Convivendo

Lowsumerism: o novo consumismo

Amanda Rodrigues
Escrito por Amanda Rodrigues
Vivemos em uma sociedade cercada por tecnologias e industrialização, em que o sistema capitalista vigente tem como consequência a exploração desenfreada dos recursos naturais e o desperdício.

Infelizmente, o progresso do mundo material está diretamente ligado à degradação e à destruição da natureza. Para produzir, consumimos muito os recursos naturais vindos da nossa casa: o planeta Terra. Ao contrário do que muitos pensam, os recursos naturais da Terra não são infinitos. Eles também, assim como nós, têm limites e estão chegando ao seu fim.

A verdade é que muitos duvidam que essa seja a realidade, desafiando a própria natureza, pois o desequilíbrio ambiental põe em cheque, interfere e influencia também na nossa vida.

A consciência de tentar combater o consumismo exacerbado é uma questão, antes de tudo, de bom senso. Precisamos reeducar nossos costumes e crenças relacionados ao consumo. Despertar e realizar que precisamos mudar e agir antes que seja tarde demais.

Precisamos nos questionar por que razões consumimos tanto. Qual é o motivo? Precisamos mesmo? Podemos pagar? São alguns questionamentos que podemos nos fazer antes de efetuar uma compra.

Consumismo baixo

Consumismo baixo

O fato é que a maioria de nós consome com a ideia de que ter é igual a ser, mas isso precisa ser desmistificado. O que temos e possuímos não diz respeito ao que somos e a que grupo pertencemos. Consumimos para sanar e suprir questões psicológicas e emocionais. Descontamos nossas carências, tristezas, angústias e alegrias, que nos dopam e adormecem, dando a sensação de que precisamos comprar alguma coisa que na realidade não precisamos.

“Infelizmente, o progresso do mundo material está diretamente ligado à degradação e à destruição da natureza”

Metemos os pés pelas mãos e depois temos que lidar não só com os preços exorbitantes das faturas do cartão de crédito que não sabemos como pagar, mas também com a preocupação de que centenas de espécies animais estão sendo extintas e tudo indica que num futuro seremos os próximos.

Em meio a toda essa crise, o lowsumerism surgiu para revolucionar a forma como consumimos. O lowsumerism é o baixo consumo, o consumo equilibrado e consciente. O que para alguns pode indicar retrocesso, para muitos outros é a salvação. Chegamos a um momento em que o minimalismo está em alta. Menos é mais. Comprar menos, buscar alternativas e viver apenas com o essencial e necessário. O consumismo gera uma autodestruição, mudanças climáticas com o aquecimento global causado pela poluição, superpopulação humana e exploração dos recursos naturais. O único processo de sucesso em andamento é o de autodestruição do mundo.

Somos os únicos com o poder e potencial de reverter esse quadro, mudar esse cenário e a realidade que estamos vivendo. Não importa a classe econômica e social, muito menos cultura e etnia. Estamos todos no mesmo barco. Somos todos filhos da Grande Mãe, a Terra, e parte do Universo.

“Chegamos a um momento em que o minimalismo está em alta. Menos é mais. Comprar menos, buscar alternativas e viver apenas com o essencial e necessário”

Nesse momento, é impossível não citar clichês clássicos como “somos todos Um’”, “seja a mudança que você quer no mundo’’. São todos os clichês que dizem que não importam as circunstâncias, precisamos agir e fazer cada um a sua parte. Se cada um fizer a sua parte, todos juntos, uma grande mudança será orquestrada.

Precisamos buscar a harmonia e o equilíbrio em nossa vida como um todo e com o consumo não é diferente. Precisamos evitar exageros, buscar o equilíbrio, praticar o consumo consciente, o baixo consumo. Isso não significa a proibição dos desejos de comprar, mas o impedimento do exagero. Buscar alternativas, como na economia colaborativa, onde vemos cada vez mais pessoas empenhadas em dividir, reutilizar, doar. O crescimento de brechós, o uso da energia solar, ter sua própria hortinha em casa, consumir alimentos orgânicos, trocar o automóvel pela bicicleta. São muitos os movimentos crescentes com base no lowsumerism, e o maior deles é a busca por uma vida mais saudável e equilibrada, em que o número de pessoas despertas e espiritualizadas cresce pela busca do equilíbrio entre corpo, mente e alma.

O lowsumerism veio da necessidade de fazer com que analisemos nossas prioridades e reais necessidades, paremos de comprar por comprar. Ele é mais do que um movimento, é um estilo de vida que traz frutos incríveis, que gera o despertar coletivo e valoriza somente o essencial. A vida é um ciclo com início, meio e fim. A única constante é a mudança. E mais do que nunca precisamos mudar e encerrar esse ciclo para abrir espaço para um novo momento, um momento em que lowsumerism reine, porque ele veio para ficar.

Sobre o autor

Amanda Rodrigues

Amanda Rodrigues

Sou estudante de Publicidade e Astrologia, leonina, apaixonada pela vida e pelo autoconhecimento. Acredito que a Astrologia é uma ferramenta incrível para o autoconhecimento. Uma bússola que nos guia ao encontro de nós mesmos. Não tenho uma religião específica, gosto um pouquinho de cada. Acredito que a fé e o amor movem montanhas e nos levam a qualquer lugar!

No início do ano passado tive uma grande crise interna que gerou meu despertar. Comecei a me questionar se estava no caminho certo, não tinha mais certeza se desejava continuar na publicidade, fiquei um pouco frustrada por alimentar e impulsionar valores que não me representam, à outras pessoas. Desde então, comecei a ter experiências maravilhosas com o autoconhecimento, principalmente através da astrologia como ferramenta. E me apaixonei. Decidi desde então que iria usar a minha comunicação para o bem, para ajudar as pessoas e levar até elas a consciência do autoconhecimento junto com a astrologia. Não sou nem de longe expert em autoconhecimento ou astrologia, mas acredito muito que o que nos torna aptos a falar sobre algum assunto são nossas vivências e experimentações.

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