uma situação:

Pertinho da minha casa tem um supermercado, a encarregada de observar o entra e sai do povo é parente do dono, chama-se Yolanda. Sempre à cata de alguma infração.

Moro no bairro há quase 17 anos, vira e mexe estou por lá fazendo umas comprinhas.

Nasce o sol, põe-se o sol. Chuvas fortes e chuvas finas. São incontáveis os meus bons dias e boas noites, raramente respondidos com um carrancudo aceno de Yolanda.

Sinceramente? Em algumas vezes, eu pensei em desistir… “VAI TE CATAR, YOLANDA!”, só pensei.

“E, por me dedicar, a minha espontaneidade trinca e quebra qualquer resistência do outro, até a última camada dura. E lá na medula, eu creio, as células sanguíneas multiplicam-se em plenitude e felicidade.”

Correção: nem sempre consigo quebrar a resistência do outro, mas a minha dedicação e espontaneidade continuam multiplicando as células sanguíneas em plenitude e felicidade. Mesmo que sejam as minhas.

Um ótimo dia!


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Sobre o autor

Marisa Pretti

Marisa Pretti

Amigo leitor...

Caro leitor...

Querido leitor...

Prefiro chamar você de Passageiro leitor.

Afinal, você está aqui de passagem como eu. Caminhando nesta Terra cheia de buracos e tanta água que haja braços fortes e pernas ligeiras para não se afogar.

Viver, a começar pelo ato de nascer, é para quem tem pacto fechado com a teimosia. O ar inflando os pulmões e o primeiro choro para que ninguém se engane: não estamos aqui só para sorrir, mas principalmente. Sim!

Sou mãe por vocação. Atriz por formação. Entusiasta por opção. Audiodescritora por paixão e profissão desde 2010.

Minha profissão, em uma breve descrição, se resume em traduzir imagens em palavras com o maior detalhamento possível para a pessoa com deficiência visual. Um recurso acessível também para idosos, disléxicos, pessoas com deficiência intelectual e para quem mais sentir necessidade dessa ferramenta assistiva. Simples e complicado assim. Trabalho com filmes, espetáculos de dança, teatro, vídeos, suportes empresariais, e o maior desafio foi levar acessibilidade visual ao Carnaval paulistano, desde 2017.

O mundo é visual, estímulos visuais são constantes! Por meio da audiodescrição qualquer produto pode ser traduzido em palavras.

Trabalhar com inclusão é estar atento ao outro, é ser um facilitador e igualar oportunidades.

Provavelmente foi esse gosto pelas letras encadeadas, mastigadas e saboreadas na língua como um demorado beijo que me trouxe até aqui.

Pretendo contribuir com minhas vivências e reflexões sem pretensão alguma, apenas para compartilhar alguns saberes. Uma leitura leve, um livre pensar, mas nem por isso descompromissado com a sua inteligência.

E porque creio na humanidade, na diversidade e na inclusão aceitei colaborar com o #EuSemFronteiras.

Abraços acessíveis!

OBRIGADA.

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