Convivendo Espiritualidade

Dia Internacional do Riso

Tereza Gurgel
Escrito por Tereza Gurgel
O Dia Internacional do Riso é comemorado em 18 de janeiro por iniciativa do doutor indiano Madan Kataria, fundador do movimento da Yoga do Riso. A celebração é uma manifestação positiva para a paz mundial, construindo uma consciência global de fraternidade e amizade por meio do riso. De acordo com o doutor Madan, as expressões faciais de uma pessoa podem afetar as suas emoções. O movimento da Yoga do Riso conta com milhares de participantes, em mais de 105 países.

“A celebração é uma manifestação positiva para a paz mundial, construindo uma consciência global de fraternidade e amizade por meio do riso”

Freud considerava o humor um dom precioso e raro, muito importante para deixar mais leve o cotidiano e a realidade mais tolerável. Ele pesquisou muito sobre o chiste, ou gracejo, que não expressaria o verdadeiro humor, mas que corresponderia à necessidade que o inconsciente tem de expressar aquilo que verdadeiramente pensa. Para Jung, o senso de humor era a única qualidade divina dos humanos, e enfatizava o valor terapêutico do riso, concluindo que uma “dose” diária de riso pode trazer o corpo de volta ao seu estado de equilíbrio.

O autêntico humor reduz efetivamente o estresse e a tensão muscular. Incrementa a dopamina, promovendo o relaxamento e aumenta a produção de endorfinas, reduzindo a sensação da dor. Uma boa risada pode reduzir o nível de cortisol no sangue enquanto aumenta o fluxo sanguíneo, ajudando a proteger o coração. Rir também pode fortalecer o sistema imunológico, nos tornando menos propensos a adoecer. O sono também é favorecido; rir aumenta o nível de oxigênio no sangue e reduz a degradação celular.

Happy woman laughing in the forest. A girl in a bright shirt.

O riso ajuda a mente a trabalhar melhor, auxiliando o bom funcionamento do cérebro, a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas. Também nos ajuda a ver as coisas sob pontos de vista diferentes, aumentando nosso entendimento sobre o mundo, nossos semelhantes e a realidade que nos cerca.

A principal função do riso é a de comunicação, atenuando a agressividade e a hostilidade, assim, criamos boas estruturas sociais ao nosso redor. Uma atmosfera amigável e bem-humorada favorece qualquer ambiente, familiar ou profissional, promovendo a integração entre seus membros. Rir nos faz sermos autênticos, apreciando o lado criativo e brilhante da vida.

“O riso ajuda a mente a trabalhar melhor, auxiliando o bom funcionamento do cérebro, a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas”

O verdadeiro humor transcende as limitações regionais entre os seres humanos, indo além das fronteiras entre países. Um bom exemplo de humor universal e atemporal é o do filósofo sufi Nasrudin (Nasreddin Hodja), que teria nascido na Turquia em 1208 e morrido em 1284. O mullá (“mestre”, em árabe) Nasrudin o é principal personagem em numerosos contos, onde o humor evidencia sua esperteza e sabedoria.

Aqui no Brasil e em Portugal, um personagem dos contos populares semelhante é Pedro Malasartes, um herói e malandro que engana a todos com suas artimanhas, humilhando os poderosos. Na Espanha, o herói é Pedro Urdemales (“que planeja maldades”); na Alemanha, Till Eulenspiegel e na Noruega, Peer Gynt.

Um famoso exemplo do humor nonsense nas histórias de Nasrudin é a história das chaves:

“Certo dia, Nasrudin foi visto em uma rua, procurando algo no chão. Um jovem, ao ver o mulá agachado, pergunta como pode ajudá-lo. Nasrudin explica que deixou cair as chaves de sua casa. O rapaz passa a procurar também as chaves. Depois de um certo tempo, o jovem pergunta ao mullá se tem certeza que derrubou as chaves ali. Nasrudin responde que não, as chaves foram perdidas dentro de sua própria casa. Perplexo, o jovem pergunta por que ele está procurando as chaves na rua. Nasrudin responde: É porque aqui tem mais luz!”

Outra história de Nasrudin:

“Em dada ocasião, Nasrudin estava em um barco com um homem letrado, quando o mullá disse algo que contrariava as regras gramaticais:

– Você nunca estudou gramática? – perguntou o estudioso.

– Não, nunca – respondeu Nasrudin.

– Nesse caso, metade de sua vida se perdeu – retrucou o outro.

Nasrudin ficou em silêncio durante algum tempo, quando finalmente falou ao homem letrado:

& #8211; Você nunca aprendeu a nadar?

– Não, nunca – este respondeu.

– Então, neste caso – disse o mullá – toda a sua vida se perdeu, pois estamos afundando.”

 

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Sobre o autor

Tereza Gurgel

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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