Autoconhecimento Filosofia

Indústria da banalidade intelectual por Filósofo Nilo Deyson

“A mídia só produz artificialismo, cheia de inutilidades, um verdadeiro vazio no tocante ao que se poderia aproveitar. Nossos jovens estão sendo disputados pelas mídias do consumo e estão deixando de produzir conteúdos educativos e literários.”

Não estamos nós ingeridos na culpa pela violência em nossa sociedade? Seríamos nós, os produtores da intolerância e da ignorância?

A leitura dos livros pode mudar muitas coisas, mas não muda o mundo, apenas pode, talvez, mudar mundos. Talvez, no sentido de como e o quê estamos consumindo no sentido do conhecimento.

A indústria da banalidade intelectual é visível na ignorância de nossa sociedade contemporânea em sua maioria. Poucas são as pessoas que leem livros e, por conta do vazio ocupado no espaço onde estaria o conhecimento, nasce toda a sorte de produção da violência.

A violência acontece primeiro na mente. Se a pessoa é vazia de conhecimento literário, a probabilidade dela ser mais selvagem no sentido dos instintos primitivos do ser humano é muito maior do que os que ocupam seus hiatos lendo e estudando.

Não vamos generalizar, pois sabemos que a nação brasileira não possui uma cultura voltada para a leitura. No entanto, tudo ou muitas coisas seriam diferentes no Brasil se tivéssemos adultos que leem livros. Tiramos como exemplo países como a Suécia, Finlândia, Noruega, Suíça e Alemanha, que são alguns exemplos de países desenvolvidos intelectualmente e, claro, consequentemente economicamente.

Aos poucos, os leitores de literatura clássica estão partindo dessa vida. Ficam apenas os poucos mestres e poucos intelectuais em meio a uma incontável multidão que vive às margens da ignorância.

Mão feminina retirando o livro de uma prateleira com outros livros postos um ao lado do outro.
Christin Hume / Unsplash

A maioria dos brasileiros sequer leem livros, logo são ansiosos, nervosos, extremistas em suas inclinações e sofrem muito com a falta daquilo que só os livros poderiam fazer, a saber, um espírito de ataraxia.

O conhecimento deixa o sujeito mais realizado e a aceitação pela vida se torna uma espécie de desafio para sobreviver e resgatar, onde além do estado de rejeição para com o mundo, o conhecimento traz o espírito seletivo e a tranquilidade diante dos infortúnios do mundo agressor.

A leitura torna o ser humano uma espécie de ponto de referência do saber que domina. Precisamos espalhar livros pela casa, sim! Comprar livros, estantes de livros e, principalmente, criar o hábito pela leitura; afinal, ninguém nasce leitor.

Todo esforço pela leitura é para organizar seu turno enquanto vida e, consequentemente, abrir novos horizontes, novas portas, novas experiências e mundos diversos. A leitura melhora seu vocabulário, amplia sua dinâmica e dimensão de universo, bem como, também, pode tornar você a sua melhor versão. O ser humano que lê muitos livros é diferente. Dá para perceber no autocontrole das emoções, no silêncio que faz, pois o sábio cora suas palavras e sabe como entrar e sair de forma íntegra e capacitado para resolver problemas complexos. O leitor de livros, inevitavelmente, se transforma ao longo dos anos, cada vez mais, em uma pessoa interessante.

Infelizmente, hoje em dia, os nossos jovens e adultos se ocupam do vazio existencial. Os interstícios não são aproveitados a priori, logo suas vidas refletirão aquilo que elas consomem ao longo dos anos. A culpa da violência é de todos, tanto do governo como das mídias e, por fim, da própria criatura que consome programas de violência e ocupa o tempo com coisas artificiais.

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Portanto, se a mídia não passa programas de literatura e educação nos canais abertos, que tal em sua casa você criar o hábito pela leitura e encher seus armários e estantes de livros, inclusive, em cômodos diferentes de seu lar. Imagine, chegar uma visita e encontrar em sua casa obras de Guimarães Rosa, Dostoiévski, Machado de Assis, José Saramago, Nietzsche, Hans Kelsen entre outros. Pois bem, faça uma experiência! Compre livros e ponha em sua casa para serem lidos, ainda que seja 30 minutos de leitura, poderá mudar seu dia e, possivelmente, sua vida.

Somos resultados dos livros que lemos e consequência dos que nunca conseguimos ler. Não há livro tão mau que não tenha algo no bom leitor para avançar na leitura.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Sobre o autor

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Sou filósofo, escritor, poeta, colunista e palestrante.
Meus trabalhos culturais estão publicados em diversas plataformas. Tenho obras e livros publicados.

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Sou uma incógnita que deve ser lida com atenção e talvez somente outras gerações decifrem meu espírito artístico. Sou muitos em mim e todos se assentam à mesa comigo. Posso não ser uma janela aberta para o mundo, mas certamente sou um pequeno telescópio sobre o oceano do social.

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