Convivendo

Fazer da vida o que melhor possa ser

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Priscila Bezerra
Escrito por Priscila Bezerra

Outro dia, alguém pensou em tudo que queria ter dito, os sorrisos que queria ter proporcionado, as viagens que deveria ter realizado, os planos que poderiam ter sido tirados do papel e se tornado reais. Quantas coisas boas deveria ter feito, dito, quantos sonhos poderiam ter sido planejados e realizados que agora não são mais possíveis.

Ainda que nasçamos sabendo que o nosso destino, neste plano, tem um prazo de validade, ninguém gosta de pensar a respeito do assunto.

Vivemos os dias de forma corrida, não damos espaço a demonstrações de carinho, deixamos de dizer o que sentimos, pois sempre temos a falsa impressão de que haverá um amanhã. Por algum motivo, nos iludimos com: “Depois eu digo, faço ou vou.” No íntimo, sabemos que não vamos dizer o quanto admiramos aquele amigo, demonstrar o quanto gostamos da companhia dos nossos pais, não vamos falar que sentimos saudade daquele amor que se foi, pois o depois é sempre distante, cada vez mais longe a ponto de não existir mais. E nós sabemos disso.

Renato Russo já ensinava: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque, se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Tão sábio.

Se de fato parássemos para lembrar o quão a vida é frágil, que não existem verdades absolutas, que a única certeza de que temos é que não temos certeza de nada, já nos faria, possivelmente, pessoas melhores. Assim, certamente, pensaríamos duas vezes antes de falar algo que possa magoar o outro, de negar um convite para um bate-papo com o amigo ou ser grosseiro com quem sempre está do nosso lado. Se não chegássemos a ser seres humanos melhores, ao menos seríamos menos perversos com o próximo.

Não é apenas o fim dessa vida que apresenta o epílogo de algo — uma amizade que se perde por falta de lealdade, um amor que se vai por falta de demonstração de carinho, uma família destruída por falhas e vícios humanos, entre tantos outros motivos que ocasionam rompimentos sem volta.

Não é tarde para você ser verdadeiro, demonstrar o que sente, dizer o que o coração manda, perdoar a quem ofende, aceitar o outro por ser e pensar diferente, se livrar das coisas que lhe fazem mal e que prejudicam quem você ama.

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Hoje é o momento, agora é a hora, está em sua mãos o poder de mudar o mundo, não deixe para amanhã a oportunidade de ser e fazer quem você ama feliz.

É duro e triste pensar que o amanhã pode não existir, pior é vivenciá-lo de forma traumática e rancorosa.

Acredite, por mais difícil que a ausência seja, é reconfortante saber que você fez da sua vida e das outras pessoas um lugar melhor e foi a diferença no mundo de alguém. Não haverá remorso; saudade sim, mas não arrependimento.

No fim, tudo o que nos restará será a nostalgia benéfica: as lembranças dos bons momentos, os sentimentos mais felizes, a certeza de não ter perdido a oportunidade de ser e fazer coisas que valham verdadeiramente a pena.

Afinal, no fundo, é somente isso que importa: fazer da vida o que melhor possa ser.

Sobre o autor

Priscila Bezerra

Priscila Bezerra

A colunista Priscila Bezerra atua como advogada desde 2017 e busca a aplicação de ferramentas sistêmicas no exercício da advocacia.

Acredita que um olhar sistêmico ao direito pode apresentar inúmeros benefícios para as partes envolvidas e para o sistema judiciário, uma vez que a aplicação objetiva a solução dos conflitos de forma orgânica e satisfatória.

Conforme ensina o ilustre juiz de direito dr. Sami Storch, a aplicação da visão sistêmica se faz de extrema importância, pois assim é possível alcançarmos a compreensão de que: “Só há direito quando a solução traz paz e equilíbrio para todo o sistema”.

Adotando tais premissas, a autora pretende em seus textos, nesse site, trabalhar a autorreflexão e proporcionar aos seus leitores a experiência de questionamentos e busca interior para resolução de seus conflitos pessoais e interpessoais.

Almeja ainda dividir a compreensão de que condutas diárias de responsabilidade consigo e com o meio ambiente podem promover a constituição de uma sociedade mais justa, sustentável, igualitária, conscientizada e capacitada para atingir o desenvolvimento social, humano, econômico e cultural.

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