Nutrição

Dieta mediterrânea diminui a incidência de câncer de mama

Mulher segurando um garfo com macarrão
RF._.studio/Pexels
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Câncer é uma das doenças mais temidas da atualidade. E não é para menos: há diversos tipos de câncer, os tratamentos são muito invasivos e agressivos e, caso o câncer seja descoberto em fases avançadas, os tratamentos podem não surtir resultados.

Por isso, prevenção deve ser sempre o seu ponto de partida. Prevenir sempre será o melhor remédio e, para isso, todo o cuidado é pouco. Dê ao seu corpo a atenção que ele merece. Isso inclui cuidar da alimentação.

Na realidade, a alimentação é um fator diretamente ligado à nossa saúde e possui grande (ou melhor, gigante) responsabilidade no funcionamento do nosso organismo. E justamente por isso é preciso escolher muito bem os alimentos que vai ingerir, que literalmente colocará dentro de você e que darão força para seu corpo funcionar.

Mulher segurando um prato com saladas, pepinos e ovos
Buenosia Carol/Pexels

A dieta mediterrânea é muito conhecida por ser um estilo de alimentação bastante saudável, rica em vegetais, peixe, azeite, castanhas, leite, frutas e uma taça de vinho tinto por dia, comprovadamente benéfica à saúde do coração – aliás, vale dizer que a combinação de itens que essa dieta possui é ótima para a saúde cardíaca.  

Mas não é só o coração que se beneficia. Já é comprovado, por meio de estudos científicos, que esse estilo de alimentação ajuda a inibir o desenvolvimento de câncer de mama.

A Predimed (Prevención com Dieta Mediterránea) é uma pesquisa originada de um estudo conduzido pela Universidade de Navarra, na Espanha, que acompanhou 4.282 mulheres, com idades entre 60 e 80 anos, durante seis anos. Os resultados apresentados tratam justamente sobre a relação da dieta Mediterrânea com a prevenção ao câncer de mama.

Essas mulheres foram divididas em três grupos: o grupo nº 1 fez a dieta mediterrânea, com adição de azeite de oliva extravirgem; o segundo grupo fez a mesma dieta mediterrânea, mas suplementada com oleaginosas em vez de azeite. Já o grupo nº 3 seguiu outra dieta, que reduzia o consumo de gorduras.

O grupo nº 1 teve uma redução bastante importante da incidência de câncer de mama: 62%, com apenas 35 casos da doença diagnosticados, o que o fez ter total destaque perante os outros dois grupos.

Azeite sendo colocado em uma vasilha com azeitona em volta
Pixabay/Pexels

É correto dizer, portanto, que a dieta Mediterrânea, combinada com doses extras de azeite de oliva extravirgem, faz a diferença na prevenção do câncer, uma vez que a dieta por si só não ofereceu à pesquisa resultados tão significativos, se comparados aos resultados da dieta combinada com a adição de azeite.

De fato, o azeite é um ingrediente importante em nossas preparações e deve realmente estar presente em nosso dia a dia. É fonte importante de ácidos graxos monoinsaturados (a famosa gordura boa, que deve estar presente em nosso cardápio, pois faz bem à saúde), além de aumentar a sensação de saciedade, desinflamar as nossas células e fortalecer nosso organismo. É um alimento poderoso!

De acordo com a pesquisa, é necessário acrescentar quatro colheres de sopa de azeite por dia à alimentação – além de seguir o restante das indicações da dieta, desde que esse tipo de alimentação seja recomendado pelo seu médico. Afinal, cada pessoa possui necessidades diferentes.

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É claro que a alimentação deve ser combinada à prática de exercícios físicos regulares e hábitos saudáveis (como beber muita água, não consumir bebidas alcoólicas e quaisquer outros tipos de droga, inclusive o cigarro).

Vale lembrar que esse tipo de alimentação possui caráter preventivo. Ou seja, uma vez que a doença já foi diagnosticada, mudar a alimentação para seguir a dieta Mediterrânea não ajudará no tratamento da mesma – não há estudos científicos que comprovem sua eficácia como tratamento, apenas como hábito preventivo.


Escrito por Giovanna Frugis da equipe Eu Sem Fronteiras

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