Autoconhecimento

Lixo e casa mental

Mulher olhando para montanhas a sua frente
Brooke Cagle / Unsplash
Escrito por Nilton C. Moreira

Dependendo da cidade, o caminhão que recolhe os resíduos sólidos passa na frente de nossas residências algumas vezes por semana. É uma atividade essencial, pois, afinal, o que aconteceria se os resíduos ficassem armazenados por muito tempo na nossa morada?

É da vontade de todos nós que esse “lixo” saia da nossa volta, possibilitando que ao nosso redor tudo fique limpo, com aspecto agradável a todos e isento de mau cheiro!

Analisando, vemos que produzimos uma quantidade considerável de resíduos; é só olhar na frente de nossa casa e ver a quantidade que depositamos para que o transportador carregue. Se quisermos ter uma visão maior ainda, é só olhar o caminhão a cada fim de etapa, que sai de nossas cidades abarrotado de resíduos sólidos.

Antigamente denominávamos de lixo e cisco os restos de sujeira que produzíamos em nossas residências, hoje denominados resíduos sólidos, que rendem, inclusive, uma quantia volumosa a quem se dedica a explorar esse comércio.

Mulher olhando para fora da janela pensativa
Kalea Morgan / Unsplash

Mas existe outro tipo de lixo que não é comercializado e que também é produzido por nós! É o chamado lixo mental.

O lixo mental é tudo aquilo que não presta e se origina do pensamento negativo ou maldoso que emitimos em nossa mente. É algo tão volumoso e também contendo um mau cheiro tão grande que é notado por quem se acerca de nós.

Nesse caso, o caminhão que passa carregado é a nossa tela mental, que é notada por outras mentes. É algo invisível aos nossos olhos físicos, mas que, por meio da aura de pessoas que estão próximas, nota-se, causando um mal-estar a quem está com a mente leve. É por isso que, ao chegarmos perto de determinadas pessoas, embora elas estejam com o corpo limpo, perfumado e bem vestidas, sentimos uma aversão, uma vontade de sair de perto! É o mental dela que está carregado de lixo, então isso se exterioriza.

Jesus sempre dizia que pecamos até em pensamento, portanto, quando estamos com pensamentos de baixo padrão vibratório, vamos produzir lixo pesado. Também o sensitivo americano Edgar Cayce disse certa ocasião que “somos aquilo que pensamos”. Então se estamos pensando em maldade, maledicência e falcatruas, vamos exteriorizar essa energia, embora nossa aparência possa ser das melhores.

Procuremos ter bons pensamentos, pois só assim produziremos pérolas em nossa mente e não será preciso nenhum caminhão passar por nossa casa mental, já que não encontrará nada de carga perniciosa.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
Email: cristaldafonte@gmail.com
Facebook: /Nilton-C-Moreira