Autoconhecimento Convivendo

Eterno aprendiz

Lembro-me com tanta emoção de minha primeira professora, e todas as vezes em que isso acontece, eu entendo como me tornei uma.

Sim, com o passar dos meus anos letivos tive outras e outros professores e alguns marcaram a minha vida, sendo, mais adiante, de extrema importância para a minha escolha profissional.

Costumo dizer que a profissão me escolheu, me poliu, me treinou e só quando teve confiança de que eu estava prontinha, me deixou andar com as minhas próprias pernas. Até então eu tinha outra profissão e uma série de questionamentos… Uma infinidade de perguntas e angústias muito particulares e um medo terrível de não conseguir escrever a minha história profissional.

Mas aí eu lembrei de meus professores… Cada qual com o seu estilo, cada um trazendo sua mensagem e sua verdade. Dedicando parte de suas vidas a ensinar, a mostrar um mundo de conhecimento e um caminho interessante. A tia do pré com a sua paciência fora do comum e sua prontidão para com os seus pequenos aprendizes. Lembrei da seriedade exagerada do professor de matemática que ao final do ano se revelou um jovem piadista e divertido. A então durona professora de português que, passadas as primeiras difíceis duas aulas, se tornou uma amiga divertida da turma de quase trinta alunos.

Foram tantos exemplos, tantos estilos e tantas mensagens subliminares durante as aulas, que eu pensava em somente ser como eles: gente de carne e osso, vivendo suas vidas e dedicando-se ao ensino, à cumplicidade e ao compromisso com o interesse intelectual em comum e a partir dele estabelecer uma relação rotineira.

Sábios são os que fazem desta relação uma convivência agradável.

Eu tenho orgulho em ser professora, ter irmãos professores e amigos e colegas professores… Viva!

Quando me perguntam porque quis me tornar uma professora, digo que o conhecimento que busco é incansável e por isso sou professora: porque não me canso!

A todos os aprendizes… Viva!

Sobre o autor

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Sou Claudia Sinibaldi Bento, paulistana, graduada em direito e pós graduada em relações internacionais. Sou defensora dos direitos das mulheres e crianças, tenho colaborado com ONGs de muitas partes do mundo.

Minhas experiências me ensinaram que, mais do que ajudar, você aprende com aqueles que necessitam de ajuda e jamais falar de direitos humanos deve ser um tabu ou um lugar comum.

Não, defender os direitos do outro é primar pela dignidade e conscientização de que uma nação só será igualitária quando todos receberem o mesmo tratamento e forem todos percebidos como seres humanos, porque somos todos entes dotados de deveres e direitos, estas sim, são condições que nos fazem titulares dos direitos à vida, à dignidade, à integridade física e moral e à liberdade.

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