Convivendo

Lei. Reparação obrigatória.

Imagem de um malhete em cima de uma mesa de madeira
Heliopix / Getty Images Pro / Canva
Escrito por Nilton C. Moreira

Sempre que transgredimos a lei, estamos gerando situação de penalidade. A princípio pode não ocasionar prisão em um determinado presídio ou uma casa de detenção, mas sim nos tornar prisioneiros na nossa própria mente, pois a sensação de que de um momento para outro poderemos ser descobertos ou ver nosso lar sendo alvo de buscas nos gera insegurança e muitas noites sem sono.

Mas pode acontecer de praticarmos delitos e não sermos descobertos, isso em razão da má investigação feita, não por habilidade da autoria, pois, como se diz, “não existe crime perfeito, mas sim mal investigado”, e pode passar muito tempo para sermos penalizados, mas “a justiça tarda mas não falha”.

A capacidade do ser humano de maquiar fatos delituosos por ele mesmo praticado é surpreendente e fica mais fácil quando envolve crime com participação de bando ou quadrilha, pois essa parceria se protege mutuamente. Certo é que a máxima “o crime não compensa” é uma grande verdade, e, se soubéssemos que iríamos ser descobertos por ocasião da prática delituosa, não praticaríamos deslizes, pois nem a pena de morte inibe o criminoso. Afinal, quando o crime é cometido, ele acredita que não vai ser identificado, porque, do contrário, não o cometeria!

Mas realmente quem comete delito, seja de conotação desonesta, seja contra a vida, deve ser identificado e punido pela lei, cumprindo-se, assim, o que o próprio homem deliberou.

Temos visto vários crimes do tipo colarinho branco, que é gravíssimo, pois envolve dinheiro público que poderia ser destinado a ajudar os necessitados e as obras sociais. Inclusive há o exemplo do que aconteceu em um estado do nosso país que foi muito comentado por ter envolvido governadores de várias legislaturas, os quais foram denunciados e condenados por desonestidade.

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Mas efetivamente é atraso cometer crimes, pois somos abraçados pela lei do homem caso sejamos descobertos, e muita tristeza e frustação toma conta de nós, já que nossa moral cai por terra: perdemos a posição social, o poder, e até a nossa liberdade pode ser tolhida. Mas, se do ponto de vista da lei humana sofremos, também nos deparamos com a lei divina! Esta, aplicada na medida certa, tem um ingrediente a mais: o reparo! Isso mesmo; a reparação será necessária e, se não acontecer, ou se não tivermos oportunidade nesta vida de repararmos, será numa próxima.

Portanto lembremo-nos disso antes de cometer deslize, por menor que seja, que possa prejudicar outrem, pois na nossa lei existem abrandamentos e protelações, ao contrário da lei de causa e efeito do Altíssimo. Se temos entre os homens os favores da lei, a lei e os rigores da lei de acordo com quem pratica, na justiça divina temos simplesmente a lei.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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