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Falando sobre DEPRESSÃO

Garota da pele branca e cabelos ruivos vestindo um vestido estampado com detalhes em marrom e branco. Ela está deitada sobre um chão rachado com seus cabelos cobrindo o rosto.
Olá pessoal, boa noite! Aqui é Dani Du, Daniela Duarte. Resolvi fazer essa live para falar sobre depressão. Eu tenho visto bastante sobre esse assunto no Facebook e no Instagram. Vários amigos têm falado sobre isso. Na mídia também vimos, recentemente, casos de suicídio. Alguns começam com uma depressão leve ou depressão disfarçada, outros já com uma depressão profunda.

Hoje, novamente, olhando minhas redes sociais, eu vi mais um relato de um amigo falando que sofre de depressão. E o que chama a atenção é que, muitas vezes, a pessoa que sofre não apresenta sintomas crônicos. Não é uma pessoa que não trabalha, que está caída em uma cama, que está em um hospital, que está em estado vegetativo. Aparentemente, não é uma pessoa que tem sintomas da doença.

Mulher triste

Eu mesma já tive depressão há muitos anos atrás, em diferentes períodos da minha vida: aos 16 anos, quando cheguei a ter queda de cabelo; e depois, com 20 e poucos anos, ela voltou. Quem já teve depressão uma vez, tem essa predisposição. Pode voltar a ter a qualquer momento. Hoje estou com 41 anos e, graças a Deus, eu não tive mais da forma que foi nesses dois períodos da minha vida.

Depois que a gente tem uma vez, a gente tem que ficar sempre atento. Não podemos esperar chegar em um caso crítico. Nós não podemos deixar a peteca cair! E cada um conhece o gatilho que dispara para você chegar a uma crise, no fundo do poço. O que fazer para não chegar a esse ponto é que é o “pulo do gato”. Eu não estou aqui para dar receita para ninguém, até porque eu também não sou especialista. Na verdade, eu sou uma pessoa que já teve esse problema e que luta para não voltar a ter, porque é muito ruim.

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A pessoa que está com depressão não deve estar perto de pessoas baixo-astral. 
Para mim, outra coisa que dispara é o estresse muito forte. Cada um vai saber o seu gatilho. Pessoas ou lugares que você precisa evitar, que te remetem a um estado baixo-astral. O principal é se cuidar, se priorizar. Uma coisa que eu tinha dificuldade de fazer era me priorizar: eu sempre queria ajudar o outro. Ser muito disponível para o outro não é legal. Conversando com alguns amigos, nós percebemos esses pontos em comum, que fazem a pessoa cair em uma depressão. Como que eu vou poder cuidar do outro se eu não estou bem comigo mesma?

Mulher de piajama

A depressão pode se agravar. Então, quando a gente perceber que está ficando em um estado depressivo, é importante mudar o ambiente, o que está te fazendo mal. E cada um, no fundo, vai saber o que é. É ter a coragem de mudar o que precisa ser mudado. Pode ser parente, pode ser companhia, pode ser amigo: se não está te fazendo bem, dá um tempo. Priorize-se.

Quis compartilhar um pouco porque é um assunto que tem aparecido muito em redes sociais de pessoas muito próximas. E nem todos buscam saída. Eu tive um conhecido meu que chegou ao ponto crítico de tirar a própria vida. Parecia que havia sido de uma hora para a outra, mas não é. Nunca é. Às vezes, a pessoa vai levando por um tempo, não desabafa, não conversa com ninguém, não busca ajuda de um especialista e a situação só se agrava. E hoje, nesse período de crise financeira e trabalhista do país, as coisas podem se agravar, sim.

O principal é você se cuidar, se priorizar, se olhar mais, se cuidar mais. É isso. Um beijo e vamos em frente! Valeu.

Sobre o autor

Daniela Duarte da Silva

Daniela Duarte da Silva

Jornalista especializada na área da saúde, pós graduada em marketing. Com formação em auxiliar de enfermagem.

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