Convivendo

02 de Outubro: Dia Internacional da Não-Violência

No dia 02 de outubro comemora-se o Dia Internacional da Não-Violência e esse é um tema bem mais próximo de todos nós do que podemos imaginar.

Muita gente quando fala em violência traz da memória grandes fatos abomináveis de agressões e dor, mas podemos cometer atos e falas violentas em nosso dia a dia inclusive com as pessoas que mais amamos.

Não vou tratar das grandes violências aqui, vou abordar nossa forma de comunicação e como ela pode ser agressiva e como, muitas vezes, nos falta a EMPATIA.

Empatia quando nos comunicamos nada mais é do que compreender o outro, se colocar no lugar dele, estar aberto para ouvir e criar um espaço para uma conexão.

Duas mulheres sentadas em um sofá. Uma está aparentemente triste e a outra está confortando ela.

Será que estamos praticando uma boa comunicação?

Vamos falar um pouco sobre comunicação não-violenta, pois ela pode e deve ser aplicada em nosso dia a dia.

São algumas características de uma comunicação não-empática:

Competir pelo sofrimento e começar a contar a sua própria história; querer educar a pessoa conforme seus valores, não permitindo que a pessoa fale o que sente livremente; ter o impulso de consolar e aconselhar antes de que a pessoa tenha dito tudo o que precisa; menosprezar ou simplificar e dar solução fácil para o problema do outro são obstáculos para uma boa comunicação.

Quando praticamos uma escuta empática nós:

Nos propomos a uma comunicação não-violenta, a gente ouve sem julgamentos; ficamos presentes na conversa, dando nossa verdadeira atenção a pessoa que está à nossa frente, ouvindo o que ela tem a dizer; não buscamos na conversa pontos de interesse sobre temas e situações que existam em nós para desenvolver o assunto; abrimos a mente para ouvir aquilo que vai contra as nossas crenças; ouvimos de coração aberto e interessado em saber do que aquela pessoa está precisando e principalmente em que podemos ajudá-la.

Muitas vezes, apenas ouvir amorosamente já é de grande ajuda nestes tempos que vivemos, onde ninguém ouve ninguém, onde todos estão cada vez mais ocupados em xeretar a vida dos outros nas redes sociais, mas nada interessados em acolher a dor do outro de verdade.

Agora se o caso for de uma discussão com alguém, pela técnica da comunicação não-violenta, orienta-se:

Observação = Observar os fatos reais, o que pode ser comprovado se fosse filmado ou gravado. A descrição dos fatos, não as impressões, julgamentos ou interpretações nossas, já que julgamos conforme nossas necessidades e nossos conteúdos.

Sentimentos = Observar os nossos reais sentimentos em relação a situação, para poder identificá-los.

Necessidades = Reconhecer quais são as nossas necessidades por trás do que sentimos, para depois poder falar para o outro das nossas necessidades, mas de forma verdadeira.

Pedido = Dialogar abertamente e claramente sobre as minhas necessidades e o que preciso da pessoa, de forma que o pedido seja direto e objetivo, sem oferecer dúvidas de interpretação, o que pode variar conforme o entendimento de cada um.

E como dica final para quando recebemos uma crítica: vale ouvir, observar e tentar compreender o porquê da outra pessoa estar me criticando mesmo que de forma agressiva, sem reagir ou devolver a agressão, pois a pessoa pode não estar em um bom momento e isso não significa que você deva entrar na mesma sintonia dela, porque desta forma a conversa não vai fluir bem mesmo.

Após ouvir a crítica, abra a comunicação para ouvir de verdade o que a pessoa está te dizendo, independente dos seus conceitos, dos seus valores e do que você acha certo ou não, afinal a opinião é da outra pessoa, certo?

Enfim, se cada um souber acolher o outro amorosamente, viveremos melhores relações e em um mundo bem mais pacífico, porque pelo olho por olho e dente por dente acabaremos todos cegos!


Você também pode gostar de outro artigo desta autora. Acesse: Avó – O Amor Incondicional do Ser!

Sobre o autor

Monica Marchese Damini

Monica Marchese Damini

Psicanalista Clínica e Editora do Eu Sem Fronteiras

Em certa altura da vida, senti o chamado para descobrir o que havia além da rotina, da vida material, do físico. Foram muitos os caminhos trilhados, muito estudo, muitas vivências e descobertas, muitos desafios, vários mestres. Gratidão a cada um deles.

Autoconhecimento, espiritualidade, física quântica, o universo, yoga, budismo, doutrinas, meditação, retiros, silêncio, corpo, mente, alma, o Ser, o Amor Maior.

Ser livre do mundo externo, do sofrimento de Maya, a ilusão.

Torna-se co-criador da própria realidade.

Colocar em prática o Dharma, o dom e recursos recebidos em prol da sociedade, privilegiar o Todo, trabalhar, estudar, compartilhar, amar, evoluir, sem apego ou aversão.

Despertar para o Divino em cada um de nós. Aprender a enxergar o Ego e deixar que ele apenas trabalhe a favor dos propósitos do Todo, aprender a praticar o desapego e a aceitação… tem que buscar, tem que querer, e eu quero!

Assim como eu, muitos estão nessa jornada, e com este propósito de nos juntar, criamos o Eu Sem Fronteiras, projeto amoroso de compartilhamento e ponte entre quem quer dar e quem busca receber todo tipo de informação e conhecimento, livre de dogmas, julgamentos e crenças, para que cada leitor aproveite o que desejar em cada momento de sua vida.

Transformar conhecimento em sabedoria.

Trabalhoso, mas tem muita gente vibrando na mesma sintonia e disposta a compartilhar o que sabe, e nessa nova era onde o coletivo impera sobre o individual, conseguimos uma equipe linda de profissionais em sinergia com nosso projeto para juntar todo o bem e todo o bom aqui neste portal.

Aprender a perdoar, se perdoar, nos libertar de sentimentos negativos, mágoas, culpas e tudo que gera padrão negativo. Há muitas formas e ferramentas, mas precisa trabalho e enfrentamento.

Quanto maior a massa crítica vibrando positivamente no amor universal, mais rápida a transformação deste planeta.

Queremos participar!

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