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Mana: o poder interior segundo a sabedoria havaiana

Imagem de um campo e em destaque uma mulher usando um vestido branco. Na foto, aparece apenas uma parte dela e sua mão esquerda.
Gorchittza2012 / Getty Images / Canva
Escrito por Leticia Vidigal

O conceito havaiano de Mana, presente na filosofia Huna, representa o poder interior e a energia vital que nos fortalece e nos guia em nossas vidas, mas podemos nos desconectar dele devido a dúvidas, erros e inseguranças. A prática do Ho’oponopono nos auxilia re-estabelecer essa conexão.

No coração da sabedoria havaiana, o conceito de Mana ocupa um lugar especial. Mana é o quinto princípio da filosofia Huna e pode ser traduzido como “poder”, mas não no sentido de controle ou dominação. Trata-se de um poder que influencia, guia e conecta.

Seu significado profundo nos lembra que todo poder vem de dentro. Para os havaianos, Mana também representa energia ou força vital, algo equivalente ao chi ou qi em outras tradições espirituais.

Mana é descrita como o fluido essencial da vida, presente em todos nós.

Quando estamos alinhados com nossa essência, a Inteligência Divina libera essa energia para nos inspirar e guiar. Agir em sintonia com Mana é reconectar-se com o próprio poder, reconhecendo que ele não vem de fora, mas sim do interior.

Quando perdemos a conexão com Mana?

Nem sempre, porém, nos sentimos capazes de acessar esse poder interior.
Às vezes, somos consumidos pelas lembranças de nossos erros, fracassos e inseguranças. A dor de momentos em que não nos sentimos amados ou aceitos também pode nos afastar da verdade de quem somos. Essa desconexão nos faz duvidar do nosso merecimento e da nossa capacidade de agir.

Como reconectar-se com sua Mana?

Para o Ho’oponopono, a forma de acessarmos a nossa Mana é através da purificação de memórias. Quando liberamos lembranças que nos limitam e pesam, criamos espaço para sentir a nossa Mana e nos conectarmos à inspiração da Inteligência Divina.

Para purificar memórias, o Ho’oponopono sugere que façamos uso das suas diversas ferramentas (uma delas é a repetição das frases Sinto Muito, Me Perdoe, Te Amo e Sou Grato), controlemos a nossa respiração (como na prática da Respiração HA) e estejamos sempre em contato com a nossa Criança Interior para que ela se sinta sempre amada pela mente consciente – Uhane ou a Mãe, para o Ho’oponopono.

Imagem de uma mulher no campo segurando um ramalhete de flores, trazendo o conceito de renovação da alma.
Irynakhabliuk / Canva

O importante é nos lembrarmos de que, mesmo diante de desafios, nossa Mana está sempre disponível. Purificar memórias não apenas limpa o caminho, mas também ativa o fluxo dessa energia vital, permitindo que possamos sentir seu poder de forma constante.

Um convite à reflexão

Hoje, faço um convite a você: acredite no poder que habita dentro de você. Independentemente das circunstâncias que você estiver vivendo agora, ele está aí. Seus pensamentos, sua preocupação podem estar dificultando o acesso a ele, mas há em você uma força divina capaz de transformar, inspirar e guiar.

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Pare por um instante, coloque a mão no coração, inspire e expire profundamente e repita: eu acredito. Quando damos um pequeno passo em direção a essa consciência, caminhos são abertos, ideias surgem e mudanças acontecem. Experimente conectar-se com a sua Mana e conte para nós o que aconteceu na sua vida abaixo, nos comentários.

  • Leticia Vidigal

    Leticia Vidigal

    Pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono
    [email protected](31) 99152-6843@hooponoponoanjos@HooponoponoAnjoshooponoponoanjos

    Letícia Vidigal é pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono, com mais de 20 anos de experiência na área da educação. Ao longo de sua trajetória, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora e, mais recentemente, na gestão de projetos educacionais e sociais.

    Seu encontro com o Ho'oponopono começou a partir das conhecidas frases “sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata”. O interesse despertado por elas a levou a pesquisar e estudar a prática em uma época em que o tema ainda era pouco difundido no Brasil.

    Sua primeira leitura foi “Limite Zero”, de Joe Vitale. Em 2015, participou do curso online Zero Limits, com Joe Vitale e Dr. Hew Len, e posteriormente aprofundou seus estudos em formações internacionais promovidas pelo IZI LLC, Pacifica Seminars e Global Science Foundation.

    É autora do Oráculo Ho'oponopono, ilustrado por sua sobrinha Marie Amorim, além de produzir conteúdos, e-books e textos sobre Ho'oponopono, espiritualidade, autoconhecimento e experiências da vida.

    Aos 50 anos, também passou a direcionar sua escrita para temas relacionados à maturidade, aos recomeços e às transformações que acontecem quando aprendemos a olhar para nossa própria história não apenas como passado, mas como ferramenta para construir aquilo que ainda desejamos viver.